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Empresa mineira está perto de lançar medicamentos à base de cannabis

Empresa tem duas linhas de produção e capacidade para processar 5 mi de unidades/ano

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Receita da Ease Labs está estimada em R$ 247 mi até 2024 | Crédito: Ease Labs - Victor Schwaner
Receita da Ease Labs está estimada em R$ 247 mi até 2024 | Crédito: Ease Labs - Victor Schwaner

A mineira Ease Labs espera lançar seus primeiros medicamentos à base de cannabis no mercado ainda neste semestre. A empresa já está produzindo parte do seu portfólio no laboratório localizado na região da Pampulha, em Belo Horizonte, e espera, nos próximos dias, ter a primeira aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização junto a farmácias e distribuidoras de todo o País.

Como forma de estruturar essa rede de entrega em um modelo que permitirá a venda de produtos a preços mais acessíveis e o desenvolvimento de portfólios mais diversificados, incluindo a possibilidade de exportação para outros mercados, a empresa prevê investimentos de R$ 80 milhões nos próximos dois anos. Outros três produtos já estão em produção e terão suas análises submetidas à agência a partir do próximo mês. Diante de um cenário promissor, a empresa espera obter receita estimada em R$ 247 milhões até 2024.

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“A fábrica está pronta, certificada e operando. Estamos aguardando apenas a liberação dos produtos para a comercialização. A primeira delas deve sair nos próximos dias e as seguintes no decorrer dos próximos meses. A partir daí entraremos em um fluxo de produção em vistas de atender todo o mercado nacional, em uma distribuição que ocorrerá gradativamente, se iniciando pelas capitais e depois adentrando nos estados”, explica o CEO da Ease Labs, Gustavo de Lima Palhares.

Já faz quase dois anos da regulamentação dos registros de medicamento à base de cannabis no Brasil (RDC 327 – aprovada em 2019, com entrada em vigor em 2020). Mas Palhares ressalta que uma das operações do grupo diz respeito à importação desses medicamentos direto para o paciente.

“Foi essa empresa que nos permitiu entrar no mercado e iniciarmos os procedimentos para termos nossa própria indústria. Sempre apostamos na produção direta nacional. O cultivo ainda não é permitido, é algo em discussão no Congresso Nacional e possivelmente teremos algum avanço neste sentido dentro de dois ou três anos. Para nós, uma gestão mais próxima e controle de toda a cadeia é mais interessante. Por isso, no futuro, realizaremos esse movimento de verticalização, por meio do plantio, dentro ou fora do País”, revela.

Assim, neste primeiro momento, o modelo de negócio que a empresa, que é a primeira indústria farmacêutica especializada em produtos à base de cannabis no Brasil, adotou é o de produção em solo nacional a partir de insumos importados. Para isso, conta com duas linhas de produção com capacidade instalada para produzir 5 milhões de unidades por ano para fabricar soluções orais e mais 2,5 milhões para produtos sólidos, suficientes para suprir toda a demanda atual do Brasil.




Segundo o executivo, a expectativa é de que cerca de 40% desta capacidade seja usada até 2027. Mas ressalta que a fábrica já está pronta para operar em caso de demanda superior. Em 2021, a Ease Labs recebeu a certificação completa da Anvisa, que inclui GMP (good manufacture practices), Autorização Especial (para substâncias controladas) e Autorização de Funcionamento (AFE) para a produção, armazenagem, dispensação, importação e exportação de medicamentos e suplementos.

“Além de trazer mais eficiência operacional e maior potencial de escala, esse modelo permitiu à Ease Labs a internalização de todo o know-how técnico-científico de desenvolvimento e produção dos canabinoides. Nosso foco agora está na preparação para as vendas, que devem ser expressivas nos próximos três anos, com o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos disruptivos no médio prazo, além da globalização do nosso negócio”, conclui.

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