Crédito: Divulgação/Guidon

Em plena pandemia, quando algumas instituições de ensino passam por momentos difíceis, o grupo empresarial de educação, que está à frente da Faculdade de Direito de Contagem (FDCON), fará um investimento de R$ 4 milhões para colocar em funcionamento, a partir de fevereiro do ano que vem, o Colégio Guidon. Com 600 vagas para alunos do Fundamental (a partir da sexta série) e ensino Médio, a instituição vai funcionar na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em Contagem.

O grupo também mantém a Faculdade de Direito de Contagem (FDCON), que está no mercado há oito anos. Ao longo do tempo, formou 785 advogados e hoje disputa com a UFMG o primeiro lugar em aprovação nos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na RMBH. Na primeira fase dos exames deste ano, a FDCON conseguiu 87,5% de aprovação.

Para implantar o Colégio Guidon, o grupo está investindo R$ 4 milhões, em infraestrutura física e tecnológica e contratação de professores. A escola irá funcionar no mesmo prédio da faculdade. Os turnos da manhã e da tarde serão reservados ao colégio e o da noite, à faculdade. Na fase inicial, o colégio irá oferecer 600 vagas, em turmas com média de 25 a 30 alunos cada.

O Colégio Guidon pretende ser um contraponto às escolas de ensino Fundamental e Médio que já existem na região Oeste de Belo Horizonte, pois irá oferecer mensalidades acessíveis combinadas com as tradicionais aulas presenciais e o alto uso de tecnologia em atividades remotas, que também serão oferecidas pela instituição.

Digital – “Vivemos em um mundo que não pode prescindir da era digital e da internet. Todos temos o mundo na palma da mão. Assim, o Colégio Guidon terá aulas presenciais, mas possibilitará que seus alunos tenham formação digital, consultas às aulas em vídeo, experimentos digitais e robótica on-line”, afirma o presidente da mantenedora do Colégio Guidon e Diretor Administrativo da instituição, Luiz Moreira.

Tendo em vista essa diretriz já estabelecida, a pandemia do coronavírus não alterou em nada o projeto do Colégio Guidon. “A Covid-19 só consolidou em nós a urgência que tem a sociedade de receber educação de baixo custo, em que os resultados possam ser aferíveis e cuja linguagem pedagógica seja tecnológica”, afirma o diretor da instituição.

Parceria – O projeto do colégio é fruto de uma parceria da FDCON com o educador Francisco Morales, que leva para o Guidon, como Diretor Pedagógico, sua experiência como ex-diretor da unidade central do Colégio Santo Agostinho por 20 anos. Para ele, uma escola que nasce no pós-pandemia tem por obrigação trazer alguns ensinamentos novos. Um deles é o do baixo custo, de tal forma que o acesso a uma educação de qualidade seja possível a famílias que não residam nos bairros de maior poder aquisitivo e, ao mesmo tempo, se ponha fim à ideia de que a educação de qualidade é, necessariamente, uma educação cara.

Outra preocupação por ele apontada é no sentido do uso mais massivo dos recursos tecnológico que permitam ao aluno ampliar, para outros campos, os ensinamentos que ele recebe em sala, nas aulas presenciais. “Não serão muitas as escolas que nascerão na pós-pandemia. Mas as que nascem, como o Guidon, precisam carregar uma série de ensinamentos novos”, afirma Morales.

O Colégio Guidon irá funcionar no mesmo prédio onde funciona a faculdade, no bairro Inconfidentes, em Contagem. A edificação está em obras para receber o colégio. De acordo com Moreira, a ideia de fundar o colégio partiu da constatação de que, ainda hoje, há um grande número de escolas que mantêm uma concepção pedagógica que ele define como amadora, pois ainda não compreenderam os desafios do mundo digital.

Nesse sentido, o Colégio Guidon se propõe, segundo ele, a fazer uma conjugação do uso massivo da tecnologia como linguagem pedagógica com a formação ética e cidadã e também a busca de resultados. A união destes três fatores irá, no seu entendimento, habilitar os alunos do Colégio Guidon a decifrarem os diferentes desafios e perspectivas que têm pela frente e, com isso, terem sucesso em suas vidas.

Homenagem – O nome “Guidon” é uma homenagem à arqueóloga brasileira Niéde Guidon, que ficou famosa internacionalmente por lutar pela preservação do Parque Nacional das Sete Cidades, no Piauí, criado por abrigar uma infinidade de sítios arqueológicos que comprovariam a teoria de que o homo sapiens chegou ao continente americano antes do Homem de Lagoa Santa, descoberto por Peter Lund.

“A homenagem à doutora Niéde Guidon significa um elogio aos brasileiros, que, frutos da miscigenação, formam um povo dedicado, esforçado e trabalhador”, afirma Moreira, para quem o mesmo sentimento que move a batalha de Niéde Guidon pelo Parque Nacional das Sete Cidades é o que move o povo brasileiro em sua obstinada luta por oportunidades para mostrar o seu valor. “O que ele precisa é de oportunidade e é isso que o Colégio Guidon significa: disponibilizar, a baixo custo, o que há de mais avançado na educação no mundo. Com essa oportunidade, nossos alunos poderão melhorar de vida e transformar o mundo”.