Rodrigo Oliveira ressalta que as perspectivas são de que cerca de três empresas por mês passem a integrar a Vangardi no primeiro ano de operação - Crédito: Divulgação

Com investimentos de aproximadamente R$ 1 milhão, a Investor, que atua há mais de 10 anos no mercado financeiro, está lançando a Vangardi, primeira plataforma híbrida de equity crowdfunding (investimento coletivo) do País.

A ferramenta torna possível a pessoas físicas adquirir títulos de startups em desenvolvimento e de empreendimentos imobiliários em construção por meio de aplicações a partir de R$ 1.000.

Conforme destaca o diretor-geral da Investor, Rodrigo Oliveira, todos saem ganhando [bastante] com o projeto. Empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões, que ainda não são considerados escaláveis, terão os recursos necessários para isso. Já os investidores poderão ter retornos entre 12% e 20% por ano. A plataforma, por sua vez, lucra até 10% em negociações diretas com o emissor.

Perspectivas – Oliveira ressalta que as perspectivas são de que cerca de três empresas por mês passem a integrar a Vangardi no primeiro ano, com captações que, somadas, devem chegar aos R$ 40 milhões.

A captação de estreia da plataforma vai começar a partir da primeira semana de outubro, durante a Semana Mundial do Investidor. Trata-se do empreendimento Streit, da F2 Incorporadora e Construtora. O prédio residencial, localizado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, já tem 100% das unidades vendidas. A previsão de inauguração é para julho de 2020.

O diretor-geral da Investor afirma que a queda na taxa básica de juros deverá ser o principal impulsionador da plataforma, já que oferece aos investidores mais possibilidades de ganhos reais. Além disso, ele acrescenta, o equity crowdfunding ainda dá acesso ao grande público a oportunidades que antes estavam restritas somente para investidores qualificados.

Revolução digital – O profissional acrescenta que a plataforma é uma tendência que segue as transformações mercadológicas propostas pela tecnologia. Quando se trata dos fundos de investimentos tradicionais, é necessária a figura do gestor, o que não ocorre em ferramentas como a Vangardi.

“Unimos o empresário diretamente ao investidor. É uma tendência da revolução digital que veio para ficar. Quando se retira o intermediário, todos podem ganhar mais”, avalia ele.

Segurança – Oliveira afirma que a escolha dos empreendimentos que farão parte da plataforma é bastante criteriosa e leva em conta o histórico dos sócios, dos pagamentos das empresas, análise de crédito, entre outras questões. Ele lembra, ainda, que a Vangardi é regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).