Já patenteada, a máquina desenvolvida em MG está sendo comercializada a R$ 12 mil - Crédito: Divulgação

Casas, cafeterias, pequenos produtores e laboratórios já podem ter o próprio torrador de café com o padrão de qualidade das máquinas industriais, de fácil manuseio, com baixo custo energético e financeiro. A Polo Agroindústria do Café, do Instituto Federal Sul de Minas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em Pouso Alegre, desenvolveu o equipamento, que já está disponível no mercado.

De acordo com o diretor da Unidade Embrapii – Polo de Inovação IFSul de Minas, Leandro Paiva, o projeto é fruto da parceria com a empresa Carmomaq e foi desenvolvido mediante aportes de R$ 50 mil. Já patenteada, a máquina está sendo comercializada a R$12 mil.

“A ideia era desenvolver um equipamento econômico sob o ponto de vista enérgico e eficiente para ser utilizado em pequenas instalações. Criamos então uma tecnologia inovadora, de baixo custo, fácil manuseio e facilmente equiparado a máquinas industriais”, afirmou.

Ainda segundo o diretor, atualmente, muitos dos torradores que existem no mercado são grandes máquinas a gás que operam em alta potência gerando gasto elevado, além da necessidade de profissionais capacitados para fazer as torras. Com o desenvolvido pela Embrapii é possível atingir os níveis de exatidão de temperatura e fluxo de ar, essenciais para torra de cafés especiais, mas com baixo consumo elétrico e de fácil utilização.

Ele destacou que o torrador pode ser usado para diferentes tipos de grãos, que não apenas o café, como amendoim e castanha. Além disso, o equipamento pode ser conectado a dispositivos como computadores, tablets e celulares para troca de perfis do grão. “E são operações simples que qualquer pessoa pode fazer”, completou.

Paiva lembrou que a Polo Agroindústria do Café, junto com a Embrapii, tem viabilizado, não somente o atendimento às necessidades internas das indústrias, mas criando novos equipamentos para o setor cafeicultor, que conta com máquinas e equipamentos antigos e obsoletos.

“Queremos mudar essa situação. Para isso, já estamos trabalhando em outros projetos do tipo. Há tecnologias sendo desenvolvidas para colheita, para levantamento da qualidade da água e outros para torrefação”, adiantou. Segundo ele, a expectativa é que outros equipamentos sejam lançados ainda neste ano e outros no ano que vem.

Investimento – As empresas que possuem projetos avaliados como inovadores podem se associar a uma das 42 Unidades Embrapii existentes no País. Caso aprovados, após avaliação técnica, os gastos para o desenvolvimento são divididos em três partes e a Embrapii custeia até um terço do investimento. O restante é dividido entre a unidade, que disponibiliza mão de obra e equipamentos, e a empresa demandante.

“Estamos sempre em busca de novos parceiros para aprimorar o processo de plantio, colheita ou torrefação do café. Desenvolvemos tecnologias para aprimorar a bebida do grão à xícara”, resumiu.