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Times mineiros buscam novas formas de gerir o negócio

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Mineirão - Crédito: Agencia i7 / Mineirão
Mineirão - Crédito: Agencia i7 / Mineirão

Capazes de mover multidões, os clubes de futebol ainda padecem de um baixo índice de profissionalização na gestão. Os três maiores times de Minas Gerais – Atlético, América e Cruzeiro – estão buscando novas formas de gerir a empresa, de forma a alcançar a sustentabilidade sem abrir mão dos resultados.

Divulgado no final de 2019, relatório feito pela EY, encomendado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), revelava que o futebol brasileiro, em toda sua cadeia, direta e indiretamente, representa 0,72% do PIB nacional ou um valor total de R$ 52,9 bilhões. Segundo a Sports Value, agência brasileira de marketing esportivo, o esporte bretão profissional chega a movimentar anualmente US$ 756 bilhões no mundo.

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É claro que a pandemia fez um grande estrago nessa cadeia com a interrupção dos campeonatos, times desmobilizados – alguns até encerrando as atividades -, queda na venda de produtos licenciados, impactos logísticos e na cadeia hoteleira – com menos viagens de equipes e torcedores -, e em todo o diversificado e quase infinito universo de atividades econômicas que gravitam em torno do futebol.

Diante de tamanha pujança, o mercado de consultorias em recursos humanos e gestão de talentos busca espaço entre os clubes de futebol. Muito embora sejam usinas de negócios que envolvem cifras milionárias não só na compra e venda de jogadores e patrocínios, mas em tudo que precisa no seu dia a dia, desde o tamanho e sofisticação dos centros de treinamentos (CTs), até insumos básicos como alimentação e produtos de higiene; a maioria dos clubes ainda padece de uma gestão pouco profissionalizada, baseada nas indicações por afinidade.

Para o headhunter e sócio da consultoria Tailor – especializada em recrutamento executivo -, Bruno da Matta Machado, abrir caminho entre os clubes não tem sido tarefa fácil e o trabalho requer paciência para a quebra de paradigmas e a construção de uma nova cultura corporativa. Atualmente, ele presta consultoria para Cruzeiro e América.

“Fora do Brasil, os clubes são muito profissionalizados, eles têm investidores, executivos de mercado. Aqui ainda são associações políticas. Comecei alguns contatos e sempre foi muito difícil. A questão do Cruzeiro no fim do ano passado escancarou o mal da má gestão. Fiz um contato mais incisivo que gerou uma conversa. Eles estão com uma gestão nova e falaram que tinham, mesmo, esse problema. Nosso papel é trazer executivos profissionais, sem clubismo. Ser cruzeirense ou americano, é um plus. O que interessa é trazer pessoas que entendam profundamente do que estão fazendo e tenham foco em resultados”, explica Machado.

Galo mineiro – Já no Atlético, a parceria é com a Sólides – plataforma de gestão de talentos, com People Analytics e Gestão Comportamental. O objetivo do clube é reestruturar a área de gestão e desenvolver o perfil de liderança de seus colaboradores. A ação visa melhorar o relacionamento e traçar planos de carreira para seus funcionários por meio de mapeamento comportamental, desenvolvimento de competências, avaliação de desempenho, pesquisa de clima e performance.

Segundo a CEO e cofundadora da Sólides, Mônica Hauck, traçar os perfis comportamentais dos colaboradores é muito importante para que as empresas possam desenvolver o melhor plano de carreira para eles e identificar e resolver os principais problemas existentes na equipe.

“É uma movimentação muito legal no esporte ter clubes interessados em profissionalizar a gestão. Tem a ver com a mudança do perfil do próprio torcedor, agora entendido como sócio. Ainda vemos uma gestão muito arcaica, sem processos, sem critérios técnicos. No caso do Atlético, eles vieram com uma proposta muito madura, com foco em plano de carreira e desenvolvimento da equipe administrativa. O futebol é um patrimônio do nosso povo. Temos que entender as especificidades e ir ajustando o processo. É um trabalho que vai inspirar muita gente. Futebol é um dos maiores mercados do mundo. Esse movimento vai gerar uma onda positiva. É uma indústria gigante que só vemos a ponta com os grandes jogadores. Quando entramos com os processos, as tecnologias, a gente muda o patamar da gestão. Vamos levar a análise de dados, que já são tão usados para melhorar a performance esportiva, para a gestão do clube”, afirma Mônica Hauck.

Reconstrução – No Cruzeiro, enquanto isso, o momento é de reconstrução. Contratar um diretor de recursos humanos foi a primeira grande missão da Tailor. Candidatos não faltaram, apesar da defasagem salarial em relação às empresas de grande porte e, até mesmo, das de tamanho médio. Já no América, o bom momento atravessado pela equipe é, por si só, um motivador.

“Os salários médios pagos pelos clubes são inferiores aos encontrados no mercado. Aqui vale muito a paixão clubística e também pelo projeto em si. Trabalhar em um clube é uma grande vitrine. Participar de um momento que pode ser histórico para todo um setor da economia é também estimulante. Eu não imaginava ter tantos candidatos com tamanha qualidade para cada vaga aberta. Mas o que decide, sempre, por uma contratação ou não, é a capacidade do candidato Agora os próprios executivos nos procuram, inclusive do exterior, em busca de oportunidades nos clubes”, pontua o sócio da Tailor.

“Estamos em um momento muito importante no América e precisamos de parceiros que tragam excelência para o projeto de clube-empresa. E só vamos continuar crescendo com profissionais minuciosamente selecionados com competência”, avalia o superintendente-geral do América, Dower Araújo.

Nesse mesmo sentido, a superintendente de Recursos Humanos do Clube Atlético Mineiro, Eliane Cabral, faz sua análise: “Será um marco importante para o clube e estamos muito otimistas com os resultados que iremos alcançar. Queremos valorizar cada vez mais nossos colaboradores e traçar um plano de carreira sólido e consistente para eles. Temos certeza de que esse é o caminho certo”, destaca Eliane Cabral.

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