Empresa mineira SporTI firma parceria com eNotas

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Empresa mineira SporTI firma parceria com eNotas
Otimismo entre os fundadores da SporTI Diogo Leite, CTO; Cristian Gomes, CEO e Sandrelise Chaves, COO | Crédito: Divulgação

A SporTI, empresa mineira que desenvolve soluções tecnológicas para gestão esportiva, firmou parceria com a eNotas para automatizar a emissão das notas fiscais e expandir os negócios para mais de 200 cidades brasileiras. O objetivo é atender aproximadamente 5 mil organizações esportivas de diversas modalidades, com 80 mil atletas e alcançar mais de mil eventos esportivos presenciais e virtuais nos próximos meses.

De acordo com o CEO da empresa, Cristian Gomes, embora a emissão de notas fiscais não seja uma rotina entre os clientes, há demandas pontuais e em crescimento para o serviço – principalmente com a chegada da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) à carteira de clientes. “A demanda já existia, porém com a chegada da CBF School, que é uma rede de escolas de futebol premium da CBF, ela ficou ainda mais prioritária e decidimos automatizar a emissão de notas fiscais”, explica o executivo.

Foi então que a empresa aproveitou a oportunidade para rodar uma pesquisa direcionada à base de clientes e checar o interesse pelo serviço em complemento às ferramentas de gestão esportiva já disponibilizadas para facilitar a administração, a organização financeira e o marketing digital das equipes. Segundo ele, 35% dos clientes foram favoráveis e quase 80% afirmaram que pagariam um valor extra pela opção.

“Como uma parte considerável confirmou o interesse, decidimos não só oferecer o serviço para a CBF, mas para todos os clientes. A decisão levou em conta a importância estratégica da chegada da CBF à carteira e também nosso planejamento de expansão, uma vez que até antes da pandemia as projeções de crescimento eram bastante consideráveis”, completa.

A SporTI desenvolve tecnologia para a gestão e marketing esportivo e possui uma plataforma própria com soluções de gestão para escolas de esportes, competições, eSports e eventos esportivos. Segundo o CEO, hoje a empresa foca em três linhas principais de negócios: eventos esportivos, com uma plataforma de gestão esportiva para torneios, ligas, federações, projetos e organizações esportivas em dezenas de modalidades, tipos e tamanhos; escolas, com uma solução para gestão de escolas, franquias e redes de escolas de esporte com ferramentas para gestão administrativa, financeira e técnica; e eletrônicos, por meio de uma solução voltada para promoção de torneios on-line ou presenciais para gamers.

“Surgimos em 2016 com o propósito de automatizar os processos de gestão na área esportiva. Além de divulgar, gerenciar documentação, dar visibilidade aos regulamentos e entregar resultados às próprias empresas ou aos patrocinadores dos eventos esportivos”, explica.

A empresa vinha em uma crescente, até que a pandemia de Covid-19 chegou ao Brasil. Sem eventos, com atletas confinados e com escolas, ginásios, estádios e centros de treinamento fechados, o setor soma perdas incalculáveis. E a SporTI também sofreu as consequências.

“Vínhamos em uma crescente muito grande, vencemos alguns programas de aceleração de negócios, entre eles o da PUC, que nos permitiu incluir novas ferramentas no nosso sistema, como a nota fiscal eletrônica. Em um mês, chegávamos a gerir 300 competições ao mesmo tempo. Hoje a base de dados tem 60″, diz.

Assim, a empresa que tinha previsão de faturar R$ 2 milhões em 2020, encerrou o ano com resultado 90% inferior. Precisou fechar o escritório, dispensar metade dos funcionários e colocar o restante no regime de home office. Mas encontrou nos eventos esportivos virtuais uma alternativa, chegando a fazer mais de 200 eventos com parceiros e times de futebol no decorrer do ano passado.

“Levamos nossos serviços Brasil afora, chegamos a entidades esportivas de diversos locais. Foi bom em termos de expansão, mas não em faturamento. De toda maneira, o novo cenário nos fez rever nossa própria gestão. Hoje temos colaboradores fora do País, vagas abertas e estamos novamente em ascensão. A pandemia não acabou, mas esperamos que depois que ela passar, possamos retomar o planejamento nos mesmos níveis ou até em proporções maiores ao que tínhamos quando tudo isso começou”.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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