New Holland investe R$ 2,8 milhões em centro de treinamento em Uberaba

Centro de Treinamento New Holland terá máquinas, simulador e aulas práticas para aproximar estudantes das tecnologias usadas no campo
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New Holland investe R$ 2,8 milhões em centro de treinamento em Uberaba
Complexo de ensino e inovação da New Holland contou com a parceria da Nova Holanda | Foto: Divulgação New Holland

Um dos principais desafios para o avanço do agronegócio é a falta de mão de obra capacitada para operar equipamentos cada vez mais tecnológicos. Nesse cenário, a New Holland, em parceria com a Nova Holanda, investiu R$ 2,8 milhões na construção do Centro de Treinamento New Holland, instalado na Cidade do Agro, novo complexo de ensino e inovação da Universidade de Uberaba (Uniube), em Uberaba, na região do Triângulo. Com o novo centro de treinamento, a expectativa é reduzir o gargalo ao aproximar a formação acadêmica da realidade encontrada no campo.

Conforme o gerente de treinamento da New Holland para a América Latina, Gabriel Vieira, o espaço universitário é o primeiro do Sudeste e foi criado com o objetivo de levar conhecimento prático à formação de profissionais para o agronegócio. A iniciativa surgiu a partir da percepção de que profissionais em formação chegavam ao mercado com dificuldades para compreender as tecnologias utilizadas no campo.

“O objetivo principal é aproximar a formação acadêmica da realidade do agronegócio. Os profissionais que estavam sendo formados chegavam ao mercado carentes de entender as tecnologias, de saber como é na prática nas fazendas e, por consequência, como os nossos produtos funcionam. Com o viés da indústria, queremos levar o conhecimento prático para a formação acadêmica”, diz.

Com o investimento, a New Holland equipou o centro de treinamento com máquinas e soluções que passaram a integrar as atividades da fazenda-escola da Cidade do Agro. Em parceria com a concessionária Nova Holanda, foram disponibilizados dois tratores (TL5.80 e T6.140), uma colheitadeira de grãos CR 6 e um pulverizador Defensor 2500, equipamentos que serão utilizados na formação técnica dos estudantes e em programas de capacitação. Haverá ainda um simulador cockpit de operação de colheitadeiras CR.

A New Holland também investiu na capacitação do corpo docente da universidade, preparando professores para abordar as demandas do mercado e as novas tecnologias empregadas no setor. A expectativa é alcançar aproximadamente 8 mil estudantes por ano nos cursos de graduação ligados ao agronegócio. O público inclui alunos das modalidades presencial e virtual.

Para viabilizar as aulas a distância, o centro de treinamento e a fazenda são equipados com câmeras. Dessa forma, estudantes do formato virtual também podem acompanhar o funcionamento dos equipamentos e as atividades realizadas no campo. Na modalidade presencial, os alunos terão contato direto com as máquinas em uma fazenda real, que terá plantio, manejo, colheita e produção. A parceria também prevê a participação dos produtos New Holland nas diferentes culturas cultivadas pela universidade, entre elas estão, por exemplo, citros e grãos.

“Nós vamos apoiar algumas matérias específicas dos cursos voltados para o agronegócio, como a mecanização agrícola e a agricultura digital. No geral, nas faculdades tradicionais são matérias de currículo e, muitas vezes, somente com os conceitos. A gente traz o diferencial de levar esse conhecimento aprofundado e aplicado à prática. O estudante verá a tecnologia, vai entender como ela funciona e vai vivenciar isso através dessa fazenda. A New Holland apoia, justamente, nessa conexão entre o conceito com o que é de fato, para deixar a mão de obra mais capacitada e competitiva”, frisa.

Ainda segundo Vieira, existia uma premissa de que o agronegócio era ultrapassado ou desconectado. Mas o que se vê hoje são máquinas e o agronegócio com várias soluções digitais. Por isso, a aproximação da atividade com a formação acadêmica é essencial.

“Hoje, os nossos produtos têm automação baseada em inteligência artificial (IA), eles trabalham com máquinas conectadas e têm tecnologias sustentáveis. Então, os estudantes precisam entender um pouco desse ciclo. O projeto visa, justamente, promover essa aproximação. Queremos investir nas pessoas para que a gente consiga transformar essa tecnologia em resultado para o campo e para a sociedade”, diz.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.

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