Com sede em BH, Brasland prevê faturar R$ 600 milhões com máquinas Hitachi até 2030

Já no primeiro ano de operação, a expectativa é alcançar um faturamento bruto de R$ 84 milhões
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Com sede em BH, Brasland prevê faturar R$ 600 milhões com máquinas Hitachi até 2030
As escavadeiras Hitachi de 13 a 20 toneladas formam o portfólio inicial da Brasland, que pretende ampliar a oferta para modelos de até 90 toneladas e incluir carregadeiras a partir de 2027 | Foto: Diário do Comércio / Thyago Henrique

Entrou em operação em março de 2026 uma nova empresa da holding mineira Brasif Leblon Fundo de Investimentos, a Brasland, que será responsável por distribuir no Brasil, de forma exclusiva, produtos da japonesa Hitachi Construction Machinery, uma das principais fabricantes globais de equipamentos para construção pesada e mineração.

Nos planos estão o alcance de resultados contundentes e crescimento consistente no médio e longo prazo. A expectativa é registrar faturamento bruto de R$ 84 milhões já no primeiro ano de atuação e superar os R$ 600 milhões até 2030.

Ao Diário do Comércio, o diretor-executivo da Brasland, Gustavo Fonseca, realça que a combinação entre a reputação dos produtos Hitachi e o know-how da Brasif tem acelerado a entrada da empresa no mercado. Segundo ele, antes mesmo de o primeiro lote de máquinas chegar ao estoque no Brasil, cinco vendas já haviam sido fechadas.

A Brasland atuará em todas as regiões do País, marcando presença em 11 unidades federativas: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará e Bahia. Para isso, terá hubs logísticos em Belo Horizonte, Jundiaí (SP), Serra (ES) e Cuiabá (MT).

A matriz ficará na capital mineira, está em construção no bairro Califórnia e tem previsão de ser inaugurada no próximo mês de dezembro. A partir da unidade, os equipamentos (importados do Japão e da China) e as peças de reposição (importadas dos Estados Unidos) poderão ser direcionados a clientes do próprio Estado e de outros.

“Minas Gerais é o maior mercado de linha amarela há mais de 20 anos. Teremos aqui pelo tamanho do mercado e importância do Estado, um grande hub, escolhido para ser nossa sede”, afirma Fonseca ao explicar a definição das praças onde a empresa terá instalações.

Portfólio começa com escavadeiras menores e será expandido

O portfólio inicial da Brasland abrange escavadeiras (considerada o carro-chefe da Hitachi) nas categorias de 13 a 20 toneladas. Para 2027, a intenção da empresa é completar o mix de escavadeiras de até 90 toneladas e começar a incluir outras linhas de equipamentos, como carregadeiras, segundo o diretor-executivo.

Fonseca aponta que o acordo da Brasif com a Hitachi foi estruturado como um projeto de médio e longo prazo. O plano para o horizonte de cinco anos é audacioso e as possibilidades para a parceria estão aumentando em razão da necessidade de o Brasil ampliar a produção de commodities e destravar investimentos em infraestrutura.

Ele ressalta que o País já tem grandes obras contratadas de rodovias, ferrovias e saneamento básico para os próximos anos, o que exigirá não apenas uma quantidade significativa de máquinas da linha amarela, além de mão de obra.

“Fora isso, o agro continua relevante para o Brasil, está crescendo e vai ter que expandir mais, tanto em eficiência quanto em área plantada, para suportar a nossa vanguarda e a nossa posição estratégica global. O agro também consome muitos equipamentos da linha amarela”, pontua, citando ainda o avanço do setor mineral, com projetos de terras-raras, por exemplo, e construções relacionadas ao setor elétrico.

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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