Crédito: Alisson J. Silva

A Santa Casa BH (SCBH) dá um passo importante para a criação de seu Instituto de Oncologia, cuja inauguração está prevista para março de 2020. No dia 16 de dezembro, o hospital vai inaugurar o seu segundo acelerador linear – equipamento utilizado para realização de sessões de radioterapia – e ampliará, em cerca de 120%, a capacidade de atendimento aos pacientes oncológicos, além de começar a oferecer radioterapia de corpo inteiro para pacientes que estão em preparação para o transplante de medula óssea.

Orçado em mais de R$ 4,4 milhões, o novo equipamento foi adquirido no início de 2019, com recursos que 20 empresas destinaram à SCBH por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon). Importado da Alemanha, o acelerador linear será instalado em um bunker adequado para radioterapia, recém-construído. A obra foi inteiramente doada e executada pela Direcional Engenharia.

A SCBH possui um acelerador linear que está em funcionamento há cerca de 15 anos. Em 2018, o aparelho viabilizou 82.958 sessões de radioterapia (77.975 em adultos e 4.983 pediátricas).

A construção do bunker que abriga o novo acelerador linear durou 12 meses. Durante todo o período, a Direcional Engenharia manteve oito funcionários próprios na obra, além de outros profissionais terceirizados. Com custo aproximado de R$ 800 mil, a estrutura possui 4,6 metros de altura. As paredes, de concreto armado de 35Mpa, têm espessuras que variam de 67cm a 178cm. “Temos orgulho em participar deste projeto. O nosso compromisso é muito maior do que a doação da obra. Queremos construir esperança para milhares de pessoas, reafirmando a essência da Direcional, que, sempre com humildade, busca contribuir com uma vida melhor para milhares de brasileiros”, afirma o presidente da Direcional, Ricardo Ribeiro.

Desenvolvido pelo Ministério da Saúde, o Pronon incentiva ações e serviços desenvolvidos por entidades, associações e fundações privadas sem fins lucrativos, que atuam no campo da oncologia. O intuito é expandir a prestação de serviços médico-assistenciais; apoiar a formação, o treinamento e o aperfeiçoamento de recursos humanos – em todos os níveis; e realizar pesquisas clínicas, epidemiológicas, experimentais e socioantropológicas.

Empresas que contribuíram – A aquisição do acelerador linear e a ampliação do serviço de radioterapia da Santa Casa BH são possíveis graças a 20 empresas, que destinaram ao hospital, via Pronon, parte de seus impostos devidos. São elas: Ambev, AngloGold Ashanti, Bradesco, Catho, Cristália, Delp, Direcional Engenharia, Grupo NC, Engie, Empresas Alfa, Instituto Hermes Pardini, John Deere, Magnesita, Mercantil do Brasil, Pottencial Seguradora, SABESP, Vaccinar, Vallourec e Vilma Alimentos.

“É um prazer poder contribuir com o desenvolvimento tecnológico de uma instituição referência no cuidado com as pessoas como a Santa Casa BH, uma das premissas que permeiam nossas operações e o nosso jeito de atuar, que é contribuir com a melhoria da comunidade. Assim como a AngloGold Ashanti, a Santa Casa BH também é uma organização centenária. Temos a certeza que a criação do Instituto de Oncologia será um marco na melhora da saúde pública, se refletindo em maior qualidade de vida para os pacientes e toda a população da região metropolitana”, afirma o vice-presidente da AngloGold Ashanti, Camilo Farace.

O Instituto de Oncologia Santa Casa BH vai garantir um aumento significativo na capacidade de atendimento. Além disso, haverá melhoria na qualidade da assistência prestada aos pacientes oncológicos, com atendimento de todas as especialidades oncológicas médicas e equipe multiprofissional completa em único local. Também vai trazer mais humanização dos cuidados e garantir agilidade e assertividade nos processos assistenciais administrativos. (Da Redação)