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Crédito: Freepik

O isolamento social imposto pela pandemia desde meados de março jogou luz sobre a prática do consumo local. Praticamente impedidas de sair de casa ou percorrer grandes trajetos, as pessoas se voltaram para as compras on-line e também para o comércio próximo.

Comprar de quem está perto pode ser mais prático, barato e ajudar a fortalecer a economia das localidades. Em tempos de desemprego e recessão, ajudar a manter os níveis de renda da população próxima é uma forma, inclusive, de garantir segurança nas cidades.

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A Filial Minas Gerais do Instituto Capitalismo Consciente promoveu o “Talk On-line Conectando Propósitos: Consumo Local”. No encontro foram debatidos temas como a importância do consumo local para a economia, as dificuldades para o fortalecimento dessa proposta, a importância das redes de apoio e outras formas de colaboração com essa prática, entre outros. Casos exitosos de empreendimentos de impacto social em Minas Gerais foram lembrados.

De acordo com a membro atuante da CSA Minas – grupo pioneiro em Belo Horizonte do modelo de comunidades que sustentam a agricultura -, Daniele Firpe Johnson, muita gente se aproxima da comunidade por querer apenas economizar na compra de produtos de sacolão, porém a convivência com os pequenos produtores tem caráter educativo.

“As primeiras CSAs (comunidades que sustentam a agricultura) surgiram no Japão nos anos de 1960 e chegaram ao Brasil em 2011, quase ao mesmo tempo que o Capitalismo Consciente. Em Belo Horizonte, começamos em 2014. Somos um grupo que se dispôs a financiar uma produção agrícola consciente e sustentável. Começamos com 34 famílias de produtores e já são mais de 100. Somos um negócio de impacto social. A família estipula o custo de produção e ele é rateado entre o grupo que paga para receber aqueles produtos. São alimentos que a gente sabe a origem, sabe quem trabalhou. É transformador porque você sai da posição de consumo passivo para um consumo mais ativo. Estamos em contato com o produtor. Ele já planta sabendo o destino do alimento dele. Isso dá sentido para o trabalho do agricultor. Antes eles vendiam para a Ceasa, tinha desperdício, atravessador, ganhavam pouco. Muita gente entra pela lógica do clube de compras e vai se sensibilizando com o tempo”, explicou Daniele Johnson.

As pessoas vão se sensibilizando com o tempo, diz Daniele Johnson | Crédito: Reprodução

Renata Benjamin é a fundadora da Benjamine Casa de Pães, que nesse período de Covid-19 está atendendo apenas remotamente. A história da padaria especializada em pães de fermentação natural começou há quatro anos. A empresária faz questão de atuar com o seu negócio nas duas pontas do consumo consciente: quando compra insumos e quando oferece seus produtos para os consumidores.

“Para produzir um alimento de melhor qualidade para as pessoas, mais nutritivo, precisava mudar o processo convencional de produção e cuidar da qualidade dos insumos. A melhor forma é comprar de quem a gente sabe como produz. Assim atuamos sobre toda a cadeia de um jeito que muita gente nem percebe. Evitamos, por exemplo, transportes por longos trajetos. O açafrão que tem no supermercado vem da Índia. Nós compramos de um produtor local o mesmo produto. Imagina o que a gente evita de poluição fazendo isso. Isso faz parte do critério para a compra de insumos aqui na Benjamine. Nós temos uma carteira de fornecedores bem grande, de laticínios a temperos. Tem dado certo, as pessoas gostam. Somos uma pequena empresa local que as pessoas têm aderido. Dá para entender que as pessoas estão ligadas que é bom comprar do local. Essa relação é como se a gente também estivesse cuidando do negócio do outro, isso é fundamental para fortalecer a ideia de um consumo mais consciente”, avaliou Renata Benjamin.

Ana Charnizon acolhemos mulheres que estão em transição | Crédito: Reprodução

Formação – No lado da formação de empreendedores locais conscientes, Ana Charnizon ajuda profissionais autônomas a tecerem rotas mais rentáveis alinhadas aos seus valores de vida, de forma que elas consigam retorno financeiro, implementar, de forma mais fluida ações de marketing e vendas e construir relações mais equilibradas e assertivas através da Serviços do Bem, núcleo da Educação Harmônica, especializada em desenvolvimento de pessoas.

“Acolhemos mulheres que estão em transição, buscando dar mais visibilidade ao trabalho. Tem quem chegue do zero e nós levamos até as primeiras vendas. E tem quem já tem um negócio há muito tempo e está criando novos produtos e serviços. O nosso principal papel é alinhar esse trabalho aos valores de vida delas e criar rotas mais fluidas. O desenvolvimento consciente é algo que fazemos e vai melhorar a qualidade de vida das pessoas em algum aspecto. Estamos dentro desse campo de negócios sociais, e isso é muito novo no Brasil. Existem muitas dificuldades nesse caminho, como a conexão consigo mesmo e seus valores. Também é difícil saber o que o cliente quer e precisa, entender quem é a audiência, ganhando clareza no que serve para ela. Todo negócio é social, ele precisa servir, se não, não serve. Fortalecer o consumo consciente não é só comprando. Esses negócios precisam de visibilidade, de apoio. Falar deles, indicar, seguir nas redes sociais, compartilhar conhecimento com esses empresários também são formas de participar e ajudar”, completou Ana Charnizon.

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