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Aulas presenciais nas escolas de educação infantil são retomadas

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No Colégio Batista Mineiro, além de todos os cuidados físicos e sanitários orientados pelas autoridades de saúde e pela prefeitura, há ainda uma preocupação com o aspecto psicológico | Crédito: Gilson de Souza

No início todo mundo achava que seriam apenas alguns dias, depois meses, mas chegou há um ano. Aliás, ultrapassou. Suspensas desde meados de março do ano passado, as aulas presenciais voltaram a ser realidade em Belo Horizonte.

Pelo menos para as escolas de educação infantil, que puderam reabrir suas portas nesta segunda-feira (26), após 403 dias sem a presença dos alunos por causa da pandemia.

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A medida vale para crianças matriculadas em unidades das redes municipal, inclusive creches conveniadas, e redes particulares. O decreto com as regras para o retorno foi publicado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no último sábado (24).

Professores e servidores de escolas da rede municipal já foram convocados para retomar o trabalho presencial a partir de ontem (26), em vistas de preparar para a volta das crianças, prevista para ocorrer a partir do dia 3 de maio. Nas escolas particulares, os alunos já começaram a retornar.

Basicamente, o protocolo estabelecido pela PBH prevê, entre outras coisas, que o tempo máximo de permanência do aluno na escola deverá ser de quatro horas, que todos devem usar máscaras o tempo todo, dentro e fora das salas de aula, e que alunos e funcionários deverão levar seus próprios copos ou garrafas de água de uso individual. Parquinhos são permitidos para crianças de 3 a 8 anos.

Preparativos para o retorno

Crédito: Gilson de Souza

O DIÁRIO DO COMÉRCIO procurou algumas escolas particulares que atuam com educação infantil para saber quais os preparativos e expectativas quanto ao retorno das atividades. Todas vêm investindo há meses em protocolos sanitários, tomadas pela esperança e expectativa quanto ao dia em que poderiam retomar os trabalhos presenciais e deram a opção aos pais de enviarem, ou não, os pequenos ao colégio neste primeiro momento.

No Colégio Dona Clara, totens e dispensers com álcool em gel foram instalados nas unidades e as carteiras contam com distanciamento de 2 metros orientado pela prefeitura. O uso de máscara de proteção é obrigatório para alunos e professores. Além disso, segundo a responsável pela comunicação da rede, Jeniffer Noronha, os professores receberam treinamento de todos os protocolos e um kit individual com álcool em gel, avental, máscara de tecido e face shield.

“Também redobramos os cuidados com a limpeza, aumentamos o número de funcionários para que possamos fazer a higienização das salas e dos espaços coletivos em tempo hábil”, completa.

O retorno das crianças está ocorrendo de maneira facultativa e em dias alternados. Um questionário foi enviado aos pais para que a escola pudesse se organizar. “Percebemos que alguns pais ainda estão inseguros e outros querem ou precisam enviar os filhos para a escola. Para esses, há um um termo de responsabilidade sobre todos os cuidados que devem ser tomados diante da exposição da criança no cenário pandêmico”, ressalta.

No caso do colégio Logosófico, unidade BH-Funcionários, os preparativos tiveram início logo que as aulas foram suspensas no ano passado, pois havia a expectativa de que as mesmas fossem retomadas em poucos meses. É o que conta a diretora da unidade, Liara Moreira Salles.

No Dona Clara, professores receberam um kit de proteção | Crédito: Divulgação

Conforme ela, há kits para os professores com máscaras e demais EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), as salas também estão equipadas com álcool gel e líquido, pano multiúso e outros materiais extras como aventais, máscaras extras, toucas e luvas. Além disso, as turmas foram divididas em bolhas e espaços da escola foram adaptados como salas de aula para que as crianças pudessem retornar sem revezamento.

“Consultamos os pais e constatamos o interesse pela volta de mais de 80%. Na última semana já realizamos algumas orientações e adaptações durante as aulas virtuais como forma de preparar os pequenos para a volta. Professores deram aula de máscara, eles também utilizaram pelo menos durante um tempo, e treinaram formas de cumprimento entre eles”, explicou.

A rede conta com uma assessoria de saúde com duas infectologistas e uma enfermeira que auxiliaram na definição de todos os protocolos e seguem à disposição para suportes. Além disso, a experiência das outras unidades do Sistema Logosófico de Educação também tem auxiliado no processo, já que em cidades como Brasília, Chapecó, Rio de Janeiro e Florianópolis as aulas já foram retomadas. “A gente espera que o retorno ocorra de maneira gradual, segura e consistente”, reafirma.

No caso da Maple Bear, escola canadense de ensino bilíngue, o protocolo é o mesmo para todas as unidades de todo o País. Para isso, foi criado um plano de retomada baseado na experiência de unidades e países que já retomaram às aulas presenciais, incluindo investimentos em equipamentos e adaptações, um rígido protocolo sanitário e um planejamento acadêmico de curto e médio prazo. A rede contou com a assessoria da Sociedade Brasileira de Infectologia para a supervisão das medidas.

“A garantia de que a aprendizagem continue, seja qual for o contexto, é prioridade da Maple Bear. Vivemos em um ambiente adverso e em constante alteração. Para atingir esse objetivo essencial, trabalhamos com os diferentes cenários de retorno presencial e híbrido. Está sendo um período de muito aprendizado e acreditamos que a partir de agora as escolas não serão mais as mesmas”, comenta a diretora acadêmica da rede, Cintia Sant’Anna, que completa que foram criados novos caminhos e formas para minimizar o impacto pedagógico na vida dos alunos, como uma plataforma de estudos on-line, webinars com atividades lúdicas, orientações para pais, cartilha de procedimentos por público e um website com orientações para a comunidade escolar.

Assim, o plano de retorno tem cinco eixos principais: reconstrução do relacionamento com os alunos, estabelecer novos procedimentos de comportamento e rotinas, focar a programação das aulas e atividades nos conhecimentos essenciais, analisar o desempenho dos alunos no período de isolamento social e compartilhar com toda a comunidade o plano de retorno às atividades na escola.

Nas salas, há uma distância de dois metros entre os alunos e os espaços são mantidos arejados e com ventilação natural. Na área sanitária, um dos principais pontos de atenção é o momento de chegada, em que é realizada a checagem de temperatura dos alunos, professores e colaboradores em sala reservada ou enfermaria, além do uso de tapete capacho sanitizante para higienização dos calçados. A rede estipulou também que professores e funcionários tenham uma roupa para uso na escola. Já as crianças têm um kit individual de brinquedos, materiais de estudo, de higiene e alimentação a fim de evitar trocas.

Crédito: Gilson de Souza

Cuidado mental no retorno da educação infantil

No Colégio Batista Mineiro, além de todos os cuidados físicos e sanitários orientados pelas autoridades de saúde e pela prefeitura, há ainda uma preocupação com o aspecto psicológico e comportamental das crianças no retorno da educação infantil, uma vez que a alteração da rotina, depois de um longo período de isolamento social, pode trazer impactos na vida de todos.

Educadora do colégio, Niliane Maciel explica que, assim como o tempo em casa, o isolamento social foi novidade e houve adaptação, o retorno também deverá ser assim. “Precisamos ir aos poucos, vendo as demandas individuais e coletivas. Pensando nos pequenos, temos crianças com mais tempo dentro de casa do que de convivência com outras pessoas. Na escola, já temos um tempo para adaptação, que será feito no retorno presencial ou híbrido, para que as crianças e famílias possam se acostumar com a nova rotina”, ressalta. 

A educadora destaca que é muito importante observar que cada pessoa teve um tipo de experiência relacionada ao coronavírus e, por isso, é preciso respeitar as influências que elas trazem para a prática social, até que se possam readquirir o hábito do convívio social.

“As crianças podem estar muito mais resistentes para sair de casa. Muitas delas poderão ter o comportamento mais sensível, com choro e até vômito ou outras questões físicas no momento de se separar dos pais. É muito importante que os pais mantenham um diálogo aberto e sincero com todas as faixas etárias. Além disso, eles devem ter uma postura firme para que o estudante se sinta seguro na escola”, sugere.

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