O Enterprise será o maior projeto de automação laboratorial do mundo e duplicará a capacidade produtiva do grupo - CREDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Os primeiros resultados, fruto das aquisições realizadas no fim do ano passado pelo grupo mineiro Pardini, começam a aparecer neste ano. O grupo divulgou, ontem, o balanço do primeiro trimestre de 2019, que revela crescimento de dois dígitos nas receitas bruta e líquida e também no Ebitda.

Já o lucro líquido nos três primeiros meses deste ano alcançou R$ 30,2 milhões, o que representa crescimento de cerca de 2% em relação ao mesmo período em 2018. A consolidação das operações compradas pelo grupo em 2018 é a principal explicação para esse salto, segundo o CFO do grupo, Camilo Lelis.

Entre as empresas adquiridas pelo grupo estão a Psychemedics Brasil e a Labfar, que oferecem exames toxicológicos, além da DLE, que atua na área de medicina especializada. De acordo com Lelis, os resultados dessas operações garantiram crescimento de receita por causa do aumento do atendimento, mas também porque esses laboratórios oferecem exames de maior valor agregado, como o teste de cabelo para renovação da carteira de motorista. O tíquete médio dos laboratórios clientes no primeiro trimestre deste ano cresceu 6,4% em relação a 2018.

De acordo com o balanço, a companhia alcançou uma receita bruta consolidada de R$ 361,4 milhões nos primeiros três meses deste ano, o que representa um crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período em 2018. O crescimento é o dobro do registrado em todo o ano passado: em 2018, o grupo registrou alta de 7,2% em sua receita bruta consolidada, em relação ao ano anterior.

Já a receita líquida consolidada do primeiro trimestre deste ano totalizou R$ 335,6 milhões, um aumento de 14,9% em relação aos primeiros três meses do ano passado. O Ebitda, por sua vez, ficou em R$ 65,8 milhões no primeiro trimestre de 2019, 10,1% superior ao mesmo período em 2018.

As novas operações também trouxeram incremento de receita no segmento Lab to Lab, que é aquele em que uma grande empresa de medicina diagnóstica presta serviços para pequenos laboratórios. De acordo com o balanço, o setor cresceu 24,6% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período no ano passado.

Já as unidades de atendimento ao cliente final registraram um crescimento de 7,1% em receita, nessa mesma base de comparação, o que pode ser explicado por um melhor desempenho das operações no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“O crescimento das unidades é orgânico e segue a tendência de reação do mercado, mas também de melhoria dos nossos serviços nessas cidades”, explica.

Lelis destaca que, além da consolidação dos resultados das empresas adquiridas, uma série de ações de eficiência realizada no grupo também contribuiu para os bons resultados nesse primeiro trimestre. Entre elas está o Projeto Enterprise, que começou a ser desenvolvido em meados do ano passado. Realizado no Núcleo Técnico Operacional (NTO), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), esse será o maior projeto de automação laboratorial do mundo e duplicará a capacidade produtiva da companhia, podendo alcançar até 160 milhões de exames ao ano.

“Também reduzimos custos internos em manutenção, energia e diminuímos as glosas, que são perdas financeiras causadas por inconformidades nos processos”, completa. O executivo ainda destaca avanços no P&D nesse primeiro trimestre: a adoção de três projetos de internalização de exames, dois de novos exames e outros 12 de melhorias de processos.