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Coronavírus Negócios
Crédito: Divulgação

Se por um lado, a pandemia de Covid-19 impactou negativamente a maioria dos setores, por outro, impulsionou negócios na área da saúde. A Celer Biotecnologia, sediada em Belo Horizonte, por exemplo, vive um momento único, com recordes de vendas e níveis exponenciais de produção, impulsionados pelos testes de diagnósticos da doença.

De acordo com o fundador da Celer, Denilson Laudares Rodrigues, nos últimos seis meses, a empresa cresceu o que levaria, em média, seis anos para crescer. “Por sermos uma empresa de diagnósticos com foco em point of care, a pandemia veio como uma oportunidade. Crescemos mais de 50 vezes nos últimos meses, tivemos que readequar produção, comercial e contratar mão de obra. O pico vai passar, mas, ainda assim, vamos encerrar 2020 dez vezes maiores do que éramos”, revelou.

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O resultado tem sido possível também, graças às estratégias adotadas pela empresa em meio ao robusto aumento da demanda, como o Volta Brasil, programa de testagem em massa para pequenas, médias e grandes empresas. O foco é orientar empresários e gestores que precisam voltar a operar, quanto a testagem em colaboradores, em vistas de garantir maior segurança no ambiente de trabalho.

“O Covid-19 é uma doença que veio para ficar. Por enquanto ainda está causando uma grande bagunça, mas daqui uns meses será vista apenas como uma gripe, que precisa de cuidados e acompanhamentos. E o que a Celer faz é justamente oferecer esses procedimentos, por meio de diagnósticos rápidos e de alta qualidade”, disse Rodrigues, que também é engenheiro e pesquisador da área de diagnósticos.

Desde o início da pandemia, a empresa já importou cerca de 12,5 milhões de kits, que foram distribuídos para todo o Brasil. Atualmente, a empresa possui um estoque com 1 milhão de testes a pronta entrega.

A última remessa, cerca de 800 mil kits, foi importada pela empresa de comércio exterior Tek Trade, com sede em Santa Catarina, que possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para trabalhar com kits de saúde e remédios. A projeção da Celer é vender aproximadamente 5 milhões de kits até o final do ano.

No caso dos kits distribuídos pela Celer, que são da fabricante chinesa Wondfo, o teste identifica os anticorpos Anti-RBD e faz leitura dos anticorpos totais IgM e IgG, o que diferencia de outras marcas que costumam identificar os anticorpos separados.

Segundo os especialistas, quando o corpo é contaminado pelo vírus, ainda na fase aguda, é produzido o anticorpo IgM. Já na fase tardia, o sistema imunológico ataca e o corpo produz o IgG, anticorpo de imunidade. “A combinação do IgM e IgG faz com que o teste da Celer tenha especificidade de 99% e sensibilidade de mais de 86%”, explicou.

Testes – O teste da Celer foi um dos primeiros pesquisados pela escola de medicina de Harvard, além de parcerias com o hospital das clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

Para além do coronavírus, a empresa conta hoje com um portfólio com 54 produtos entre equipamentos e testes de diagnóstico e comercializa hoje entre 100 a 150 mil testes diagnósticos por mês, entre importados e de fabricação própria. A unidade fabril da indústria fica no bairro Carlos Prates, região Noroeste de Belo Horizonte. Ao todo, a empresa emprega 40 profissionais.

Paraná fecha acordo por vacina russa

São Paulo – O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) estima iniciar a produção local da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Rússia no segundo semestre de 2021, após assinatura de um memorando de entendimento entre as partes ontem, mas doses da vacina podem ser importadas antes disso caso o imunizante seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), disse o diretor-presidente do instituto, Jorge Callado.

O memorando de entendimento entre o governo paranaense e representantes do governo russo foi assinado ontem, um dia depois de a vacina russa ganhar as manchetes depois de ser aprovada pelas autoridades do país como a primeira do mundo para aplicação contra a Covid-19.

Callado afirmou, em entrevista coletiva virtual, que o Estado agora formará uma força-tarefa para receber os dados dos testes inicias de Fases 1 e 2 da vacina na Rússia, e que aguardará esses dados e informações adicionais sobre a Fase 3, que estaria em andamento atualmente no País, antes de dar os próximos passos.

Ele acrescentou que o Paraná também participará de testes da Fase 3 da vacina russa, desde que sejam aprovados pela Anvisa. Nenhum pedido foi enviado à agência até o momento, acrescentou, uma vez que as tratativas ainda estão na fase inicial. (Reuters)

 

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