Nas últimas semanas, o movimento entre corredores, bancas e lojas do mercado está maior - Crédito: Divulgação

Mundialmente conhecido pela tradição e diversidade dos produtos ofertados, o Mercado Central de Belo Horizonte recebe mais de um milhão de pessoas todos os meses. Com a proximidade de datas e festas típicas, como o Natal e o Ano Novo, a movimentação fica ainda maior. Belo-horizontinos e turistas chegam em busca de itens para montar as ceias, como carnes, frutas e castanhas, além de presentes típicos e diferenciados que expressem a essência de Minas Gerais.

De acordo com o presidente do Mercado, Geraldo Henrique Figueiredo Campos, nas últimas semanas, o movimento entre corredores, bancas e lojas está maior. Segundo ele, o clima natalino já toma conta das pessoas que circulam pelo Centro da cidade e o cenário econômico mais favorável também.

“Não sei estimar em quanto aumentou ou em quanto deveremos elevar nossas vendas neste ano. No entanto, já percebemos um incremento, principalmente porque o Natal do ano passado foi bem limitado em termos de consumo. Acredito que, neste ano, as pessoas estão comprando mais e com maior consciência”, disse.

Para o comerciante, o melhor ambiente econômico está entre os fatores que justificam a expectativa na alta das vendas, com a queda da inflação e do desemprego. Além disso, ele acredita que a injeção de dinheiro na economia, como a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) também funcionará como alavanca.

“Há, ainda, a expectativa do pagamento do 13º do funcionalismo público do Estado, que fará toda a diferença no consumo da cidade. Além disso, o repasse para os municípios e o pagamento dos funcionários do interior também, porque muita gente sai das cidades pequenas para comprar na Capital”, explicou.

Estoques – Diante da expectativa, os lojistas já preparam o estoque para o aumento da demanda. De acordo com Campos, os produtos mais procurados nesta época do ano são frutas, castanhas, peixes, carnes e aves para as ceias, bem como itens de artesanato, bebidas, doces, queijos e iguarias para presentear. Ele, inclusive, deu uma dica para quem tradicionalmente costuma servir carne de boi na noite de Natal e Ano Novo, já que o preço subiu muito nas últimas semanas, em virtude da maior demanda por parte do mercado chinês.

“Uma boa opção são as aves, já tradicionais para esta época do ano, e o bacalhau, produto muito encontrado no Mercado Central. Ainda não percebemos o aumento dos preços destes itens que podem ser alternativas para esta época do ano”, destacou.

Sobre o desempenho de 2019, o presidente disse que, no geral, ainda foi possível observar reflexos da economia negativa nos anos anteriores. De toda maneira, ele ponderou que o movimento foi melhor que a média do comércio do Centro da cidade, tendo passado pelo tradicional ponto turístico cerca de 1,2 milhão de pessoas por mês. Para Campos, o que contou para isso foram os diferenciais das lojas que “entregam tradição, variedade e mineiridade aos clientes”.

Para 2020, as expectativas são melhores. O comerciante acredita que o consumo tende a continuar crescendo no País, a partir da recuperação da própria economia, da retomada da construção civil, responsável por um grande volume de empregos, e pela expectativa de retomada das atividades no Centro de Convenções Israel Pinheiro da Silva (Minascentro), na região Central da Capital.

“O Minascentro é um diferencial para o Mercado Central. Estamos animados com a perspectiva de retomada dos eventos, após a licitação que ocorreu no início do mês”, disse. O centro de convenções está em obras desde janeiro de 2018 e, recentemente, foi ofertado à iniciativa privada.

Lojistas – Entre os lojistas, o tradicional aumento do movimento de fim ano começa a ser percebido, mesmo que de forma tímida. De acordo com a supervisora da Roça Capital – loja especializada em produtos da gastronomia mineira -, Brunella Loredo Santana Mota, os consumidores já estão aparecendo com mais frequência e consumindo mais.

Segundo ela, a expectativa é de que as vendas aumentem em torno de 10% neste período em relação à mesma época do ano passado. “O maior apetite pelo consumo, que a melhora da economia está proporcionando, deve impulsionar a venda de doces, queijos, cafés e cachaças que oferecemos na loja. São ótimas opções para presentes”, destacou.

Da mesma maneira, o vendedor da Ronaldo Licores – especializada em bebidas diversas -, Paulo Sergio Godinho, disse que as expectativas quanto às vendas do fim de ano são otimistas. “Ainda é cedo para falarmos em números, mas acredito que o movimento vai ser maior. A questão é que o brasileiro deixa para comprar de última hora. Então, estamos aguardando já com estoque de bebidas de todos os tipos”, finalizou.