Biomm recorrerá para obter registro de vacina para Covid

Para a Biomm, a Convidecia Air é uma opção não invasiva em relação às demais
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Biomm recorrerá para obter registro de vacina para Covid
A biofarmacêutica brasileira Biomm, com sede e fábrica em Nova Lima, na RMBH, vai recorrer da decisão da Anvisa | Crédito: Divulgação Biomm

A biofarmacêutica brasileira Biomm, com sede e fábrica em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), vai recorrer da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que negou o pedido de registro definitivo de uma vacina inalável contra Covid-19. Trata-se da Convidecia Air, já aprovada e em utilização em outros países.

Em comunicado ao mercado, a companhia disse que entrará com recurso administrativo e que segue confiante na aprovação do imunizante. Também argumentou que, com estudo publicado pela revista científica ”The Lancet”, uma única dose de Convidecia tem eficácia de 96% na prevenção da doença grave 14 dias após a vacinação para população com 18 anos ou mais. E que os eventos adversos relacionados à vacina são leves de forma geral.

“A vacina Convidecia, desenvolvida pela CanSino Biologics, tem aplicação em dose única, pode ser armazenada em geladeira comum (entre 2 e 8 graus Celsius) e foi adotada em diversos países como China, Rússia, Chile, Argentina e México, entre outros. O imunizante é recomendado para ser administrado em pessoas a partir dos 18 anos de idade”, reforçou.

Procurada, a Anvisa informou que uma das justificativas para a não concessão do registro para a Convidecia foi o cenário da vacinação primária no Brasil, incluindo as vacinas monovalentes já autorizadas, as vacinas bivalentes autorizadas e as discussões sobre as atualizações das vacinas.

Na nota enviada à reportagem, a agência complementou que entendeu que dentro das condições atuais, levando em conta a existência de vacinas monovalentes já registradas e o atual cenário de vacinação primária no País, o quadro de vacinas à disposição atende às necessidades da população brasileira.

“A vacina Convidecia avaliada, trata-se de vacina injetável, mas com as mesmas características de vacinas via inalável”, disse no documento.

Biomm argumenta que vacina contra Covid-19 inalável não é invasiva

A Biomm havia solicitado a aprovação do imunizante em dezembro do ano passado, sob o argumento de que a vacina contra Covid-19 foi desenvolvida pela CanSinoBIO e oferece uma opção não invasiva que usa um nebulizador para transformar o líquido em aerossol para inalação pela boca.

A Convidecia Air foi aprovada na China e, até o fim de 2022, mais de 12 cidades já havia iniciado a vacinação com o imunizante. Tianjin, Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang são exemplos de localidades que estão usando a alternativa para ajudar a fortalecer a proteção da população contra a Covid-19 e suas variantes com um método de entrega mais eficiente e sem agulhas, indolor e não invasivo.

Além disso, a vacina também havia sido aprovada para uso emergencial no Marrocos, representando a primeira aprovação no exterior.

A submissão da Convidecia Air integrava o processo de registro da vacina Convidecia injetável. Em maio do ano passado, a Biomm solicitou o registro definitivo do imunizante em sua forma de aplicação tradicional. Como faziam parte do mesmo dossiê, a aprovação da vacina inalável dependia da aprovação da vacina injetável.

“A nova submissão, desta vez da Convidecia Air, visa ampliar o acesso à vacinação por meio de mais uma opção de imunizante contra a Covid-19. É importante ressaltar ainda que, além dos benefícios para a população, a vacina inalável apresenta economia para o sistema de saúde por utilizar apenas um quinto da dose intramuscular”, comentou o CEO da Biomm, Heraldo Marchezini, na época da solicitação do registro.

Caso as vacinas sejam aprovadas, a companhia prevê importar, inicialmente, as vacinas Convidecia e Convidecia Air e, posteriormente, produzir os imunizantes em sua planta biofarmacêutica em Nova Lima.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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