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Dalila e Cataguases firmam parceria inédita para combate ao coronavírus

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As empresas têm grande representatividade no setor e na economia. Juntas, ao longo de 2019, geraram mais de 1.480 empregos diretos e 3.400 indiretos, faturando em torno de R$ 434 milhões | Crédito: Divulgação/Companhia Industrial Cataguases

Diante do atual cenário de pandemia e enfrentamento da Covid-19, a Dalila Têxtil, empresa catarinense, com matriz na cidade de Jaraguá do Sul e filial em Presidente Getúlio, referência nacional e Américas no desenvolvimento de soluções têxteis em malharia circular, e a Companhia Industrial Cataguases, com matriz na cidade de Cataguases, na Zona da Mata mineira, e filial em São Paulo, referência nacional e Américas no fornecimento de tecidos planos leves de algodão, unem suas expertises em uma parceria para ampliar a distribuição de tecidos com acabamento antiviral – que atua na inibição da propagação do novo coronavírus, sem perder características essenciais como conforto e durabilidade.

A colaboração entre duas das maiores indústrias têxteis do País é fato inédito no mercado e representada pela complementaridade e sinergia das empresas que, enquanto atuam na valorização da indústria nacional e na manutenção de empregos, ampliam, de forma exponencial, o fornecimento e a oferta do produto antiviral ao mercado. Com isso, garantem a chegada desse acabamento o mais rápido possível aos consumidores.

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As empresas têm grande representatividade no setor e na economia. Juntas, ao longo de 2019, geraram mais de 1.480 empregos diretos e 3.400 indiretos, faturando em torno de R$ 434 milhões. Ainda em 2019, Dalila Têxtil produziu 5,100 milhões de toneladas de tecidos, enquanto a Companhia Industrial Cataguases produziu 20 milhões de metros lineares de tecidos. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a cadeia têxtil e de confecção foi responsável por movimentar US$ 48,3 bilhões em 2018, e pela produção média de têxtil de 1,2 milhão de toneladas.

O market share da Dalila Têxtil é representado por pelo menos 50% das marcas de moda masculina do Brasil, como Ogochi, Reserva, Osklen, Richards, Calvin Klein entre outros grandes nomes da moda masculina. A capacidade produtiva da indústria é de 500 toneladas/mês, sendo que 20% do faturamento corresponde à exportação para nove países da América Latina. Com diferencial inovador em seu DNA, por meio de acabamentos funcionais em suas malhas, como proteção UV, resistência à água, repelência a insetos e antimicrobiano antiodor, foi pioneira ao buscar uma nova solução com a chegada da pandemia, iniciando a produção do acabamento antiviral em abril.

“O setor têxtil tem partido para caminhos cada vez mais tecnológicos, por isso buscamos fornecedores e parceiros químicos que nos ajudassem a aplicar a tecnologia em qualquer das nossas bases de tecido. Tivemos um grande cuidado em todo o processo até o produto final, alinhado aos nossos pilares de sustentabilidade, disponibilizando ao mercado malhas com muitos benefícios para o meio ambiente e de componentes genuinamente nacionais”, comenta o CEO da Dalila Têxtil, André Klein.

Sinergia – Dada a necessidade de expandir a tecnologia, a parceria com a Cataguases foi essencial para multiplicar essa produção, que iniciou a distribuição do acabamento antiviral para o mercado em agosto. A companhia, com capacidade de produção de 2 milhões/metros por mês, representa 20% do market share nacional de tecido planos leves de algodão do mercado de vestuário, artesanato e decoração. Além disso, possui presença relevante na exportação, cerca de 25% do faturamento, para países da América Latina, Estados Unidos e Europa. Entre seus principais clientes estão marcas como Renner, Riachuelo, C&A, Aramis, Ogochi, entre outros grandes nomes da moda masculina.

“O momento delicado pelo qual estamos passando exige sensibilidade e empatia. Por isso, unimos forças com a Dalila Têxtil para acelerar a oferta de acabamentos antivirais que serão usados por nossos clientes na confecção de roupas, máscaras, acessórios e uniformes. Nosso propósito é reduzir ao máximo a contaminação e propagação do novo coronavírus; acreditamos em um futuro colaborativo e compartilhado em prol do bem maior”, completa o Diretor Comercial da Companhia Industrial Cataguases, Tiago Inácio Peixoto.

Com perfis muito parecidos em aspectos como know how, tradição e valores, além de atentas aos temas de sustentabilidade e valorização de pessoas, as indústrias esperam que essa aliança seja a primeira de muitas e possa servir de inspiração para outros segmentos. Quanto à rentabilidade, a Dalila Têxtil registra um volume de vendas de 20% no faturamento a partir do acabamento antiviral, e para a Cataguases, a expectativa é de que o acabamento seja responsável por 10% a 15% do faturamento no segundo semestre de 2020.

Tecnologias protetivas serão um upgrade para o segmento

Produção do acabamento antiviral teve início em abril | Crédito: Divulgação/Companhia Industrial Cataguases

Após a realização de muitos testes e estudos, a Dalila Têxtil chegou a uma fórmula líquida de produto, a partir da mistura de um composto de íons de prata com estabilizante natural, que tem ação física e química, ou seja, quebrando a camada de gordura que envolve o vírus, inativando-o e impedindo a sua proliferação. Os resultados apresentaram alta eficiência contra o novo coronavírus de 99,9% de inatividade em um minuto de contato, e a proteção se estende por, no mínimo, 50 lavações.

Segundo Alexsandra Valério, Doutora em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o mecanismo responsável pela ação dos compostos químicos atua no rompimento da camada bilipídica do vírus. “Observamos que, em contato com os ativos, acontece o bloqueio da ligação do vírus nas células hospedeiras, inibindo a ligação dos receptores próprios entre o hospedeiro. Essa ação química impede que o vírus libere seu material genético (DNA/RNA) nas células, reduzindo sua capacidade infecciosa”, explica a especialista.

Vale destacar que o aspecto visual, assim como o toque macio do algodão, não sofre nenhum tipo de alteração ao receber o acabamento antiviral. Para garantir a aplicação da tecnologia em qualquer base de tecido, as empresas optaram pelo acabamento ao invés da aplicação permanente da tecnologia diretamente no fio, explorando a versatilidade do produto para entregas 100% sustentáveis.

Reflexo da parceria para o setor e tendências de consumo – Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, essa parceria é um exemplo do que pode ser feito para maximizar o capital investido pelas empresas, já que passam a atuar no esquema de cooperação. “Essa crise, muito dolorosa para todos, está nos ensinando uma série de lições. A principal é que só sairemos dela de forma conjunta, como mostra a iniciativa de Cataguases e Dalila Têxtil, que unem suas forças e competências para gerar um valor muito maior do que seria gerado individualmente”, avalia.

De acordo com Pimentel, a tecnologia antiviral já era um movimento previsto para o setor, mas que foi acelerado pela pandemia. Além disso, as tecnologias protetivas serão um upgrade para o segmento, responsável por alavancar os negócios nesse segundo semestre, que já demonstra recuperação nas operações, em torno de 40% a 50%, podendo chegar a 70% até o final do ano. “Mesmo encontrando uma solução para a Covid-19, que é o nosso maior desejo, seja com vacina ou tratamento, a tendência é que essa inovação seja propulsora de um novo consumo, que irá além do uso médico hospitalar, atingindo o consumidor casual, que adotará essa proteção para o dia a dia”.

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