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Copasa aprova pagamento de R$ 142,5 milhões em JCP para acionistas

Companhia mineira pagará R$ 0,37 por ação referente ao 2º trimestre deste ano; projeções indicam que Copasa pode ser atrativa geradora de dividendos
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Copasa aprova pagamento de R$ 142,5 milhões em JCP para acionistas
Foto: Divulgação Copasa

O Conselho de Administração da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aprovou, nessa quinta-feira (18), a distribuição de R$ 142,5 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP). Esse valor bruto equivale a R$ 0,37 por ação e é referente ao exercício do segundo trimestre deste ano.

Em comunicado ao mercado, a empresa esclarece que a aprovação dessa remuneração está de acordo com a política de dividendos vigente e a decisão do conselho de distribuir 50% do lucro líquido ajustado para este exercício.

O pagamento desse provento será efetuado no dia 17 de agosto para os acionistas que possuírem os papéis de emissão da companhia em suas respectivas carteiras até o fechamento do mercado na próxima terça-feira (23).

A Copasa ainda esclarece que pagará os valores líquidos, considerando a dedução do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), exceto para os acionistas comprovadamente imunes, isentos ou dispensados de retenção.

Projeções do mercado quanto à política de dividendos da Copasa

Um relatório divulgado pelo BTG Pactual projeta que a companhia mineira de saneamento pode se tornar uma atraente geradora de dividendos em breve. Quanto à alavancagem estimada, os analistas do banco de investimentos destacaram que o índice de dívida líquida por lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) é de aproximadamente 2,2 vezes em 2026.

“Acreditamos que a empresa pode distribuir todos os seus lucros. Isso se traduziria em um rendimento médio de 7,6% no período de 2026 a 2028 e em dois dígitos posteriormente”, avaliam.

Já as projeções específicas de dividend yield, ou a porcentagem de retorno pago em proventos em relação ao preço das ações, é de 7,3% neste exercício, podendo atingir 13,3% em 2030.

O BTG também prevê o encerramento do acordo de acionistas firmado entre o governo de Minas Gerais e o grupo Equatorial, no âmbito do processo de privatização da empresa, que define a política de dividendos como um tema reservado que exige a aprovação prévia do Poder Executivo para ser implementado.

O banco ressalta que a Equatorial pode se retirar dele após 90 dias mediante o pagamento de uma multa de R$ 50 milhões. “Como resultado, acreditamos que a Copasa não enfrentará restrições de dividendos no futuro, o que lhe permitirá pagar dividendos substanciais nos próximos anos”, acrescenta.

As estimativas de dividendos líquidos por ação apresentam um salto de uma projeção de R$ 4,09 no final de 2026 para R$ 4,99 em 2028.

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