Os sotaques da mídia no Brasil

Planejamento é essencial ao sucesso
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Os sotaques da mídia no Brasil
Com o aumento das fontes de notícias na internet, cresce também a importância da credibilidade da autoria desses conteúdos | Crédito: Gerd Altmann por Pixabay

A diversidade em seus mais diferentes aspectos é marca tradicional do Brasil. Na cultura, na raça, na gastronomia, na música, no esporte, na economia e até no sotaque. De Norte a Sul do País, uma mesma palavra pode ter variados significados. E um mesmo objetivo, característica ou ação pode ser denominado de múltiplas maneiras. Quer ver só? Bergamota, tangerina, tanja, mimosa ou simplesmente, para nós mineiros, mexerica. E a mídia, será que ela também acompanha essa diversidade Brasil afora?

Estudo feito pela Kantar Ibope Media mostra que a relação das pessoas com a mídia também acompanha essa diferenciação. Por isso, um bom planejamento de marketing leva em conta fatores como a intensidade de consumo, a confiança das audiências nas informações recebidas e a maneira como o consumidor acompanha as transformações dos meios, por exemplo.

A começar pela concentração da verba publicitária, é possível observar a diferença da distribuição de agências ou de anunciantes exclusivos de uma região para outra. A origem se concentra no Sudeste, dada à presença das maiores contas e maior custo de mídia. Mas o Nordeste e o Sul disputam o segundo lugar. Cada um detém cerca de 20% dos anunciantes que atuam somente em uma região e das agências locais.

Transformação digital mantém a força das mídias tradicionais

O levantamento da Kantar traz um recorte para os diferentes meios de veiculação de mídias existentes no País. Em primeiro lugar, é importante ressaltar o advento da conectividade e a importância da ressignificação das fontes de conteúdo. É a famosa transformação digital.

O estudo mostra, por exemplo, que mesmo com uma enxurrada de estímulos de vídeo e áudio, que tomam cada vez mais conta da internet, a leitura ainda tem espaço na vida do consumidor. E quando consolidados os portais de notícias e as versões tanto impressas como digitais dos jornais e revistas, estas fontes de informação são adotadas por mais de 60% dos consumidores em cada região. No Sudeste esse número chega a 61%. Mas no Centro-Oeste é ainda maior: 70%.

Mas vale dizer que as versões on-line de jornais e revistas recebem, em média, quase 50% a mais de tempo dedicado do leitor, se comparadas às versões impressas.

Além disso, com o aumento das fontes de notícias na internet, cresceu também a importância da credibilidade da autoria desses conteúdos. Mais de 75% dos consumidores afirmam verificar a fonte de uma notícia recebida on-line e cerca de um terço segue nas redes sociais os mesmos jornais e revistas que já conhece e confia.

Áudio e Vídeo

O consumidor brasileiro tem ressignificado sua relação com a TV e com o vídeo em geral. Mais de um terço dos respondentes afirma que assiste mais TV do que antes dada a oferta crescente de serviços de vídeo on-line. Além disso, pelo menos 74% assistiram vídeo on-line uma vez em um mês. A posse de TV conectada também chegou a 60% em 2022. No Nordeste, os serviços de transmissão de TV on-line mudaram a forma que 47% das pessoas assistem à programação. Já no Centro-Oeste 78% da população possui aparelho conectado.

Na categoria de áudio, em todas as regiões onde o consumo de rádio foi mensurado, o meio alcança pelo menos 80% da população. E acompanha por mais de 3 horas diárias a rotina das pessoas. As praças com maior alcance são Belo Horizonte (89%) e Fortaleza (84%).

Mas o meio também vem se transformando com as possibilidades de conexão pelos canais digitais. Mais de 30% dos consumidores afirmam que a possibilidade de ouvir rádio também on-line mudou sua forma de consumo. Há ainda as plataformas de streaming de áudio. Essas já são usadas por cerca de 70% dos consumidores conectados, e as regiões Nordeste e Centro-Oeste se destacam no consumo de podcasts.

E as redes sociais?

Essas são unanimidade entre os conectados. Acessadas por mais de 80% em todas as regiões, e por mais de 90% quando consideradas somente aqueles com acesso à internet, ou seja, 9 entre 10 consumidores conectados estão nas redes sociais. É também por isso que concentraram mais da metade do investimento publicitário digital em 2022, segundo dados do Digital Ad Spend em parceria com a Kantor Ibope Media.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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