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Lançada em 2018, a Up Consórcios é uma fintech do grupo Embracon que tinha como desafio desenvolver um produto que fosse sustentável para a empresa e inovador para os clientes no ramo de consórcios.

A ideia de uma empresa totalmente digital parecia ousada para um mercado em que a confiança é um dos principais atributos e os negócios costumam ser fechados presencialmente, depois de algumas visitas.

A ousadia que já vinha alcançando os resultados planejados parece ter sido traçada exatamente para o momento atual do mercado. O distanciamento social e a digitalização forçada da economia formam o cenário ideal para o desenvolvimento da empresa que é uma nativa digital.

De acordo com a Head de Negócios do UP Consórcios, Lorelay Lopes, Minas Gerais é o segundo mercado mais importante para a empresa que tem centrado os investimentos na região Sudeste.

O número de consorciados no Estado chegou a 501 em abril, sendo que 60% são homens, 34% mulheres e 6% foram adquiridas por pessoa jurídica. As cotas mais vendidas foram de Autos (79%) e Serviços (21%).

Em março, quando foi anunciado o isolamento social, o consórcio vendeu R$ 220 mil em cotas em Minas. Em abril, com a situação da doença já mais agravada, o valor de vendas subiu para R$ 472 mil, um incremento de 45% em relação ao mês anterior.

“Quando a pandemia começou, tivemos um impacto imediato porque as pessoas estavam receosas e o consórcio é um compromisso de longo prazo. A partir de abril, as coisas começaram a mudar e os clientes a voltar. Verificamos uma tendência muito grande para reforma e para a compra de imóvel, com as pessoas querendo trocar ou sair do aluguel. No caso dos automóveis, achamos que as pessoas não iriam querer, mas estão inseguras em usar transporte público ou de aplicativo. O consórcio serve para quem já está procurando e também para quem ainda está se preparando para buscar o bem. As compras não são imediatas. Vemos o aumento da necessidade. Nunca o brasileiro fez tanto planejamento”, explica Lorelay Lopes.

O consumo digital amplificado pela pandemia trouxe para a empresa uma nova leva de clientes que antes não consumia através de canais digitais. O investimento em tecnologia é constante e o próximo passo – ainda em desenvolvimento – é o uso de chatbox, o atendimento robotizado.

“O isolamento social ampliou o uso do digital e mesmo clientes que antes não utilizavam a tecnologia nos pedem para fazer uma ‘call’, por exemplo. Conquistamos uma nova geração de clientes sem precisar nos adaptar. Já usávamos a tecnologia e essa é uma vantagem sobre quem ainda está fazendo a transição”, pontua a Head de Negócios do UP Consórcios.