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Bulbe passa a atender cliente pessoa física

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A Corvina (foto) foi o projeto-piloto da Bulbe; lá foram testadas uma série de processos | Crédito: Vander Rodrigues

Mais um passo rumo à liderança do mercado mineiro de energias renováveis foi dado pela Empresa Mineira de Geração Distribuída (EMGD), ou melhor, pela Bulbe, novo nome do negócio a partir de agora.

Celebrando seu quinto ano de fundação, a apresentação da nova identidade vai além da representação de sua evolução na intensa caminhada até aqui. Traz também boas-novas muito aguardadas pelos consumidores de energia do Estado. “A Bulbe agora passa a atender clientes pessoa física”, revela o diretor financeiro da Bulbe, José Francisco Dutra.

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Até então direcionada ao empresariado mineiro, em um processo de maturação para o desenvolvimento de uma estrutura capaz de atender com excelência a um público amplificado, os benefícios viabilizados pela empresa agora estarão ao alcance dos mineiros que estejam conectados à rede da Cemig.

“Aos clientes que estão por chegar, gostaria de frisar que a caminhada de estruturação desde a fundação da então chamada EMGD, principalmente com a operação da Usina Fotovoltaica Corvina, localizada na cidade mineira de Pirapora, atestam nossa expertise e entrega de valor. A Corvina foi nosso projeto-piloto e lá testamos uma série de processos, tais como o modelo de negócio, a forma de implantar e de operar as ações junto à Cemig, administração pública, bancos, acionistas e órgãos ambientais, dentre outros. Nossa nova identidade é fruto dessas experiências de mercado, fazendo parte de uma evolução natural, sendo a continuação desse caminho sólido que construímos até aqui”, avalia Dutra.

De acordo com o diretor financeiro, a usina instalada em Pirapora, região Norte do Estado, viabiliza o benefício a mais de 200 clientes que, somados, alcançam uma economia de cerca de R$ 2,5 milhões por ano. “É o nosso cartão de visitas, onde desempenhamos um excelente trabalho de implantação e operação, assim como faremos nas novas usinas que estão por vir”, adianta.

E não serão poucas. Em um protocolo de intenções assinado junto ao governo do Estado de Minas Gerais em 2020, ficou acertado que a empresa investirá quase meio bilhão de reais na construção de mais de 30 usinas fotovoltaicas espalhadas em diversos municípios da região Norte de Minas, a mais carente do Estado.

Com isso, o potencial de geração da Bulbe poderá alcançar, até o fim de 2024, cerca de 100 mil clientes em Minas, reduzindo até 12 mil toneladas de CO2 emitidos na atmosfera, quantidade equivalente ao plantio de 34 mil árvores ao ano. “Cinco dessas novas usinas começam a operar ainda este ano nas cidades de Coração de Jesus, Araçuaí e Mirabela. Outras dez usinas já estão em fase de projeto e serão entregues ao longo de 2022”, revela.

Somos uma indústria geradora de energia, afirma Dutra | Crédito: Vandressa Alvares

Indústria com cara de startup

Grande marca dessa renovação, a tecnologia veio para colocar a Bulbe literalmente na palma da mão dos clientes, permitindo um controle transparente e didático sobre cada detalhe de sua cota de energia contratada.

“Se antes nossos processos digitais facilitavam apenas a adesão de forma remota e em poucos cliques, agora eles oferecem também uma imersão completa no serviço contratado, disponibilizando consulta de créditos de energia consumidos mês a mês, economia alcançada, canais diretos de comunicação com nosso atendimento, dentre outras novidades interativas”, afirma Dutra.

Segundo ele, o desenvolvimento de ferramentas digitais próprias colocará a Bulbe e seus serviços no mesmo patamar de empresas com alto grau de tecnologia. “Estamos contando com o apoio de uma equipe especializada voltada para o desenvolvimento de uma das melhores plataformas do mercado”, garante.

Além de atender aos anseios dos clientes, a tecnologia chega como a única solução viável para a nova necessidade do negócio, um atendimento amplo e de qualidade. “Falamos da migração de centenas de clientes para dezenas milhares. Se não for pela via tecnológica, não há caminho. A densidade de soluções digitais que estamos incorporando à empresa, em especial no que diz respeito à relação com o cliente, é altíssima”, afirma.

Mesmo com o foco direcionado a um perfil mais dinâmico, Dutra explica que a “nova roupagem” da Bulbe não tira dela sua veia industrial, sua solidez, tal qual outras do setor. “Somos uma indústria geradora de energia, assim como Furnas e Itaipu. O que muda é o grau de impacto ambiental, já que atuamos com energia limpa e renovável, que contribui significativamente com o meio ambiente. Contudo, essa mistura de um DNA da indústria de energia com uma relação mais dinâmica e próxima, essa capacidade de errar e corrigir, de testar, tomar decisões rápidas, ser flexível, entender a dor do cliente e modelar o negócio rapidamente para atendê-lo faz parte do nosso mindset inovador”, avalia.

Embora o setor energético seja um dos mais antigos do mundo, a Bulbe está inserida em uma modalidade de vanguarda do mercado, e isso ajuda a explicar as mudanças que constituíram a nova marca. “Estamos conectados com o futuro e conscientes de que as ações de hoje terão reflexo lá na frente. Até por isso, debatemos os princípios ESG e somos parte desse movimento, promovemos sustentabilidade, com tudo o que há de mais atualizado no mercado”, explica.

A nova identidade, mais jovem e dinâmica, foi parte de um rebranding que contou com a ampla colaboração de sua equipe, ou melhor, dos seus “Bulbers” – como os funcionários passaram a ser carinhosamente chamados após a mudança. Em um processo de cocriação iniciado ainda em 2020, a empresa fecha o ciclo de renovação reafirmando seu propósito de estabelecer relações duradouras e saudáveis com clientes e com o meio ambiente. “Evoluímos todos os dias, em todas as frentes. Essas mudanças representam, além de um enorme desafio, um grande passo rumo à nossa consolidação como um dos principais players do segmento no País”, finaliza Dutra.

Marketplace já movimentou R$ 123 milhões

A Esfera Energia, empresa que atua com tecnologia, gestão e comercialização de energia, anunciou em maio o lançamento do hud Cotação, primeiro marketplace para compra e venda de energia no Mercado Livre. Somente na fase de testes, a solução já havia transacionado mais de 100 MW médios por mês, o que equivale a mais de R$ 10 milhões dependendo do PLD mensal.

Hoje, quatro meses após o lançamento, foram transacionados mais de 395 mil MWh e 2600 ofertas de compra e venda de energia que somaram R$ 123 milhões. “Fomos a primeira empresa do setor a trazer uma solução para desburocratizar cotações, trazendo mais transparência em relação a preços e facilitando as auditorias de processos”, comemora o CEO, Braz Justi.

Direcionada a grandes consumidores e geradores de energia, o hud Cotação já conta com 150 comercializadoras cadastradas e proporciona uma experiência de compra e venda de energia bastante simples e rápida. “Com muita segurança e confiabilidade, a nossa proposta foi facilitar a auditoria dos processos, reunindo em uma única plataforma intuitiva compradores, vendedores, demandas e propostas, ou seja, diferente das outras, que só vendem sua própria energia. É uma inovação para o setor, que ainda possui um processo bastante manual, feito por e-mail ou telefone, com controles gerenciados em planilhas”, diz Braz.

O marketplace assume importância ainda maior nesse momento atual, em que se fala tanto na redução de gastos com energia. “Nos últimos 12 meses, a energia elétrica também subiu no mercado livre, atingindo o teto regulatório. O grande aumento desse preço é consequência da crise hídrica, ou seja, a falta de chuva, que afeta os reservatórios das usinas hidrelétricas”, explica o CEO.

O Mercado Livre responde atualmente por 30% da energia consumida no País, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). “A economia com gastos de energia pode chegar a até 35% e, em relação à concorrência, a Esfera Energia traz uma economia de 7% a mais no final da conta”, destaca Braz.

Segundo o CEO da empresa, a expectativa para os próximos meses é de alcançar mil contrapartes para vender ou comprar energia, tendo uma negociação de pelo menos 1 GWm por mês. “As vantagens são inúmeras, podendo destacar o fato de ter uma auditoria e rastreabilidade completa de dados, garantia de melhor preço e economia, processo 100% digital e automatizado e concorrência para conquistar os melhores preços”.

A plataforma está disponível gratuitamente para todo o mercado. Para garantir a participação, as empresas precisam solicitar um convite no site da companhia, por meio do preenchimento de informações básicas como: volume de energia que deseja comprar ou vender, qual tipo de energia e para qual período. Para facilitar a auditoria, tudo fica registrado e, em seguida, as propostas das comercializadoras são enviadas por e-mail, através do hud.

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