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Tragédias e falta de regulamentação esvaziam potencial geoturístico de MG

Falta de regulamentação e mapeamento das atrações estão entre os gargalos enfrentados por este segmento

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Tragédia nos cânions do Lago de Furnas gerou um debate sobre a importância de realizar estudos | Crédito: Arquivo DC
Crédito: Arquivo DC

A recente tragédia ocorrida em Capitólio, que vitimou dez pessoas após o desprendimento de bloco rochoso de um dos cânions do ponto de visitação, abriu uma série de debates sobre a importância dos estudos geológicos em áreas turísticas, principalmente. Em Minas Gerais, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), 2.625 atrativos naturais compõem o Inventário Turístico do Estado. 

Ainda que a palavra ecoturismo seja mais utilizada ou popularizada, vale lembrar que, conforme explica a professora doutora em geologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Úrsula Ruchkys de Azevedo, na prática a palavra está mais ligada aos aspectos biológicos do atrativo, como é o caso da vegetação e da fauna presentes naquele espaço.

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Enquanto isso, o geoturismo é uma modalidade que tem nas feições geológicas e geomorfológicas de determinado lugar o seu chamado à visitação. “O foco do geoturismo é a valorização dos aspectos abióticos, sejam as formações rochosas, os relevos, os recursos hídricos”, diferencia a geóloga.

Entre os 2.625 atrativos naturais, a maior parte se refere às quedas d’águas que percorrem o Estado (1.271), seguidas pelas montanhas de Minas (502), a hidrografia, com rios e lagos, (353), unidades de conservação (256), cavernas, grutas e furnas (157), além de planaltos e planícies (50), fontes hidrominerais e/ou termais (32) e terras insulares (4). 

Contudo, apesar da expressiva quantidade de atrativos turísticos já identificados, não existe, hoje, em todo o País, uma regulamentação para o geoturismo.

“O Brasil não tem um mapeamento de riscos geológicos para atrativos turísticos. E isso precisa ser feito. Uma das funções do geoturismo é valorizar os elementos da natureza, mostrar o processo de formação do atrativo, como ele evoluiu ao longo do tempo geológico, que é um tempo muito diferente do nosso. E isso tudo para que as pessoas saibam a importância de sua conservação ”, explana Úrsula.

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Com a falta de regulamentação, o temor está justamente na falta de proteção dos atrativos e a própria segurança do público que visita os locais. Nesse sentido, a professora da UFMG lembra o Decreto nº 10.395, de 12 de janeiro de 2022, que abre caminho para a destruição de cavernas que, além de patrimônios, são também potenciais atrativos turísticos e de conhecimento. 

Mapeamento no Estado 

Diante da tragédia ocorrida em Capitólio, a Secult anunciou a formação de um grupo de trabalho com diversos órgãos e esferas públicas do Estado com o objetivo de trabalhar, entre outras frentes, um diagnóstico técnico e geológico junto aos cânions e áreas que foram interditadas na região de Furnas. 

Após essa primeira fase, a expectativa do grupo é criar uma regulamentação de uso e ocupação dos cânions de modo a garantir a segurança daqueles que visitam ou trabalham no local. A terceira fase do Reviva Capitólio, como é chamada a iniciativa, consiste na formação de agentes públicos e privados, além de turistas, sobre o uso seguro do local. 

Por fim, o grupo deverá trabalhar na aproximação do público para o turismo no local, que movimenta a economia de diversos municípios em torno dos cânions e das quedas d’águas conhecidas por mineiros e turistas do Brasil e do mundo.  

Potencial turístico de minas desativadas

No território mineiro, uma série de atrativos turísticos merece destaque pela importância geológica. Alguns exemplos são o complexo de cavernas da região de Peruaçu, Cordisburgo, Sete Lagoas, Lagoa Santa, o Circuito das Gemas no Vale do Jequitinhonha, a Serra do Caraça e o próprio Quadrilátero Ferrífero, região conhecida como polo de mineração no Estado.

Em diversas localidades do mundo, antigas minas exploradas e já desativadas foram preparadas para se tornar parte da história e atrativo turístico, uma forma de conservar a história e movimentar a economia local por meio das visitações. Os exemplos, citados pela geóloga da UFMG, são a mina de mercúrio de Idrija, na Eslovênia, e uma mina de sal, na Polônia.

“Em Minas Gerais, nós não temos esse olhar cuidadoso para o geopatrimônio e nem para seu uso turístico. A mineração tem um legado econômico por si só, mas ela poderia deixar um legado maior se investisse em uso turístico de áreas desativadas. Estamos presenciando o descomissionamento e descaracterização de várias minas, e temos a oportunidade  de criar roteiros e valorizar esses lugares”, afirma a professora.

Crescimento do turismo é impulsionado pelo avanço da vacinação | Crédito: Bruna Prado / MTur

Setor faturou R$ 14,7 bi em novembro de 2021

O turismo nacional faturou em novembro de 2021 a cifra de R$ 14,7 bilhões, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O valor é 19,3% maior do que o registrado no mesmo mês de 2020 e representa a oitava alta consecutiva do ano de 2021, segundo cálculos da entidade. O setor aéreo obteve o melhor desempenho no período, com crescimento de 63,3%, seguido pelos serviços de alojamento e de alimentação, que apresentaram alta de 13,1%.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, os números demonstram que o setor segue se recuperando do impacto da pandemia de Covid-19. “O avanço da vacinação no nosso País e a adoção dos protocolos de biossegurança contribuíram para esta importante recuperação do nosso setor. Com um trabalho empenhado e assertivo conseguiremos atingir o quanto antes índices iguais ou até maiores ao período pré-pandêmico”, ressaltou.

Além dos setores aéreos e de alojamento/alimentação, o segmento de atividades culturais, recreativas e esportivas também apresentou alta no mês de novembro. O crescimento chegou a 12,1% frente ao mesmo período de 2020. Ao todo, foram contabilizados faturamento de mais de R$ 1 bilhão. As atividades de locação de meios de transporte, agências de turismo, operadoras e outros serviços de turismo foram as únicas que tiveram queda em novembro, com redução de 0,7% no total.

A presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, disse esperar bons resultados também na consolidação do mês de dezembro. “O volume de reservas e as manifestações de intenção de viagens se concretizaram em negócios. Isso animou os empresários do setor. É bem possível que os resultados de dezembro sejam também bastante positivos, e a mudança de cenário se dê, infelizmente, nos números de janeiro, por causa da variante Ômicron no País”, destacou.

Índices positivos – A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia apontado a gradual retomada do mercado de viagens no Brasil. Segundo o estudo, o Índice de Atividades Turísticas cresceu 4,2% em novembro de 2021 ante o mês anterior (outubro) no país. No acumulado de 2021, as atividades turísticas cresceram 21,1%, influenciadas, principalmente, pelo aumento de receitas das empresas dos ramos de transporte aéreo, hotéis, restaurantes, locação de automóveis e rodoviário coletivo de passageiros. (Com informações do Ministério do Turismo)

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