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Com o intuito de atualizar o estudo bianual sobre o perfil dos Operadores Logísticos no País e contribuir para a melhor contextualização, definição e caracterização do setor, a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) e a Fundação Dom Cabral (FDC) promovem a segunda edição de estudo exclusivo o qual vem se tornando fundamental para o planejamento estratégico da atividade no Brasil.

Na primeira versão, divulgada em dezembro de 2018, o levantamento apontou que o mercado logístico nacional era composto por aproximadamente 269 empresas, com ROB anual de R$ 81,4 bilhões, o que representa um faturamento médio de R$ 302,6 milhões por empresa.

“A pesquisa indicou também que em termos de mão de obra, o setor empregava, até então, praticamente 1,5 milhão de brasileiros, tanto de forma direta (CLT e Terceirizados) quanto de forma indireta (cadeias periféricas), demonstrando a extrema relevância socioeconômica do segmento para o País. Outro fator interessante trazido pelo estudo à época foi a questão da carga tributária que envolvia o setor, mantendo-se bastante elevada, conquanto são arrecadados, anualmente, cerca de R$ 23,1 bilhões em tributos, impostos, contribuições e encargos trabalhistas”, afirma o diretor presidente da Abol, Carlos Cesar Meireles Vieira Filho.

A atualização do compilado da associação tem como propósito realizar um mapeamento ainda mais preciso deste mercado, além de investigar os principais desafios e entraves do setor para o pleno exercício de suas funções e operações, tanto diante de questões estruturais que remetem a estratégias ligadas a inovações tecnológicas disruptivas, ao comércio eletrônico (e-commerce), dentre outras questões como àquelas relacionadas à infraestrutura logística, bem como àquelas conjunturais referenciadas na pandemia do Covid-19 (o novo coronavírus).

“Vamos coordenar, compilar e tratar os dados da pesquisa com o intuito de chegar a uma identidade mais precisa do Operador Logístico, repetindo, de forma mais estendida à realizada em 2018. Nesse momento em especial, estudos dessa natureza são de suma importância para entendimento dos caminhos, tendências e barreiras enfrentadas pelos Operadores Logísticos, mais uma vez chamados a contribuir para a não interrupção das cadeias produtivas e, em futuro próximo, para a retomada da economia e do bem-estar dos cidadãos”, detalha o coordenador da pesquisa, Prof. PhD. Paulo Resende, da FDC, por meio do Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura.

“Nesse momento, em especial, estudos dessa natureza são de suma importância para o entendimento dos caminhos, tendências e barreiras enfrentadas pelos Operadores Logísticos, para contribuir com o melhor entendimento do que podemos considerar como ‘próximo normal’, para a retomada da economia do País. Esta pesquisa, certamente, ajudará, mais uma vez, a levantar a real participação do Operador Logístico no mercado nacional e sua relevância para a competitividade do Brasil”, conclui o diretor presidente da Abol. (Da Redação)