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RKM Engenharia aposta no novo normal

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Crédito: Divulgação
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Enquanto as incertezas quanto ao Covid-19 ainda rondam a ciência e a maioria dos setores econômicos, em virtude da crise financeira causada pela pandemia, alguns segmentos e empresas encontraram nas mudanças impostas pelo cenário uma maneira de evidenciar e impulsionar seus negócios. Este é o caso da RKM Engenharia, cujos diferenciais dos empreendimentos passaram a ser entregues como valor agregado.

É o que conta o diretor financeiro da construtora, Rodrigo Junqueira. Segundo ele, os projetos que já eram desenvolvidos com aspectos relacionados à saúde e ao bem-estar dos moradores e produtos e serviços complementares, como espaços voltados para atividades profissionais e de lazer, passaram a acrescentar outros atributos. Entre as características adicionadas, acesso exclusivo para home office e entrada para delivery com área de desinfecção.

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“Alguns aspectos e tecnologias já vinham sendo desenvolvidos e foram acelerados pela pandemia. Determinados pontos inevitavelmente serão passageiros, mas muitos ficarão como legados e já são vistos hoje como valor agregado pelo consumidor – que também passou a apreciar mais o ambiente residencial e o familiar. São tendências que vieram para ficar”, avaliou.

Sob este aspecto, a empresa lança, nos próximos meses, mediante aportes de R$ 48 milhões, o Edifício Sereno, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 160 milhões, o empreendimento contará com 84 unidades distribuídas em duas torres, sendo quatro coberturas duplex.

“A estimativa inicial era lançá-lo em maio, mas com a chegada do coronavírus ao Brasil, todo nosso planejamento precisou ser alterado. Assim, aproveitamos o primeiro semestre e a retração inicial do mercado para realizar algumas adequações no negócio e no projeto. Há outros empreendimentos do tipo em desenvolvimento, mas até pelas incertezas que ainda pairam quanto à retomada, optamos por fazer os lançamos em etapas”, disse, evidenciando, porém, as expectativas positivas da construção civil.

Depois do Sereno, um novo empreendimento está previsto para ser lançado no primeiro semestre do ano que vem. Mas, conforme Junqueira, a depender do ritmo de vendas das unidades, o projeto poderá ser antecipado.

Na primeira metade deste ano, apesar das turbulências causadas pelo Covid-19, a construtora concluiu a comercialização do Residencial Kadosh, também situado em Nova Lima. Este foi o primeiro empreendimento da América Latina a receber o Selo Casa Saudável, que certifica as condições de saúde dos ambientes. Ele demandou aporte de R$ 80 milhões, gerou VGV de R$ 120 milhões.

O Selo Casa Saudável é coordenado pelo Healthy Building World Institute (Instituto Mundial de Construção Saudável) e é a primeira certificação no mundo a considerar aspectos relacionados à saúde e ao bem-estar dos moradores. O sistema, desenvolvido em 2014, baseia-se em rigorosas avaliações, que envolvem iluminação, acústica, elétrica, qualidade do ar e da água, materiais utilizados, desenho arquitetônico, paisagismo, dentre outros. “O Kadosh antecipou algumas tendências e, por isso, foi o sucesso que foi”, resumiu.

Resultados – Com isso, a construtora apurou receita de R$ 35 milhões de receita no primeiro semestre de 2020, o que representou crescimento de 10% sobre a mesma época de 2019. Para o restante do exercício, conforme o diretor financeiro, a expectativa é ainda maior, diante da projeção de retomada efetiva do mercado.

“Ainda teremos um crescimento aquém do inicialmente estimado. Mas deveremos encerrar o ano com evolução entre 30% e 40% das receitas sobre o exercício anterior, o que é bastante favorável por se tratar de um ano bastante atípico na história da RKM e da própria construção civil”, finalizou.

Construtora passa a usar tecnologia blockchain

Sereno terá 84 unidades distribuídas em duas torres e quatro coberturas duplex, com VGV estimado em R$ 160 milhões | Crédito: Divulgação

A startup GrowthTech, que atua na prestação de serviços cartorários ancorados na tecnologia blockchain, e a RKM Engenharia registraram, pela primeira vez na história do mercado imobiliário, dois contratos de compra e venda de apartamentos entre a construtora e seus clientes. Na prática, os imóveis estimados em cerca R$ 1,5 milhão, são os primeiros já realizados utilizando a tecnologia que dá vida a moedas digitais e significa uma mudança importante de paradigma para o mercado.

“O registro no blockchain permite uma relação mais transparente entre todas as partes, desde o comprador até as securitizadoras, que passam a ter a garantia de que todos os compromissos de compra e venda de fato existem”, explica o fundador da GrowthTech, Hugo Pierre. Ele explica que todo o processo foi realizado através de um aplicativo para celular. “Assim, a assinatura e registro foram concluídas e registradas rapidamente e com eficiência e segurança”, reforça.

Hugo explica que para o sistema funcionar, todas as partes envolvidas terão identidades digitais criadas na plataforma. Com isso, é possível validar dados cadastrais e biométricos faciais junto às bases de dados oficiais do governo. “Há também uma ‘prova de vida’ e isso garante a legitimidade da transação e do registro”, explica Hugo.

Para a RKM, este movimento representa uma mudança na maneira como a empresa vai fazer seus novos lançamentos. “Estamos avançando no processo de digitização (Total integração do negócio no ecossistema digital, abandonando estruturas físicas para atuar exclusivamente no ambiente digital). Em novembro teremos o lançamento de um novo empreendimento em Nova Lima e vamos registrar todos os contratos de compra e venda deste novo empreendimento no blockchain”, afirma Rodrigo Junqueira, Diretor Financeiro da RKM Engenharia.

Impulsionado pela pandemia, o processo de digitização dos negócios já é uma realidade para líderes do setor industrial, segundo estudo recente da PwC Brasil, que entrevistou mais de 2 mil empresas em 26 países, sendo 32 delas nacionais. A expectativa é que 5% da receita anual das maiores empresas ouvidas, o que corresponde a US$ 907 bilhões até 2020, seja investido na digitização de funções essenciais das cadeias vertical e horizontal.

No Brasil, a expectativa é que o percentual de empresas que se classificam como avançadas em níveis de digitização e que apostam em um avanço acelerado nessa área nos próximos anos, passe de 9% para 72%, até 2020.

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