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Solução para 5G e TV via satélite pode sair do Inatel

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Cerqueira: nosso aparelho é um filtro que separa os sinais | Crédito: Divulgação

A previsão de atraso de, no mínimo, um ano para o leilão da banda para a concessão do serviço de 5G no Brasil é considerado um freio no desenvolvimento de toda a indústria nacional. Enquanto o mercado se prepara, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, no dia 17, o Ato nº 2.934, aprovando os requisitos técnicos e operacionais de uso da faixa de 2.300 a 2.400 MHz (2,3 GHz-TDD).

Também foi publicada a Consulta Pública nº 50 (CP 50), que submete a contribuições da sociedade a proposta de Ato que aprova os requisitos técnicos e operacionais de uso da faixa de frequências de 3.300 a 3.700 MHz (3,5 GHz-TDD). Essas duas faixas fazem parte do edital de licitação para a implementação do 5G no Brasil, em elaboração pela Anatel.

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De acordo com o Coordenador do Laboratório de Pesquisa Woca (Wireless and Optical Convergent Access) do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Arismar Cerqueira, a consulta aberta visa recolher contribuições de pesquisadores e profissionais do setor na busca de uma solução técnica para a questão da interferência entre o sinal de 5G e o sinal da TV aberta transmitida por satélite na referida frequência. No Brasil, 20 milhões de domicílios ainda assistem televisão dessa forma.

“Precisamos encontrar uma solução que, além de técnica, tenha viabilidade econômica e social. Não podemos, simplesmente, implantar uma nova tecnologia e deixar uma parcela tão grande da população sem a sua principal fonte de informação e lazer. Já existem algumas soluções, inclusive brasileiras. Uma delas, desenvolvida por nós. O aparelho é um filtro que separa os sinais dentro da frequência e que deve ser instalado junto à antena”, explica Cerqueira.

Por ocuparem frequências próximas, os sinais de 5G e de TV via satélite podem sofrer interferência levando o sinal analógico a sofrer com os antigos chuviscos e o digital a simplesmente travar. O filtro faz parte de um conjunto de estudos sobre 5G desenvolvido desde 2013. A solução seria acoplada às antenas parabólicas já instaladas e já adaptada às próximas a serem produzidas.

O estudo realizado no Instituto sediado em Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas) terá uma grande repercussão socioeconômica, pois a implementação do 5G resultará em avanços importantes para o País, especialmente no contexto de retomada econômica passada a fase mais aguda da crise sanitária causada pelo Covid-19.




Além de maior velocidade e mais acesso para as áreas remotas, hoje não atingidas pela telefonia 4G, projetos como indústria 4.0, cidades inteligentes e internet das coisas (IoT) dependem da quinta geração de internet móvel para serem concretizados, no entanto, as dificuldades na convivência entre as redes DTH (TV por satélite) e celular 5G, ainda impedem a introdução da nova tecnologia em território nacional. Em julho, em paralelo à consulta pública, será realizada uma nova rodada de testes para buscar uma solução de mercado.

“Digo que a escolha deve levar em consideração questões econômicas e até políticas porque a solução selecionada, seja ela qual for, precisa chegar até as pessoas em qualquer lugar do País e ser instalada. A pergunta é como fazer isso e, principalmente, quem vai pagar por ela. Governo e operadoras vão ter que entrar em um acordo. Quando a TV digital foi implantada no Brasil aconteceu algo parecido e a solução foi um decodificador que o próprio usuário instalava dentro de casa. Dessa vez, provavelmente, será preciso um técnico para fazer a instalação. O custo, então, será maior”, pontua o pesquisador.

Uma outra possibilidade seria mudar a própria frequência dedicada ao 5G, levando o sinal para um espectro mais alto. A inconveniência seria, mais uma vez, de ordem econômica.

“Toda vez que usamos frequências mais altas a tecnologia fica mais cara, além disso, as pessoas seriam obrigadas a trocar todos os seus equipamentos – TV e antena – para ter acesso ao sinal de TV. Uma solução nacional e que seja mais simples me parece a mais adequada”, completa o Coordenador do Laboratório de Pesquisa Woca.

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