Brasil Imperial

Sinhazinha, dama de companhia, baronesa… essas e outras denominações tradicionais do Brasil Imperial situam a narrativa de Contumélia, produção de Lilian Peixe. Além da independência do seu país, Inês luta pela liberdade do seu futuro. Em meio a situações difíceis que decidirão o rumo de sua vida, a protagonista se vê obrigada a casar com um homem pelo qual não está apaixonada.

Indecisa sobre como escapar dessa união imposta por sua madrinha, Dona Constância, a jovem é surpreendida por uma viagem repleta de aventuras enigmáticas que prometem mudar para sempre o seu destino e o de sua melhor amiga, Teresa. Nessa jornada, as jovens vão cruzar com o homem mais procurado de Paraibuna – acusado de assassinar o Barão Araribá! Tão charmoso quanto perigoso, esse misterioso homem vai transformar totalmente o mundo de Inês.

Contumélia é narrada em primeira pessoa a partir da perspectiva de três personagens centrais: Inês; Teresa, sua melhor amiga; e André, o misterioso rapaz. É com esse diferencial que Lilian Peixe apresenta uma escrita jovial, divertida e apaixonante, misturando suspense e romance na medida certa. (Contumélia, Lilian Cristina Peixe, 248 páginas, R$ 3,65 – e-book)

Insegurança e autoconhecimento

Era apenas um pequeno trajeto, de sua casa até a livraria do outro quarteirão. O que tinha de arriscado, de desafiador? Na verdade, revelou-se uma viagem de descoberta e de autoconhecimento. O novo livro de Adriana Falcão, Lá dentro tem coisa, ilustrado por Lole e publicado pela Salamandra, acompanha uma menina insegura, que se considera diferente, e acha que está sempre errada no maior desafio de sua vida: sair pela primeira vez de casa sozinha.

Sem nome, a menina é uma figura arquetípica, mais uma pensando que não se encaixa neste mundo e com muito medo. Preocupados, os pais dela então resolvem dar um presente de aniversário no mínimo inusitado. A garota, para comemorar seus 11 anos de idade, poderia ir a qualquer lugar sem a companhia deles, algo que nunca ocorreu antes.

O destino escolhido foi a livraria. Afinal, ela já conhecia o caminho e era ali pertinho. Não tinha segredo. Ou, pelo menos, não deveria ter. Desde o momento em que ela sai de casa, o cenário muda completamente. O mundo concreto e racional dá lugar a um universo onde a realidade flerta com a fantasia, onde a garota tem contato com coisas que nunca tinha visto, ou percebido, como borboletas falantes, um menino gêmeo sem o outro gêmeo, uma rosa pedindo para ser colhida, portas para labirintos, buracos cheios de sentimentos e vários outros simbolismos.

Abordando a questão da insegurança, diferenças, ansiedades e expectativas, a autora mostra que as coisas mais corriqueiras escondem grandes descobertas quando encaradas de frente pela primeira vez. (Lá dentro tem coisa, Adriana Falcão, Editora Salamandra, 56 páginas, R$ 50)

Como ser um ímã para o dinheiro

Em qual lado do mundo você está? Dos positivos e otimistas ou dos pessimistas e amedrontados? A resposta a essa pergunta, ou melhor, o posicionamento que essa questão traz fará toda a diferença para seu sucesso ou fracasso no atual momento da economia mundial. Quem traz esses questionamentos é o escritor best-seller e estudioso do comportamento humano ligado à prosperidade, Bruno Gimenes.

“Os grandes casos de sucesso no mundo são das pessoas que cresceram nas situações adversas e no enfrentamento de crises”, enfatiza. Para o especialista, a crise veio para quebrar paradigmas e mostrar um novo mundo que precisa surgir. Mas, atenção, não é para ficar alheio a tudo.

“É preciso prestar atenção ao sofrimento do outro sem dramas, mas com lucidez para entender e colaborar com soluções reais”, endossa o autor da obra Como ser um ímã para o dinheiro, da Luz da Serra Editora. (Como ser um ímã para o dinheiro, Bruno Gimenes, Luz da Serra Editora, 200 páginas, R$ 42)