Com 17 anos de existência, Feira do Mineirinho recebe cerca de 50 mil pessoas mensalmente; espaço funciona às quintas-feiras e domingos - Crédito: Daniel Azevedo

A Feira de Artesanato do Mineirinho chega aos 17 anos de operação com perspectiva de crescimento, melhoria de infraestrutura e bons resultados nos negócios. Apesar da crise econômica vivida no País nos últimos anos, a feira manteve desempenho positivo, principalmente por causa da aposta em atrações culturais e investimento em divulgação.

Agora, a feira se prepara para receber mais 35 expositores, chegando a 485 no total, além de uma estrutura de galpão metálico, que deve exigir investimento de R$ 720 mil.

O diretor da Feira do Mineirinho, Willian Martins, afirma que o tradicional ponto de compras evoluiu muito nos últimos anos. Ele lembra que a feira teve um prejuízo de imagem, em 2014, quando ficou paralisada durante seis meses por conta das obras da Copa do Mundo.

O executivo destaca que foi necessário reconquistar os clientes. “A sensação era de que a feira não existia mais. Então, em um momento de crise, quando todos cortam investimento em marketing, nós apostamos em divulgação”, afirma.

A estratégia foi investir na apresentação do espaço como tradicional ponto turístico da Capital. Além disso, o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) do Conjunto Arquitetônico da Pampulha como Patrimônio Cultural da Humanidade, em 2016, ajudou a feira a se tornar, também, um ponto frequentado por visitantes estrangeiros.

“Começamos a investir em atrações culturais e em datas comemorativas como Dia de São João, quando trazemos quadrilhas, e Carnaval, que conta com a participação de blocos. Não há cobrança de entrada, o estacionamento é gratuito e as 25 barracas de gastronomia ajudam a atrair os consumidores”, completa.

Nos últimos cinco meses, a feira também recebeu cerca de R$ 100 mil de investimento em infraestrutura. Entre as melhorias estão a substituição dos banheiros químicos por banheiros de contêiner, a construção de um camarote, a compra de um painel de led e a criação de um espaço kids.

O próximo investimento será na compra e montagem de um galpão metálico, que cobrirá toda a área onde ficam as barracas, na área externa do Estádio Jornalista Felippe Drummond, o Mineirinho. De acordo com o diretor, o investimento será de R$ 720 mil e trará mais conforto aos expositores e aos clientes. A expectativa é que o galpão seja instalado em meados do ano que vem.

A feira também ficará maior em número de expositores, segundo Martins. Já estão abertas as candidaturas para 35 novas barracas, o que levará a feira dos atuais 450 expositores para 485. De acordo com Martins, o custo de locação de uma barraca na feira é de R$ 680 por mês e os contratos são semestrais. As vagas são para expositores de diferentes segmentos.

Hoje, a feira comercializa produtos como artesanato, decoração, bijuterias, calçados, vestuários e itens para o lar. Ela funciona às quintas-feiras e domingos, gera cerca de 800 postos de trabalho no dia de semana e 1,2 mil aos domingos. Cerca de 50 mil pessoas passam pela feira mensalmente.