Livro resgata trajetória de Silviano Brandão, o mineiro que morreu antes de assumir a Vice-Presidência

Livro O Contorno da Injustiça revisita destaca um dos importantes nomes da política mineira e nacional
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Livro resgata trajetória de Silviano Brandão, o mineiro que morreu antes de assumir a Vice-Presidência

Em 1902, Minas Gerais emplacou um nome na chapa vitoriosa da sucessão presidencial. Francisco Silviano de Almeida Brandão, então presidente do Estado, foi eleito vice ao lado do paulista Rodrigues Alves, mas morreu antes da posse e acabou substituído por Afonso Pena, também mineiro. A morte ocorreu em Belo Horizonte, em 25 de setembro daquele ano.

É essa trajetória que o livro O Contorno da Injustiça revisita. A obra é de Antonio Rocha Miranda, de 89 anos, síndico do Edifício Acaiaca e presidente do Instituto Prisma, e chega ao público em meio à reta final das Eleições 2026, cujo primeiro turno acontece neste domingo (4).

Quem foi Silviano Brandão

Nascido em 1848 em Santana do Sapucaí, atual Silvianópolis, no Sul de Minas, Silviano Brandão começou a carreira política na terra natal. Formado em Medicina no Rio de Janeiro, passou pelos cargos de deputado provincial, deputado geral, senador estadual e presidente do Senado mineiro, além de secretário do Interior e Justiça. Governou o Estado entre 1898 e 1902.

Na Assembleia, defendeu a integridade territorial de Minas, a definição das divisas com São Paulo e a criação dos municípios de Ouro Fino, São José de Além Paraíba e São João Nepomuceno. À frente do governo estadual, priorizou a agricultura, então a principal fonte de riqueza mineira.

Seu nome também está ligado a um capítulo decisivo da Primeira República. Foi a ele que o presidente Campos Sales recorreu para indicar um vice mineiro para Rodrigues Alves, acordo apontado como a primeira aliança política entre Minas e São Paulo, os dois estados mais ricos e com as maiores bancadas federais da época, e que daria origem à chamada política do café com leite
Exemplo – O lançamento às vésperas da eleição não é casual. Para Rocha Miranda, todo candidato a cargo eletivo deveria conhecer a trajetória de Silviano Brandão, menos como registro histórico e mais como ponto de partida para refletir sobre o papel, a responsabilidade e o compromisso de quem se propõe a ocupar a vida pública. A intenção, segundo a divulgação do livro, é abrir conversa com jornalistas, autoridades e candidatos sobre o legado do ex-presidente mineiro.

Do Acaiaca ao hipercentro

A relação do autor com a vida pública não se limita às páginas. Há dez anos à frente do Edifício Acaiaca, um dos símbolos arquitetônicos de Belo Horizonte, Rocha Miranda tem atuado na revitalização do hipercentro da Capital, com ações já executadas e outras em andamento.

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