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Empresas precisam de metas realistas

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O papel da empresa é criar um ecossistema de felicidade, funcionários felizes produzem mais | Crédito: StockSnap por Pixabay

Falar em felicidade em meio ao caos proporcionado pela Covid-19 pode parecer inoportuno e até uma ofensa. Os mais de 594 mil mortos pela doença no Brasil representam 13,05% do total de vítimas fatais no mundo, enquanto a nossa população de 213 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somam apenas 2,77% da população mundial.

E falar de felicidade no trabalho diante de uma taxa de desemprego que ficou em 14,1% no 2º trimestre de 2021, atingindo 14,4 milhões de brasileiros, também segundo o IBGE, se torna penoso.

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Ainda assim, justamente por isso, a edição on-line da “Semana da Felicidade no Trabalho”, promovida pelo Instituto Movimento pela Felicidade, se tornou tão importante. O evento aconteceu entre os dias 20 e 26 de setembro.

Em 2021, o Instituto Movimento Pela Felicidade (IMF), que tem em sua essência o estudo, sistematização e difusão de conhecimento da ciência da felicidade, assumiu a missão de unir profissionais e empresas de todo o Brasil em uma experiência única para a Semana Internacional da Felicidade no Trabalho. Foram mais de 30 horas de conteúdo e participação de 20 especialistas.

Em 2018, as holandesas Maartje Wolff e Fennande Van der Meulen desenvolveram essa proposta com a participação de mais de 30 países discutindo e fortalecendo práticas que tornem possível o ambiente organizacional um ecossistema de felicidade.

De acordo com o organizador da Semana e presidente do Instituto Movimento pela Felicidade, Benedito Nunes, a felicidade no trabalho deve ser entendida como essência de sucesso sustentável para pessoas e negócios. O tema felicidade no trabalho é destacar sustentabilidade, é sobre o ponto de equilíbrio entre o que somos e tudo que ainda podemos ser.

“Estamos chegando em um ponto em que o conhecimento sobre a pandemia nos garantirá formular estratégias para garantir a segurança sanitária das pessoas. Infelizmente presenciamos muita ignorância das pessoas se recusando a vacinar, desprezando o risco da doença, negligenciando os cuidados imaginando que está prejudicando apenas a si, quando isso não é verdade. Nesse momento que caracterizamos como de transição, é muito importante falar de felicidade, inclusive no trabalho. A pandemia influenciou fortemente o nosso comportamento no ambiente de trabalho. Quantas emoções foram despertadas a partir da pandemia? Estamos agora vivendo o ciclo da insegurança. Isso é extremamente importante porque isso mexe com nosso estado emocional nos deixando vulneráveis. Por isso é importante falar sobre felicidade porque ela fortalece nossa resiliência, nos permite compreender melhor o que significam as boas ou más emoções, os bons e maus sentimentos e, assim, poderemos fortalecer a nossa imunidade”, explica Nunes.

O Instituto promoveu, entre os dias 20 e 26, o evento on-line Semana da Felicidade no Trabalho | Crédito: Divulgação

Para a mentora de felicidade e coordenadora da Semana Internacional de Felicidade no Trabalho 2021, Liliane Moreira, a felicidade não é a ausência de problemas ou tristezas. Ela está associada à maneira como lidamos com essas e outras dificuldades. Por isso é preciso pensar na felicidade no trabalho, ambiente no qual a maioria passava antes da pandemia, pelo menos um terço do nosso dia.

“A felicidade não é estar alegre o tempo todo. A pandemia fez a gente voltar para casa, olhar para dentro, e perceber coisas que antes conseguíamos ignorar: como problemas de relacionamento, problemas sociais, e até a ausência de sonhos. Olhar para dentro, às vezes, é assustador. Com isso os tempos do trabalho e da casa ficaram ainda mais misturados. A separação física dos ambientes nos ajudava a dar tempo para cada coisa. A felicidade no trabalho só existe se tiver felicidade na pessoa. A gente precisa se cuidar como primeira casa. Precisamos nos localizar e, por isso, o autoconhecimento é tão importante. O trabalho é uma ferramenta de colocar para fora o que eu sou”, analisa Liliane Moreira.

No mesmo sentido fala a instrutora e consultora de desenvolvimento comportamental, Eliana Pinto, que fez parte da Oficina Felicidade Criativa. Segundo ela, a criatividade e a curiosidade são habilidades inatas que devem ser potencializadas. 

“A criatividade tem relação direta com a solução de problemas. Ela é fundamental para que possamos encontrar caminhos, expandir a visão e enxergar soluções. Nessa longa travessia que estamos passando, preciso ver o que gosto de fazer que as pessoas estão precisando e que eu possa ser pago por isso. A criatividade precisa estar alinhada ao autoconhecimento para uma análise profunda e crítica das nossas potencialidades. As organizações também precisam ser mais criativas em dois aspectos: olhar para o negócio e repensar a partir da pandemia. Muita coisa não vai voltar ao que era antes. E em relação aos colaboradores: eles são seres humanos, precisam de apoio. É fundamental promover o bem-estar no ambiente de trabalho, ter metas realistas, reconhecer e aproveitar as fortalezas de cada um, melhorando as forças do grupo. Além de praticar a gentileza, gratidão, cooperação de maneira verdadeira. Funcionários felizes produzem mais!”, pontua Eliana Pinto. 

Ainda que a felicidade seja uma construção individual, as empresas não estão isentas de contribuir para que ela seja alcançável. Muitas já têm executivos dedicados exclusivamente a isso, mas isso não é um pré-requisito.

“O papel da empresa é criar um ecossistema de felicidade. Se não tem sem higiene, a convivência é desrespeitosa, por exemplo. A ciência da felicidade fala do óbvio. A empresa não precisa ter um programa robusto de implementação de felicidade e não depende do porte ou setor. Dar boas condições de trabalho, pagar em dia, agir com ética também é promover a felicidade”, destaca a coordenadora da Semana Internacional de Felicidade no Trabalho 2021.

Esse esforço pela construção de ambientes saudáveis e felizes deve levar em consideração, inclusive, os novos modelos de trabalho surgidos ou fomentados durante a pandemia, como o trabalho remoto, o nomadismo digital e as jornadas flexíveis.

“Novos modelos de trabalho são uma realidade, mas temos uma longa estrada a percorrer no que diz respeito às novas práticas e modelos de gestão. Ainda temos as lideranças muito inseguras em relação às equipes que trabalham remotamente, dos diretores em relação aos gestores, professores em relação aos alunos, no que se refere à confiança. A partir da conquista da confiança vamos ser mais produtivos, vamos intensificar o nosso estado de felicidade, na medida em que vamos conseguir elevar o equilíbrio entre vida e trabalho”, completa o presidente do IMF.

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