Família Coelho Diniz amplia participação no GPA e se consolida como segundo maior acionista
A família mineira de empresários Coelho Diniz acaba de ampliar sua participação no GPA, dono das marcas Pão de Açúcar e Extra, atingindo 25,1% do total de ações ordinárias de emissão da companhia. Dessa forma, o grupo formado por cinco irmãos se consolida como segundo maior controlador da varejista, atrás apenas de Silvio Tini de Araújo, da Bonsucex Holding, que possui 25,79% do capital social.
Em comunicado ao mercado divulgado na última sexta-feira (26), o GPA apresentou a íntegra da correspondência enviada pelos empresários. Nela, os irmãos André Luiz Coelho Diniz, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz informam que passaram a contar com um total de 123,6 milhões de papéis da companhia.
A participação conjunta informada equivale a 24,7 milhões de ações ou 5,02% do total para cada um dos empresários envolvidos nessa operação. De acordo com o documento, as participações adquiridas não têm como finalidade alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa do GPA.
Além disso, os acionistas também declaram que não são signatários de qualquer acordo ou contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda das ações da empresa. Eles também afirmam não possuir quaisquer bônus ou direitos de subscrição, assim como opções de compra de ações ou debêntures conversíveis em papéis de emissão da companhia.
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O movimento ocorre nove dias após o empresário Silvio Tini de Araújo e sua holding Bonsucex ampliarem conjuntamente suas participações para 126,9 milhões de ações ordinárias ou 25,79% do total emitido pela varejista.
Fim da cláusula de poison pill
Lembrando que os acionistas do GPA aprovaram, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada no dia 15 deste mês, a exclusão integral do Capítulo X do Estatuto Social da companhia. Esse capítulo trata da chamada cláusula de poison pill, ou pílula de veneno, mecanismo utilizado para proteger os acionistas minoritários de possíveis aquisições hostis.
O trecho em questão determinava a obrigatoriedade da realização de uma Oferta Pública de Ações (OPA) na hipótese de algum acionista ou um grupo de investidores adquirir participação igual ou superior a 25% do capital social da empresa. A exclusão deste capítulo facilita o processo de ampliação da participação acionária.
O movimento de ampliação da participação da família Coelho Diniz no GPA vem ganhando força desde o início do ano passado. Em maio de 2025, os empresários mineiros atingiram 10% de participação na varejista e aumentaram para 17,7% em julho, quando passaram a ser o segundo maior acionista. Já em agosto do mesmo ano, a família passou a deter 24,6% do total de ações ordinárias de emissão da companhia.
Além disso, o empresário André Luiz Coelho Diniz garantiu, em outubro do último ano, uma cadeira no Conselho de Administração e foi eleito presidente do colegiado por unanimidade. Como a família é proprietária da rede Supermercado Coelho Diniz, ele chegou a ser questionado sobre a possibilidade desta e outras empresas da família serem consideradas concorrentes do grupo varejista.
Em resposta, André Luiz Coelho Diniz afirmou que elas não concorrem com o GPA nem com as sociedades de seu grupo econômico, devido à diferença na área geográfica de atuação. A rede Coelho Diniz possui 22 lojas na porção Leste de Minas Gerais, região onde a companhia não tem operações.

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