Cemig vai testar novo modelo de gestão da geração distribuída no Brasil

Iniciativa envolve cinco distribuidoras com elevada capacidade instalada de geração distribuída em suas áreas de concessão
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Cemig vai testar novo modelo de gestão da geração distribuída no Brasil
Foto: Divulgação Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está entre as cinco distribuidoras selecionadas para testar um novo modelo de gestão de recursos energéticos distribuídos no Brasil, incluindo a geração solar. A iniciativa faz parte de uma proposta de sandbox regulatório enviada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Além da estatal mineira, as demais escolhidas foram a Energisa Mato Grosso (EMT), subsidiária do grupo mineiro Energisa; a Neoenergia Elektro; a CPFL Paulista; e a Companhia Paranaense de Energia (Copel). Elas testarão mecanismos para ampliar o controle sobre os recursos energéticos. De acordo com o ONS, essas distribuidoras possuem elevada capacidade instalada de geração distribuída em suas áreas de concessão, como telhados solares e miniusinas fotovoltaicas.

Outro fator levado em consideração foi o grau de maturidade tecnológica dessas concessionárias, tendo em vista a eventual utilização de sistemas especializados, como o Sistema Avançado de Gestão de Distribuição (ADMS, na sigla em inglês) e o Sistema de Gestão de Recursos Energéticos Distribuídos (DERMS, na sigla em inglês).

Esses sistemas aumentam a capacidade de monitoramento, controle e otimização dos chamados recursos energéticos distribuídos (REDs) na rede elétrica. Além da geração distribuída, outras soluções emergentes no setor elétrico brasileiro também são consideradas REDs, como baterias e veículos elétricos.

O projeto liderado pelo ONS, em conjunto com a Aneel, busca criar mecanismos que ampliem a integração entre as operações do operador nacional, responsável pelo controle da geração e da transmissão de energia no País, e as das distribuidoras, que atendem à ponta final do consumo.

A proposta surgiu em meio às crescentes dificuldades de operação do sistema elétrico brasileiro diante da expansão da geração distribuída, que não é controlada pelo ONS. Esses sistemas agravaram a situação de sobreoferta de energia no Brasil, concentrada durante o dia, e desafiam o equilíbrio entre carga e geração na rede nacional, ampliando os riscos de apagões por excesso de energia.

(Com informações da Reuters)

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas