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Problemas do País são discutidos pela ADCE

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A empresa é indispensável para resgatar as pessoas da pobreza, sendo justos e honestos, afirma Sérgio Cavalieri - Crédito: Divulgação

O Congresso Nacional da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE) e da União Internacional de Dirigentes Cristãos de Empresa (Uniapac), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), realizado nos dias 26 e 27, em Belo Horizonte, teve como tema “Construindo um novo Brasil”.

O encontro reuniu líderes e influenciadores nos setores empresarial, acadêmico, governamental, jurídico, social e ambiental do Brasil para debater os atuais problemas econômicos e sociais do País, que exigem uma postura ética e o resgate de valores como princípios.

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No painel “Ética empresarial: Liderança e cultura de integridade”, a mensagem que ficou é sobre a responsabilidade dos líderes na criação de uma cultura que tenha os valores traduzidos na prática. Nas palavras do presidente da ADCE Brasil, Sérgio Cavalieri:

“Devemos pensar no desenvolvimento das empresas junto com o desenvolvimento da comunidade. A empresa é indispensável para resgatar as pessoas da pobreza, sendo justos e honestos. E só vamos dar certo fazendo a coisa certa, do jeito certo”, afirmou Cavalieri.

No mesmo sentido, o vice-presidente da Fiemg, Teodomiro Diniz, destacou a importância das pessoas dentro das empresas. Para o empresário, são elas o meio e o fim da atividade empresarial. As empresas focadas apenas no seu bom desempenho financeiro estão fadadas a desaparecer.

“O capital de toda empresa é da sociedade e não da empresa. Nossa missão, como empresários, é ser eficientes e transparentes. Somos uma ferramenta clara de desenvolvimento da sociedade. A responsabilidade que nos cabe é muito mais que gerar emprego e lucro. É gerar bem-estar social”, explicou Diniz.

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De outro lado, o presidente da Fundação Dom Cabral (FDC), Antonio Batista, chamou a atenção para a crise de liderança que atravessa não só o Brasil, mas todo o mundo. Para ele, ela advém de uma crise de confiança nas instituições.

“Precisamos de lideranças éticas e cooperativas para resolver os problemas do País. O Brasil vive uma desigualdade com a qual não podemos mais conviver. O mecanismo de saída é a educação. Ela é transformadora”, avaliou Batista.

O segundo painel, “Empreendedorismo, novas tecnologias e o futuro do trabalho”, tratou, entre outros temas, de quais caminhos serão trilhados pelos trabalhadores a partir do desenvolvimento tecnológico. Enquanto uma corrente diz que o mundo do trabalho irá se adaptar às novas tecnologias assim como aconteceu em outros momentos de disruptura, como a criação da máquina a vapor e a chegada da eletricidade, outra prevê que o mundo será dividido entre uma massa com emprego e outra não apenas sem trabalho, mas sem utilidade, como conhecemos hoje. O empreendedorismo como saída pode ser uma das possibilidades.

Para a diretora executiva do Bradesco, Glaucimar Peticov, a tecnologia é um acelerador das mudanças, então é preciso saber com as empresas devem fazer para que as pessoas revisitem suas capacidades para se manterem úteis diante de tantas mudanças.

“São as competências humanas que diferem os profissionais. Precisamos de gestores capazes de utilizar o exemplo para as mudanças comportamentais”, completou Glaucimar Peticov.

Confiança é principal ativo da economia

No segundo dia do Congresso Nacional da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE) e da União Internacional de Dirigentes Cristãos de Empresa (Uniapac), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte, a sustentabilidade foi o principal tema.

Com o tema “Construindo um novo Brasil”, o evento foi dividido em três painéis: “Valores e o papel das pessoas para um país em transformação”; “Desafios e oportunidades de empreender com sustentabilidade”; “Sociedade 5.0: sustentabilidade, inclusão e o poder das pessoas” e a palestra magna “A nova era para os negócios e para o Brasil: inovação, empresas 4.0 e sustentabilidade”.

A sócia-fundadora da consultoria Symballein, Carmen Migueles, participou do primeiro painel. Para ela, somos um país em que a vida tem valor relativo e que os números crescentes de acidentes de trabalho faz com que o exista uma verdadeira diáspora de cérebros brasileiros para o exterior.

Após cinco anos em queda, o número de mortes por acidente de trabalho voltou a crescer no Brasil. De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), no ano passado foram registrados 2.022 óbitos, enquanto em 2017, foram computadas 1.992 mortes em ofício. Anteriormente, o último crescimento registrado foi entre 2012 e 2013, quando o índice saltou de 2.561 para 2.675.

“A confiança é o principal ativo da economia de um país. Esses números mostram o quanto o Brasil desperdiça talentos. Temos tudo que precisamos para sermos mais ricos, mas isso se tivermos os valores certos e cooperação para destravarmos a competitividade do País”, afirmou Carmen Migueles.

O presidente do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Luiz Carlos Motta Costa, ponderou sobre a sustentabilidade como ferramenta também para o sucesso financeiro de uma empresa. De acordo com uma pesquisa do Green Brands Global Survey, realizada em 2009, 73% dos brasileiros planejam aumentar seus gastos com produtos e serviços verdes, sendo que 28% deles estão dispostos a destinar quantias até 30% maiores. Em eventos, por exemplo, a sustentabilidade pode gerar até R$ 3 de retorno para cada real investido. A base deste cálculo é o SROI (Social Return of Investment, ou Retorno Social do Investimento, em português), instrumento que afere o retorno socioambiental de valores investidos em eventos por meio da mobilização de patrocinadores, investidores, colaboradores e apoiadores em ações específicas.

“Mais do que retorno financeiro – que é muito importante -, as empresas que investem em sustentabilidade encontram a oportunidade de influenciar positivamente o futuro da humanidade”, destacou Costa.

No mesmo sentido: “Negócios geram riquezas e não lucro. Devemos levar nossos valores para dentro das companhias: honestidade, integridade, verdade e esperança”, completou a diretora de operações do Instituto Capitalismo Consciente, Daniela Garcia.

Segundo o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, a solução e grande desafio da humanidade é ter uma escuta ativa e afetuosa sobre os problemas do outro.

“Dar ouvidos ao clamor dos pobres, dos sofredores, dos marginalizados é um remédio determinante se quisermos ser cidadãos que podem contribuir mais para o bem comum”, completou Azevedo.

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