Daniela Magalhães: aprovação do crédito na CEF será mais rápida | Crédito: Divulgação

O inesperado bom desempenho do mercado imobiliário no período da pandemia de Covid-19 no Brasil fez com que a imobiliária mineira Céu-Lar Netimóveis acelerasse os planos para se tornar um correspondente bancário da Caixa Econômica Federal (CEF).

A partir de agora, a empresa pode oferecer o financiamento imobiliário diretamente aos clientes com todas as facilidades e expertise da CEF.

De acordo com a diretora administrativa e financeira da Céu-Lar Netimóveis, Daniela Souza de Magalhães, dessa forma a aprovação do crédito se torna mais rápida, diminuindo a burocracia.

“Podemos acompanhar todos os trâmites necessários, prestando toda a assessoria na compra e venda da casa própria, da busca até a entrega das chaves. É um projeto pioneiro que reconhece e interpreta as necessidades dos nossos clientes. Fazemos muitas vendas com financiamento e isso deve aumentar. Para tornar isso possível, passamos por uma auditoria da CEF e também do órgão regulador”, explica Daniela Magalhães.

Desburocratizar a vida do cliente é apontado como um grande diferencial pela executiva que ainda não estimou o potencial aumento de vendas advindo da novidade. Segundo ela, os clientes estão mudando o perfil de compra.

A busca agora é por espaços maiores e a popularização do home office fez com que a proximidade do trabalho em áreas centrais da cidade perdesse em importância. Na Céu-Lar o último mês foi o melhor junho dos últimos quatro anos.

“Nessa fase de pandemia, fomos surpreendidos com os negócios imobiliários aumentando, especialmente com o financiamento. Não era o esperado e sentimos isso na prática. Pra gente é um orgulho porque a CEF é sinônimo de financiamento imobiliário e estimula a engrenagem através da construção civil”, pontua.

A taxa de juros é a mais baixa da história – a taxa Selic chegou a 2,5% – e os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 7,13 bilhões, em maio deste ano, com crescimento de 6,5% em relação ao mês anterior e de 8,2% comparativamente ao mesmo mês do ano passado, ajudam a explicar os resultados do setor.

Entre os primeiros cinco meses de 2019 e de 2020, os empréstimos destinados à aquisição e à construção de imóveis avançaram 23,2%, atingindo R$ 34,08 bilhões, registrando-se, também nessa base de comparação, influência pouco expressiva do isolamento social.

No acumulado de 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020), o volume de empréstimos somou R$ 85,13 bilhões, alta de 30,5% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores.

Novas regras – O anúncio feito pela Caixa Econômica, ontem, de que vai passar a incluir o valor do Impostos sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e os custos cartorários em novos contratos de financiamento imobiliário, e de que o registro de imóveis passará a ser eletrônico, o que deve reduzir o tempo de espera de 45 para cinco dias, animou ainda mais a empresária.

“Essas novidades vão trazer mais negócios. A taxa de juros baixa, muito atraente, e o cliente podendo negociar com o vendedor sem precisar ter recursos para essas despesas a vista vão facilitar. Claro que tudo vai depender da aprovação da ficha dele, mas se ele não precisa mais ter esse dinheiro a vista para fechar o negócio é uma grande ajuda”, comemora a diretora administrativa e financeira da Céu-Lar Netimóveis.