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Negócios

MRV investe em tecnologia para ganhar eficiência

Empresa adota o Lean Construction

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Companhia mineira utiliza também a metodologia BIM que reúne todas as informações da obra em uma base de dados digital | Crédito: Bruno Correa / NITRO
Companhia mineira utiliza também a metodologia BIM que reúne todas as informações da obra em uma base de dados digital | Crédito: Bruno Correa / NITRO

A construtora mineira MRV vem investindo em soluções tecnológicas em busca de eficiência e melhores resultados operacionais. O objetivo para este ano de 2022 é aprimorar a linha de produção, agregando mais qualidade aos métodos construtivos e segurança aos operários.

Para tanto, a companhia expande a aplicação da filosofia Lean Construction (Construção Enxuta) em seus canteiros de obras. Até o final deste ano, quase a totalidade de seus empreendimentos serão concebidos a partir dessa filosofia, que racionaliza os processos construtivos de modo a evitar desperdícios, como o retrabalho, a superprodução, o estoque, movimentações desnecessárias, esperas, transportes e processos que não agregam valor. Além disso, a MRV tem como objetivo formar sua equipe com a visão da produção enxuta para solidificar esse modelo de produção.

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Dessa maneira, a construtora mira na sustentabilidade de seus empreendimentos, com foco na elevação do nível de eficiência e produtividade das operações, redução de prazos, melhor qualidade das moradias entregues e, também, do ambiente de trabalho em que os operários atuam (detalhes abaixo).

Linha Verde – “Atualmente já temos 90 obras sendo executadas dentro desse novo conceito, que batizamos de ‘Linha Verde’, e tem trazido resultados bastante positivos. Em termos de eficiência, notamos um ganho de 15%. E em termos de prazos, verificamos uma redução de 5% a 10%. São dados preliminares e que certamente ficarão mais significativos, com quocientes ainda maiores, conforme ampliarmos adoção desse modelo”, destaca a coordenadora de planejamento estratégico de obras da MRV, Maria Gabriela Guimarães.

Na prática, segundo ela, essa mudança se dá a partir do dito ‘chão de fábrica’, onde ocorre um processo de especialização de operários e, também, de habilitação para atividades multifuncionais. “O objetivo é garantir flexibilidade na operação. Atualmente, nossas esteiras de trabalho são divididas por pacotes, e as equipes trabalham com suas atividades já padronizadas e no ritmo adequado para a produção diária. Dessa forma, com o sequenciamento de obras, elas vão ficando mais produtivas, oferecendo mais qualidade, segurança, gerando menos desperdícios e agregando mais valor ao produto final”, explica a coordenadora.

Metodologia BIM – Outra frente de atuação que corrobora para a expansão desse processo é o uso da metodologia BIM (Building Information Modeling), que garante maior agilidade, eficiência e, sobretudo, qualidade na aplicação dos materiais e dos métodos construtivos adotados.

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Todos os projetos que estão em andamento na MRV, atualmente, já nasceram dentro da metodologia BIM

Desde janeiro de 2021, 100% dos projetos que estão em andamento na MRV já nascem dentro desse novo conceito de metodologia em 3D, que substitui as tradicionais plantas de construção e reúne todas as informações de uma obra em uma única base de dados, totalmente digital.

“Todos os lançamentos que estão em execução foram criados a partir do BIM. Nenhum projeto nasce mais sem o uso dessa tecnologia”, destaca o gestor executivo de projetos da MRV, André Jorge de Souza e Souza.

Dentre as principais vantagens observadas, ele cita a facilidade de compatibilização das estruturas das edificações projetadas com sistemas de hidráulica e elétrica.

“Antigamente isso era feito a partir da sobreposição de plantas e havia muitos conflitos. Alguns, inclusive, só eram identificados durante a execução das obras ou até mesmo depois. Ao mudar o processo de modelagem, com a construção virtual, a assertividade passou a ser muito grande. O projeto nasce praticamente compatível entre si. Tudo é testado ainda na fase de planejamento”, enfatiza Souza.

Ele também menciona a possibilidade de melhor aproveitamento e ocupação de terrenos. “O BIM ajuda muito nesse sentido. A topografia dos terrenos é captada por drones, e o conteúdo já é imediatamente traduzido para o software de modelagem. Dessa forma, fica muito mais fácil buscar soluções em cima de um modelo 3D”.

Outra vantagem é a possibilidade de rastrear eventuais problemas futuros. “Por reunir todas as informações que envolvem a construção, o BIM funciona como um data-base para a toda cadeia. É um banco de dados que fica guardado para a eternidade e pode ser acionado a qualquer momento. Tudo isso se reflete em qualidade e segurança”.

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