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Privatização: Equatorial é confirmada como investidora de referência e controlará 30% do capital social da Copasa

A empresa controlada pela Equatorial também solicitou a realização de uma alocação adicional equivalente a 12,6% do capital social da estatal
Atualizado em 11 de junho de 2026 • 15:44
Privatização: Equatorial é confirmada como investidora de referência e controlará 30% do capital social da Copasa
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

A Equatorial confirmou, nesta quinta-feira (11), que a Gerais Saneamento, controlada pelo grupo, garantiu a alocação de, pelo menos, 30% do capital da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A empresa foi confirmada como investidora de referência selecionada no processo de oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias detidas pelo governo de Minas, uma das etapas para a privatização da estatal.

Em fato relevante, a Equatorial informa que a Gerais Saneamento solicitou a realização de uma alocação adicional equivalente a 12,6% do capital social da Copasa, do total de até 15% adicionais disponibilizados na oferta profissional. Ela explica que essa operação está sujeita à conclusão do procedimento de bookbuilding (coleta de intenções de investimento) no âmbito da oferta pública, podendo chegar a 42,6% de participação total.

Já a Copasa destaca, em fato relevante divulgado nessa quarta-feira (10), que o grupo terá direito a 114 milhões de ações ordinárias, com possibilidade de alocação adicional.

O grupo Equatorial ressalta que a realização do investimento na empresa mineira representa um avanço na estratégia de crescimento com geração de valor e expansão no segmento de saneamento. A companhia destaca que esse movimento reforça o posicionamento como uma das principais plataformas de utilities (serviços públicos essenciais) do Brasil.

“A operação está alinhada ao DNA da Equatorial, refletindo disciplina na alocação de capital, combinada com a busca contínua por oportunidades capazes de capturar eficiência operacional e retornos atrativos”, afirma.

Além disso, o movimento também representa mais um passo relevante na consolidação da presença da empresa na região Sudeste do País. O resultado é a ampliação da diversificação geográfica e o fortalecimento da plataforma de crescimento sustentável no longo prazo.

Detalhes sobre a transação

Sede da Copasa.
Foto: Divulgação/ Copasa

De acordo com a Equatorial, essa é a segunda maior transação do setor de saneamento do Brasil, equivalente a aproximadamente 11% do market cap, ou valor de mercado, da companhia. A proposta prevê o aporte de R$ 5,5 bilhões na aquisição de 30% do capital social, o equivalente a R$ 49,03 por ação emitida pela Copasa. O valor da transação pode atingir R$ 7,9 bilhões, caso a participação amplie para 42,62%.

A empresa esclarece que a aquisição de 30% da estatal mineira será financiada via dívida, com impacto de apenas 0,3 vezes na alavancagem consolidada do grupo. A liquidação financeira da operação está agendada para a próxima terça-feira (16). A estrutura societária no pós-oferta ficará da seguinte forma:

  • Equatorial (Gerais Saneamento): 30%;
  • Governo de Minas Gerais: 5%;
  • Demais acionistas: 65%.

Lembrando que metade das ações possui restrição de venda por quatro anos, até junho de 2030. Já a outra metade está sujeita a lock-up, ou bloqueio de venda de ações, até dezembro de 2033 ou até que as metas de universalização do saneamento sejam atingidas.

O cronograma da operação determina que o protocolo da operação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ocorra no dia seguinte à liquidação da oferta, com expectativa de aprovação em até 46 dias.

Além disso, é esperado a convocação da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para a posse dos novos membros do Conselho de Administração em até 46 dias, com realização no prazo de até 76 dias. Já a data prevista para a Reunião do Conselho de Administração (RCA) para a posse da nova diretoria ainda será definida.

Sobre a Equatorial e o plano de desestatização da Copasa

O grupo Equatorial Energia é uma holding do setor de utilities, sendo o terceiro maior do Brasil em números de clientes no setor de distribuição. Atualmente, ela opera sete concessionárias em quatro regiões, atendendo cerca de 13 milhões de clientes. Depois de entrar no setor de saneamento, a companhia se tornou a primeira empresa multi-utilities do País.

O plano de desestatização da Copasa integra as ações para viabilizar a adesão do Estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), do governo federal, visando o pagamento de 20% da dívida de Minas Gerais com a União. O saldo devedor confessado pelo governo estadual é de R$ 179,3 bilhões, apurado na data-base do dia 1º de dezembro de 2025.

Recentemente, o Estado quitou a quinta parcela do programa de refinanciamento da dívida, no valor de R$ 103,89 milhões. Desde o início da adesão ao programa, formalizado no dia 31 de dezembro do ano passado, foram pagos R$ 512,2 milhões.

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