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Mater Dei compra Hospital Santa Genoveva

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O grupo Mater Dei anunciou a aquisição de 99,6% do Hospital Santa Genoveva e de participação representativa de 100% do CDI, ambos em Uberlândia | Crédito: Divulgação

Seguindo a política de expansão do Mater Dei, por meio da criação de hubs regionais em praças estratégicas, sendo uma referência em qualidade assistencial, a rede anunciou a aquisição de 99,6% do Hospital Santa Genoveva Ltda. (HSG) e a aquisição de participação representativa de 100% do Centro de Tomografia Computadorizada Uberlândia Ltda. (CDI), ambos na mesma cidade do Triângulo Mineiro. Este anúncio representa a terceira aquisição da companhia desde sua abertura de capital, em abril deste ano.

O HSG e o CDI são contíguos e integrados, além de tradicionais e referência em qualidade assistencial, capazes de atrair pacientes de todo o Triângulo Mineiro, região com mais de 1,5 milhão de habitantes e 650 mil beneficiários, que está em ampla expansão.

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De acordo com o presidente do Hospital Mater Dei, Henrique Salvador, a negociação durou um ano e meio e a expectativa é de que a operação seja aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sem grandes dificuldades, em um prazo entre 45 e 60 dias.

“Esperamos por um rito sumário, já que nossa atuação maior é em Belo Horizonte e essa aquisição não representa uma concentração de mercado. Não devemos enfrentar nenhum obstáculo quanto a isso. Até lá, estabelecemos um comitê de integração para identificar as sinergias. Ao longo da negociação conhecemos bem os colaboradores da alta gestão e boa parte do corpo clínico. Uma das nossas premissas para fazer uma aquisição é encontrar empreendimentos que tenham valores parecidos com os nossos, com o paciente no centro da atenção. Então considero que essa será uma transição tranquila”, explica Salvador.

Os planos são audaciosos para Uberlândia. Os imóveis do HSG e do CDI também estão sendo adquiridos, além da operação das unidades. O terreno de 10 mil metros quadrados deve abrigar futuras expansões.

Salvador: considero que essa será uma transição tranquila | Crédito: Divulgação

Fundado em 1975, o HSG é um hospital geral de alta complexidade, com mais de 50 especialidades, com um corpo clínico experiente e altamente reconhecido. Além de uma gama completa de credenciamentos, possui acreditação internacional da QMentum e sua excelência em atendimento foi reconhecida por 18 anos seguidos com o prêmio Top of mind. Atualmente, o HSG possui 204 leitos, sendo 156 operacionais, além de áreas para expansões adicionais. Já o CDI, fundado em 1978, é referência em diagnóstico por imagem na região, contando com uma infraestrutura moderna e parque tecnológico de última geração.

O Enterprise Value da Operação é de R$ 309 milhões, incluindo os imóveis, levando a um múltiplo de R$ 1,5 milhão por leito, sendo que deste valor será deduzido o endividamento líquido, que é de, aproximadamente, R$ 57 milhões. As Receitas Líquidas anualizadas dos ativos somam cerca de R$ 160 milhões.

“Uberlândia é uma das cidades do interior do Brasil que mais cresce. Já é referência, inclusive, para parte do interior de São Paulo e de Goiás. É estratégico estarmos presentes, levando para a região aquilo que nos trouxe até aqui. A saúde é um serviço que depende de pessoas, diferente de outras áreas em que máquinas substituem pessoas. Raramente uma aquisição como essa implica em redução de empregos. Ao contrário, estamos planejando a expansão da operação. Quanto ao atendimento, todos podem ficar tranquilos, ele segue o mesmo, focado em qualidade e acolhimento das pessoas. É um hospital de médicos, eles têm foco na ética e no cuidado. São ativos que têm valores semelhantes aos nossos. A mudança é só no âmbito societário”, garante o presidente da rede Mater Dei.

Outras unidades

Em julho deste ano, o Conselho de Administração do Mater Dei aprovou a compra do grupo hospitalar Porto Dias, em Belém (PA), em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além de emissão de ações.

O acordo foi acertado sobre uma participação de 70% do Grupo Porto Dias e o Mater Dei vai emitir R$ 27,27 milhões de papéis como parte do pagamento, cerca de 7,1% do capital social total da companhia.

Sem revelar nomes por estratégia e obrigações legais como uma empresa de capital aberto, o Mater Dei admite negociações para aquisições em diferentes estágios e cidades. A boa notícia dentro da estratégia de expansão é o início das obras do hospital em Nova Lima, que teve o projeto aprovado pela prefeitura local, no terreno do antigo Campus 2 da Faculdade Milton Campos. A previsão é de que o espaço seja entregue em cerca de um ano e meio.

Bem antes disso, porém, já no primeiro trimestre do ano que vem, será inaugurado o Mater Dei da capital baiana. As obras começaram em 2019. O empreendimento, um hospital geral, inclui maternidade e pronto atendimento, totalizando 369 leitos, no centro da cidade. O investimento de R$ 500 milhões dará origem também a um centro médico, com parte de apoio ao hospital e consultórios. A estimativa é de que sejam gerados 3,5 mil empregos diretos e indiretos.

Em janeiro daquele mesmo ano a rede tinha inaugurado a unidade Contagem/Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Operadoras ganham quase 240 mil beneficiários em Minas

Os planos de saúde ganharam 1,9 milhão de novos beneficiários desde junho de 2020 em todo o País, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre o comportamento do mercado durante a pandemia. Em junho do ano passado, o sistema contabilizava 46,7 milhões de beneficiários, o patamar mais baixo de 2020. Em setembro deste ano, o número chegou a 48,6 milhões.

Um dos estados que registraram crescimento foi Minas Gerais. Dados da ANS mostram que os planos ganharam 239,9 mil novos beneficiários mineiros entre setembro de 2020 e setembro de 2021. O Estado agora conta com 5,3 milhões de usuários de planos de saúde, uma alta de 4,7% no período. Com isso, 25,1% da população mineira contam com cobertura de plano de saúde privado.

Para a FenaSaúde, entidade que representa os 15 maiores planos do País, é fundamental incentivar esse crescimento, a fim de garantir que mais pessoas tenham acesso à saúde suplementar. E isso passa por mudanças profundas no Marco Legal da saúde suplementar que está em discussão no Congresso Nacional. Entre elas, maior segmentação, com mais modalidades de cobertura; novos modelos de franquias e coparticipação; e mais liberdade para a comercialização de planos individuais, com regras competitivas para preços e reajustes.

“Outro ponto importante é diversificar e ampliar os tipos de coberturas que podem ser oferecidos, a chamada modulação de produtos, pois hoje são apenas cinco opções, restringindo a criação de opções adequadas para o perfil de cada família ou empresa”, ressalta a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente.

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