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Entre os dias 10/08 e 06/09, foram vendidos 4 milhões de exemplares com faturamento de R$ 154 milhões. Já no nono período de 2019, foram registrados 3,19 milhões de livros comercializados e faturamento de R$ 131,36 milhões, representando uma variação de 25,6% em volume e 17,3% em valor.

Quando comparamos o nono período de 2020 com o oitavo, temos também números positivos: crescimento de 27,4% em volume e 23,6% em valores. Isso mostra que a reabertura das lojas físicas está sendo benéfica para o setor, mas o maior impacto veio das vendas on-line.

Ismael Borges, gestor de divisão Nielsen Bookscan, comenta: “As ações promocionais agressivas ficam bem evidentes quando olhamos para o vertiginoso aumento do desconto oferecido durante o período 9. A média do ano era de 19,00% até o período 8 e quando comparamos com o período 9 podemos ver uma aumento de 11 pontos percentuais”.

Se no início da pandemia o setor registrou números negativos, essa diferença vem sendo compensada mês a mês, gerando otimismo no mercado. No acumulado no ano, já contabilizamos 26,02 milhões de livros comercializados, movimentando R$ 1,12 bilhão. Embora os números ainda representem queda de 5,71% em volume e 6,48% em valores, se comparado à 2019, quando foram vendidos 27,6 milhões de títulos com um faturamento de R$ 1,20 bilhão, há uma recuperação gradual, como registrado painéis anteriores.

Esses são alguns dos dados do nono Painel do Varejo de Livros no Brasil em 2020, apresentados pelo Nielsen Bookscan e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Os números têm como base o resultado da Nielsen Bookscan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no País.