Cooperativismo ganha força na economia e na percepção dos mineiros

Cooperativismo movimentou R$ 184 bilhões em 2025 e é associado ao desenvolvimento regional por 80,5% dos mineiros
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Cooperativismo ganha força na economia e na percepção dos mineiros
Crédito: Reprodução Adobe Stock

O cooperativismo de Minas Gerais, que movimentou R$ 184 bilhões em 2025, tem presença relevante na percepção dos mineiros, sendo associado à geração de impactos positivos nos âmbitos econômico, social e ambiental. Em um momento de consolidação e expansão, o Sistema Ocemg quer ampliar ainda mais o conhecimento da sociedade sobre a força do modelo de negócio. Assim, a entidade realizou a Pesquisa de Imagem e Percepção do Cooperativismo em Minas Gerais, que mostrou que 80,5% dos entrevistados consideram que as cooperativas contribuem ou contribuem muito para o desenvolvimento das regiões onde atuam.

Realizado pela GMR Inteligência de Mercado, o levantamento ouviu 1,5 mil pessoas em 312 municípios das 12 mesorregiões de Minas Gerais. A pesquisa, realizada em maio, avaliou a experiência da população com o setor, os atributos associados ao modelo e os impactos percebidos. Conforme o superintendente do Sistema Ocemg, Alexandre Gatti, a pesquisa teve o objetivo de entender como a população de Minas Gerais vê o cooperativismo e servirá de base para ações que venham fortalecer ainda mais o modelo de negócio.

“A gente quer saber como o mineiro conhece o cooperativismo, sair do achismo. É uma pesquisa quantitativa e qualitativa feita em todas as regiões do Estado. A partir desses dados levantados, nós vamos trabalhar para fortalecer o cooperativismo cada vez mais em Minas Gerais”, diz.

Dentre as iniciativas, a principal ferramenta para esse posicionamento será o selo nacional SomosCoop, lançado há dois anos, sendo Minas Gerais o estado com o maior número de cooperativas que já utilizam a marca em seus produtos e serviços. Segundo Gatti, o selo é utilizado nos produtos e serviços das cooperativas para reforçar a presença de itens de qualidade nas gôndolas dos supermercados.

Alexandre Gatti
Alexandre Gatti conta que uma das iniciativas do Sistema Ocemg é fortalecer o selo SomosCoop | Foto: Divulgação Sistema Ocemg

“O selo serve como uma garantia para o consumidor de que ele está adquirindo um produto diferenciado e de alta qualidade. Além disso, o selo assegura que o recurso financeiro aplicado na compra será destinado e distribuído na própria comunidade onde a cooperativa está inserida, promovendo o desenvolvimento local e a distribuição de renda”, explica.

A estratégia de intensificar a divulgação do carimbo SomosCoop está baseada no comportamento do consumidor mapeado pela pesquisa. O levantamento apontou que 85,6% dos participantes consideram os produtos e serviços das cooperativas de qualidade boa ou muito boa. Além disso, 24,2% apontam a qualidade como o principal motivo para escolher produtos ou serviços de cooperativas, índice que ficou acima dos 23,3% que indicam o preço como principal fator de escolha.

Com a intensificação da campanha, o Sistema Ocemg quer que o consumidor identifique o selo de forma imediata no supermercado. “Quando o consumidor for adquirir um café, um suco, uma manteiga, um queijo ou um leite e identificar ali na embalagem o carimbo SomosCoop, ele terá a certeza de que é um produto de qualidade e desenvolvido pensando no produtor”, observa Alexandre Gatti.

A pesquisa mostrou também que, para 18,8% dos ouvidos, a geração de empregos está entre os benefícios proporcionados pelo cooperativismo à sociedade. Outros 17,1% relacionam a atuação das cooperativas ao desenvolvimento local. Já 16,7% destacam o apoio aos pequenos produtores entre as contribuições do cooperativismo agropecuário e 16% associam as cooperativas à oferta de preços mais acessíveis.

Um setor que representa 15,9% do PIB mineiro

Os dados de percepção pública alinham-se à grandiosidade econômica do setor no Estado. Atualmente, o cooperativismo representa 15,9% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais e emprega diretamente quase 64 mil trabalhadores. A pesquisa também mostrou que 75,2% dos participantes já consumiram algum produto ou serviço de cooperativa e 74,3% associam o setor a práticas sustentáveis. Outros 76,5% enxergam as cooperativas como inovadoras e tecnológicas.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.


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