Crédito: Charles Silva Duarte/ Arquivo DC

Depois de quase oito meses sendo utilizado pelo governo de Minas como Hospital de Campanha, o Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova (Expominas), localizado na região Oeste da Capital, volta à sua vocação original de ser um dos maiores e melhores centros de eventos da América Latina.

Felizmente o Hospital de Campanha não precisou ser utilizado para atender pacientes com Covid-19 e, por isso, o governo do Estado fez a desmontagem e devolveu o equipamento aos gestores na quarta-feira, dia 14.

De volta à agenda dos grandes eventos, o momento é o de reunir os principais realizadores e todo o trade do turismo de eventos de negócios para planejar a recuperação de um dos setores que mais sofreu e ainda sofre os impactos da pandemia.

Apesar dos desafios e das dificuldades inerentes, a diretora de Negócios e Marketing do Expominas, Márcia Ribeiro, está otimista para essa retomada. Segundo ela, “planejar em um momento de pandemia exigirá muita criatividade, cautela e um enorme esforço para receber o público dentro das regras e protocolos estabelecidos. Um contraponto a isso é o fato de que organizar eventos exige estar atualizado com as regras vigentes.

Os produtores estão acostumados a trabalhar com as novidades de licenciamentos e alterações nas leis. Se tem um setor que pode responder com muita agilidade e competência na implantação dos protocolos sanitários é o de eventos. Várias indústrias e grandes empresas buscam ajuda destes profissionais para aplicação destas regras em suas plantas industriais. Acredito que o setor de eventos de negócios dará uma grande contribuição para a recuperação da economia brasileira, com muita fluidez e dinamismo necessários em todos os cenários”, completou.

O Expominas tem eventos agendados para 2020 e aguarda a próxima onda de liberação pelo Comitê de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte e segue sua missão de incrementar, gerar renda e emprego para toda a cadeia turística e de negócios de Minas Gerais.

O setor, até o ano passado, foi responsável por 25 milhões de empregos e gerou receitas de mais de R$ 50 bilhões por mês, o que significou quase 13% do PIB nacional.