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Associação lança índice setorial inédito

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Além de ser gratuito, o índice setorial do Pacto não concorre com outras iniciativas e pode ser utilizado por qualquer instituição engajada com a questão racial | Crédito: Pixabay

A Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial, iniciativa inovadora que chegou para revolucionar a forma como as instituições se comprometem com o combate ao racismo e vão equacionar o problema da equidade racial no Brasil daqui para frente, lança o Índice ESG de Equidade Racial Setorial. A metodologia foi desenvolvida para estabelecer um parâmetro para cada segmento da economia nacional e servir como referência para as empresas que desejam combater a desigualdade racial.

Além de ter uma referência, o índice também dá uma diretriz para que as empresas possam estabelecer suas próprias metas de desenvolvimento e perseguir seus objetivos, com o suporte do Pacto, cuja proposta é implementar um protocolo ESG racial para o Brasil.

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“Estava muito difícil para as empresas desenvolverem suas metas e métricas, porque até então não existia uma referência. Agora, o índice setorial traz essas referências, além de ser um instrumento extremamente inédito. É mais uma ferramenta disponível para auxiliar as empresas nessa jornada que é o combate ao racismo, por meio de estatísticas”, explica o Diretor Executivo do Pacto, o Gilberto Costa.

Segundo o economista Lucas Cavalcanti, um dos profissionais que criou a metodologia e o cálculo, o índice separa as companhias por área de atuação, porque empresas de segmentos diferentes têm configurações e realidades bastante distintas e, portanto, necessitam ser comparadas e avaliadas levando em consideração os seus pares. “As métricas que são utilizadas para avaliar um banco não podem ser iguais às utilizadas para analisar uma indústria química, automobilística, ou determinada área de varejo”, esclarece.

Para desenvolver a pesquisa e estipular valores de referência para cada setor, Cavalcanti usou os dados da Rais não identificada de 2020 e uma nova forma de agregação do Índice de equidade ocupacional. Assim, o cálculo foi feito agregando o índice de equidade de ocupações, usado no cálculo do Índice ESG de Equidade Racial (IEER) para empresas, a nível dos subsetores do IBGE, gerando um IEER para cada subsetor da economia.

“O lançamento do Índice ESG de Equidade Racial Setorial neste mês em que se comemora o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, é muito oportuno. Estamos gerando inteligência para combater o racismo. Racismo se combate com fato e dado com o estabelecimento de metas objetivas e investimento e não com emoção”, destaca o Diretor Executivo do Pacto

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Para o Diretor Estatutário do Pacto, Theo Van Der Loo, o maior desafio do Pacto é romper uma barreira que existe por parte das empresas para compartilhar seus dados. “Como inicialmente nenhuma empresa está em um nível ideal do índice, muitas têm receio de abrir suas informações. Mas destaco que nenhuma empresa terá um índice perfeito nesse início. Esse é um processo evolutivo, é um esforço contínuo. E o que mais importa é o avanço”, afirma

Em seu ponto de vista, não existe um vencedor, o único vencedor com essa iniciativa é o Brasil. É necessário que as empresas forneçam seus dados e experiências para que o País possa realmente avançar. Além de ser gratuito, o índice setorial do Pacto não concorre com outras iniciativas e pode ser utilizado por qualquer instituição engajada com a questão racial. “Para ser mais competitivo, o Brasil precisa de todos os seus talentos”, reforça Theo Van Der Loo.

O cálculo do Índice ESG de Equidade Racial para os grandes subsetores da economia tira o foco de empresas específicas e coloca em setores de atividade mais amplos. É um grande incentivo para a adesão das empresas ao protocolo ESG racial.

Esse trabalho tem ganhado muita força junto a B3, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima), que representa as instituições do mercado de capitais brasileiro, além do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e Rede Brasil do Pacto Global da ONU.

Pacto visa implementar protocolo ESG racial

A Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial é uma iniciativa inovadora que chegou para revolucionar a forma com que as instituições de combate ao racismo irão lidar para equacionar o problema da equidade racial no Brasil daqui para frente. É a junção de empresas, movimentos sociais e representantes da sociedade civil, no esforço coletivo para reduzir as desigualdades sociais e raciais no Brasil, por meio do protocolo ESG.

A proposta do Pacto é implementar um protocolo ESG racial para o Brasil e promover sua adoção por empresas e investidores institucionais, contemplando ações que estimulem uma maior equidade racial. Também objetiva incentivar e fortalecer a adoção de ações afirmativas, a melhoria da qualidade da educação pública e a formação de profissionais negros.

Para viabilizar essas ações, o projeto se utiliza de dados quantitativos, como, por exemplo, o número de profissionais negros existentes nas empresas, e em que posições eles atuam. E para obter números precisos, que realmente condizem com a realidade, o Pacto criou o Índice ESG de Equidade Racial (IEER), que mede o desequilíbrio racial dentro das companhias, utilizando reconhecidas instituições, tais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e a como fonte de informação.

Renomados economistas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), da Universidade de São Paulo (USP) e do Banco Mundial criaram um algoritmo capaz de mensurar o desequilíbrio racial das organizações, considerando os salários médios das ocupações e a distribuição racial na região – seja por cidade e/ou estado em que a empresa opera.

As companhias que aderem ao Pacto têm acesso à metodologia de medição e recebem o selo oficial do projeto. Ou seja, são reconhecidas como organizações comprometidas com a equidade racial. Além disso, trabalham com diretrizes, orientações e acompanhamento propostos pelo projeto, gerando uma pontuação para cada iniciativa, investimentos em equidade racial e ainda tem a possibilidade de elevar a sua pontuação no IEER, que serve como medidor para as organizações.

LinkedIn permitirá anúncios de vaga para minorias

São Paulo – Após derrubar um anúncio que dava preferência a candidatos negros e indígenas, a rede social voltada para trabalho LinkedIn recuou e passou a aceitar divulgação de vagas para minorias.

Em nota, a plataforma agradece o retorno da comunidade brasileira e diz que atualizou a sua política global de anúncios para “permitir a divulgação de publicações que expressem preferência por profissionais de grupos historicamente desfavorecidos na contratação em países onde esta prática é considerada legal”.

A mudança ocorreu após o caso ser noticiado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, há duas semanas, e se tornar alvo de ação civil pública da Educafro, da Frente Nacional Antirracista e do Centro Santo Dias de Direitos Humanos, da Arquidiocese de São Paulo.

No documento, as entidades afirmam que a pretexto de evitar discriminação, a empresa consegue o efeito “exatamente inverso”: reforçar a discriminação histórica e tradicional de minorias no mercado de trabalho brasileiro.

As entidades afirmam ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já julgou a constitucionalidade das ações afirmativas e sua compatibilidade com o princípio da igualdade.

A vaga derrubada que deu início à discussão foi aberta pelo Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (Laut) e buscava contratar alguém para a coordenação do setor administrativo e financeiro. O anúncio dizia dar preferência a uma pessoa negra ou indígena.

Após tirar o anúncio do ar, o LinkedIn disse que suas políticas não permitiam vagas que excluíssem ou demonstrassem preferência por profissionais. A restrição valia, segundo a empresa, para quaisquer tipos de características, fossem elas idade, gênero, raça, etnia, religião ou orientação sexual.

Em 2020, um programa de trainees exclusivos para negros, do Magazine Luiza, também foi alvo de críticas.

Em setembro daquele ano, a Defensoria Pública da União entrou com uma ação civil pública para cobrar R$ 10 milhões da empresa, sem sucesso.

Depois da rede de varejo, outras empresas lançaram programas de seleção similares, com reserva de vagas para candidatos negros ou seleções exclusivas. A “Folha de S.Paulo” organiza, neste ano, a segunda edição para um treinamento destinado a profissionais negros. A primeira foi em 2021. (Folhapress)

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