Rede Inspira compra Magnum Cidade Nova

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Rede Inspira compra Magnum Cidade Nova
Desde o dia 22, a equipe da Inspira está conhecendo a equipe do Magnum e todas as dependências | Crédito: Divulgação

Com o futuro ainda incerto para a educação na capital mineira, diante do cenário pandêmico e mesmo com a autorização pela prefeitura para que crianças de até 5 anos e 8 meses de idade retornem às escolas a partir da próxima semana, muitas escolas particulares da cidade não estão tendo outro caminho a não ser fecharem, de vez, as portas.

Antes de chegar ao ponto crítico, porém, alguns proprietários recorrem a alternativas, como a venda do negócio ou a incorporação a grandes grupos, como forma de mantê-lo em funcionamento.

Foi o que fizeram os sócios-fundadores – o casal José Bruña Alonso e Marly Palhares Alonso – do tradicional Colégio Magnum Cidade Nova, que acaba de ser incorporado à Inspira Rede de Educadores, uma das três maiores operadoras de escolas do Brasil, com 51 unidades de ensino.

De acordo com o diretor Magnum, Eldo Pena Couto, a decisão ocorreu em vistas de manter o legado e a qualidade que o colégio sempre teve. Segundo ele, o atual momento da educação no mundo exige muitos investimentos em inovação e, para isso, é necessário ter mais recursos de alavancagem, o que pela fase de vida pessoal dos fundadores não seria possível sem uma captação de recursos no mercado financeiro.

Antes mesmo das exigências legais, logo no início da pandemia, o Magnum Cidade Nova investiu fortemente em treinamento da equipe e nas estruturas tecnológicas. No entanto, a tendência é que esses investimentos sejam cada vez mais necessários e, para um colégio 100% privado, a melhor saída para obter esses recursos são os financiamentos externos ou a associação a grandes grupos.

“Uma rede como a Inspira, com capacidade de investir e transferir expertise em tecnologia, mantendo os princípios, a linha pedagógica e a equipe do Magnum, foi a melhor solução. Com a Inspira temos a grande vantagem de manter a linha pedagógica e formativa do colégio e isso foi o que motivou a decisão dos fundadores”, justificou.

Couto: conduta será mantida | Crédito: Divulgação

Couto garante a continuidade da metodologia pedagógica, bem como a qualidade do serviço prestado a alunos e pais, bem como o ambiente oferecido aos profissionais da educação. Para isso, conforme ele, serão mantidos os valores do colégio e o corpo diretivo. Também por isso, a escolha pela Inspira.

É que para os fundadores, os resultados obtidos no ranking nacional das melhores escolas do País colocaram o Magnum, nos últimos anos, no foco das grandes redes. Porém, eles não viam a possibilidade de venda ou de parceria com essas marcas, em função do objetivo de manter o legado criado com os pilares de melhor ensino, fortes valores humanos/formativos e religiosos.

Segundo argumento da direção do Colégio Magnum Cidade Nova, a Inspira tem como prática manter os valores, a linha pedagógica e a gestão das escolas encampadas. A rede também defende que a educação básica é um fenômeno local e somente desenvolvendo as escolas, o ensino e o país serão transformados. Portanto, a ideia é sempre manter tudo o que torna essas escolas como referência e, paralelamente, agregar tecnologia de ponta, inovação e otimização dos processos operacionais, expertise em aprendizagem adaptativa e metodologia de ensino híbrido.

Transição do Magnum Cidade Nova para Inspira Rede de Educadores

O processo de transição já começou. Desde a última quinta-feira (22), a equipe de apoio da Inspira está conhecendo a equipe do Magnum e todas as dependências da escola. “A proposta da Inspira é dar continuidade ao trabalho já desenvolvido. Daqui pra frente seguiremos com nosso trabalho no Magnum, como sempre foi, porém, com o suporte da equipe da Inspira Rede de Educadores, que está sediada no Rio de Janeiro”, completou o diretor.

Por fim, Couto lembrou os desafios que a educação brasileira tem pela frente: “Temos como grande desafio a questão econômica do País e a perda da renda de muitas famílias. Paralelamente, o setor de educação vivencia a necessidade de investimento em infraestrutura e formação de professores. Como a pandemia, as ferramentas tecnológicas, que eram uma pequena parte da escola, passaram a ter um papel muito maior na transmissão e na qualidade do ensino e da formação. Nesse momento incerto é fundamental que as instituições de educação tenham um grande potencial de inovação”, avaliou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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