Mokai Express desembarca na Capital

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Mokai Express desembarca na Capital
Investimento da rede em Belo Horizonte foi de R$ 200 mil | Crédito: Divulgação

Fundada em 2011, em Novo Hamburgo, no interior do Rio Grande do Sul, o Mokai Express acaba de chegar a Belo Horizonte, com um investimento de R$ 200 mil. Rede de restaurantes especializada em comida japonesa, a marca encontrou uma maneira inusitada e inteligente de se expandir pelo País – principalmente diante de um cenário conturbado como o enfrentado pelos setores de comércio e serviços desde o último ano, em função da crise imposta pela pandemia de Covid-19: operações em dark kitchens e delivery.

Quem conta é o empresário Rodrigo Dornelles. Segundo ele, com as restrições de funcionamento do comércio como forma de conter o avanço do coronavírus, a rede precisou implementar o serviço de delivery na matriz e nas unidades de Porto Alegre. E optou por fazer isso por meio do mote da experiência do cliente. “Já tínhamos em mente a implementação do serviço, mas ainda não havíamos colocado em prática para não perder o foco do negócio. Mas, com a pandemia, precisamos nos reinventar e seguimos por este caminho: um produto bom enviado em uma embalagem bacana, proporcionando uma experiência legal“, afirma.

E não deu outra. Com o sucesso do delivery, o Mokai deu início a um projeto-piloto de expansão na cidade de Xangri-lá, também no Rio Grande do Sul, apenas com o serviço de entrega. Deu certo e agora a rede já conta com unidades também em São Paulo e agora no Barro Preto, região Centro-Sul de Belo Horizonte. A meta é fechar 2021 com dez lojas, inclusive em outros pontos de São Paulo.

“Esta é nossa sétima unidade. Vamos inaugurar mais uma em São Paulo, outra no Rio Grande do Sul e uma em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A pandemia acelerou o processo de digitalização do mercado gastronômico e fez com que aumentasse a aposta no crescimento de dark kitchens para os próximos anos. Nosso objetivo é apresentar operações mais enxutas e ter mais marcas dentro de uma só empresa“, revela.

O plano parece ousado, mas está bem consolidado, já que nos primeiros meses deste ano a rede cresceu 40% seu faturamento comparado ao mesmo período dos anos anteriores. A expectativa é que o faturamento no final de 2021 chegue na casa dos R$12 milhões.

Especificamente sobre a unidade da capital mineira, em operação há cerca de um mês, Dornelles diz que está indo bem e que não está descartada a hipótese de se transformar em uma unidade tradicional no futuro. “BH era um sonho. A cidade tem uma economia interessante e clima favorável para comida japonesa”, resume.

Por fim, o empresário atribui o sucesso da rede à experiência gastronômica dos sabores, texturas e aromas de opções consagradas da marca, como Shake Brócolis, Nelsiranja, Gunkan Ebi e os combos de hot doces e gunkans especiais. Porém, ressalta que a experiência estética também é uma marca registrada do Mokai. Não apenas pelo design das peças, mas também das embalagens.

“Nosso parceiro Bruno Schilling desenvolveu uma identidade incrível e cheia de personalidade para nossos produtos, nos permitindo entregar uma história em cada refeição. Tanto é que hoje contamos com alguns modelos padrões e outros que são assinados por importantes artistas, o que nos permite levar, literalmente, arte para o nosso cliente”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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