Moody’s confirma nota máxima da Cemig e mantém perspectiva estável

Classificação AAA.br também foi mantida para Cemig D e Cemig GT; agência considera estáveis as condições que sustentam a nota
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Moody’s confirma nota máxima da Cemig e mantém perspectiva estável
Foto: Diário do Comércio/ Arquivo/ Alisson J. Silva

A agência de classificação de riscos Moody’s Local confirmou o rating corporativo da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em AAA.br, a nota máxima na escala nacional, com perspectiva estável. Essa avaliação também se estende para as subsidiárias Cemig Distribuição (Cemig D) e Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT).

Em comunicado ao mercado, a estatal destaca que essa confirmação reflete o forte perfil de negócios da empresa, sustentado por sua posição relevante e diversificada no setor elétrico, além do desempenho operacional consistente e pela gestão financeira pautada em disciplina e prudência.

Essa avaliação reforça a solidez da companhia em um momento marcado por um robusto ciclo de investimentos e por um cenário macroeconômico desafiador. O presidente da Cemig, Marco Aurélio Vasconcelos, avalia que a manutenção da classificação máxima demonstra a capacidade da estatal de conciliar uma agenda de investimentos robusta com uma gestão financeira responsável.

“A confirmação da nota máxima pela Moody’s demonstra a solidez da Cemig e reconhece o trabalho que temos realizado para manter uma companhia financeiramente saudável e preparada para investir”, diz.

O executivo ainda ressalta que a companhia está conduzindo um importante ciclo de investimentos e também vem mantendo a disciplina na gestão dos recursos, o equilíbrio da estrutura de capital e a atenção permanente à eficiência. “Essa combinação é fundamental para garantir a sustentabilidade dos nossos negócios e gerar valor no longo prazo”, completa.

Gestão financeira e investimentos

Cemig
Foto: Guilherme Dardanhan / Cemig

A classificação AAA.br representa, na escala nacional da Moody’s, a avaliação mais elevada de qualidade de crédito. A manutenção da perspectiva estável sinaliza a expectativa de preservação das condições que sustentam a classificação da empresa.

O reconhecimento ocorre em um período em que a Cemig mantém uma estratégia voltada à realização de investimentos e, simultaneamente, à preservação de níveis adequados de liquidez e de uma estrutura de capital eficiente.

Dessa forma, a companhia tem adotado medidas como o alongamento do prazo médio de sua dívida, a gestão estratégica de passivos e a contínua busca pela otimização do custo de capital. Segundo Vasconcelos, a solidez financeira também amplia a capacidade da empresa de executar sua estratégia de longo prazo.

O presidente pontua que uma estrutura financeira sólida oferece condições para “olhar para o futuro” e executar os investimentos necessários com mais responsabilidade. “Nosso objetivo é continuar fortalecendo a Cemig, aprimorando nossos negócios e garantindo que a companhia esteja cada vez mais preparada para os desafios e as transformações do setor elétrico brasileiro”, diz.

Em comunicado, a companhia reafirma seu compromisso com a manutenção de níveis adequados de liquidez e de estrutura de capital eficiente, por meio do alongamento do prazo médio de sua dívida, da gestão estratégica de passivos e da contínua otimização de seu custo de capital.

Avaliação elevada

Em agosto deste ano, a agência Standard & Poor’s Ratings do Brasil elevou o rating corporativo da companhia e de suas subsidiárias Cemig D e Cemig GT na escala nacional, passando de AA+ para AAA, com perspectiva estável. Dessa forma, a empresa passou a ser classificada como AAA, pelas três principais agências de rating, Moody’s, Fitch e S&P.

Na ocasião, a estatal mineira ressaltou que esse upgrade reflete a avaliação da S&P de que a Cemig possui solidez operacional e alavancagem controlada. “Esta ação de rating também reflete a expectativa de que a Cemig seja bem-sucedida nos investimentos, sustentando o sólido desempenho operacional e maior geração de caixa nos próximos anos, o que resultaria em uma queda gradual dos déficits de fluxo operacional de caixa livre”, disse em comunicado.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


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