CFO do grupo, Camilo Lelis, explica que o aumento de receita foi motivado, principalmente, pela operação Lab-to-Lab. Créditos: Leo Lara/Divulgação

O segmento Lab-to-Lab – aquele em que uma grande empresa de medicina diagnóstica presta serviços para pequenos laboratórios – foi o principal responsável pelos resultados positivos do grupo mineiro Pardini no ano passado.

A companhia divulgou, ontem, o balanço do 4º trimestre de 2018, que aponta um crescimento de 7,2% na receita bruta de 2018 em relação a 2017, chegando a um total de R$ 1,297 bilhão.

Apesar desse crescimento, a empresa fechou o ano passado com queda de 4,9% no lucro líquido, o que pode ser explicado pela diminuição de capital aplicado em decorrência da sua utilização para aquisições de empresas.

O CFO do grupo, Camilo Lelis, explica que o aumento de receita foi motivado, principalmente, pela operação Lab-to-Lab, que oferece serviços de apoio a cerca de 6 mil laboratórios em todo o Brasil.

Só nesse segmento, a receita bruta em 2018 foi de R$ 686,9 milhões, o que significa um crescimento de 3,6% sobre 2017.

“A partir do terceiro trimestre de 2018, adotamos uma série de ações de atendimento aos clientes nesse segmento, o que trouxe muito resultado para o grupo. Entre essas ações está o lançamento de um setor de atendimento dedicado só ao Lab-to-Lab”, afirma.

Além disso, o executivo cita a melhoria no serviço de integração do sistema do grupo Pardini com as plataformas dos clientes, além do crescimento da operação nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com o balanço, o número de clientes nesse setor cresceu 6,4%, considerando os números do quarto trimestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017.

Durante todo o ano de 2018, o Pardini processou 92,8 milhões de exames, o que representa um aumento de 10,9%, em relação a 2017.

Lelis chama a atenção para o Ebitda ajustado no 4º trimestre de 2018, que ficou em R$ 52,5 milhões e é 14,8% superior ao mesmo período de 2017.

Segundo ele, embora a empresa tenha vivido momentos muito semelhantes nesses dois anos, inclusive fazendo aquisições nos dois exercícios, o ano de 2017 foi mais desafiador em termos de competitividade.

“Enfrentamos muita concorrência no mercado Lab-to-Lab em 2017 e isso nos levou a reagir e apostar nesse segmento, o que refletiu nesse resultado mais positivo em 2018”, avalia.

Apesar do aumento de receita bruta, o grupo Pardini registrou queda de 4,9% no lucro líquido, chegando a R$ 123,4 milhões.

De acordo com o CFO, isso aconteceu porque o grupo precisou lançar mão de parte de capital investido para a aquisição de empresas, no ano passado.

O executivo afirma que a empresa não faz projeções para o ano de 2019, mas garante que o clima é de otimismo e a expectativa é para novo crescimento em relação a 2018.

Entre as ações de destaque do grupo para este ano está a inauguração Projeto Enterprise, que começou a ser desenvolvido em meados do ano passado.

Realizado no Núcleo Técnico Operacional (NTO), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), esse será o maior projeto de automação laboratorial do mundo e duplicará a capacidade produtiva da companhia, podendo alcançar até 160 milhões de exames ao ano.