Ways Education vai “atacar” de B2B

Com atuação B2C, originalmente, agora vai oferecer serviços como benefício a colaboradores no mundo corporativo
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Ways Education vai “atacar” de B2B
Thiago Miqueri, Marina Gontijo e Taísa Botelho, cofundadores da Ways Education e sócios, apostam em novos serviços \ Crédito: Divulgação

A edtech belo-horizontina Ways Education, plataforma de atividades extracurriculares que estimula o desenvolvimento de competências do futuro nas crianças e adolescentes, está redirecionando sua atuação para alavancar o crescimento dos negócios. Com uma atuação B2C, originalmente, já opera em grande parte do País e agora volta seus esforços para o mercado B2B, oferecendo os serviços como benefício a colaboradores no mundo corporativo.

De acordo com a fundadora e CEO da Ways Education, Marina Gontijo, a ideia é firmar parcerias com empresas em vistas de preencher uma demanda latente do mercado corporativo, que está se reestruturando cada vez mais a partir das dores e demandas dos funcionários. A partir do movimento conhecido como “family friendly”, marcas como Sambatech, U4 Crypto, Vipp Comerce, Framework e Home Agent já apostam na ferramenta.

Com a mudança estratégica, a aposta da Ways é que os 100 usuários atuais saltem para cerca de mil ainda em 2022. “São atividades extracurriculares que complementam a educação dos dependentes dos colaboradores. Há conteúdos de arte e tecnologia, que trabalham a criatividade e o autoconhecimento. A aposta é ser um benefício corporativo essencial para empresas que apoiem a parentalidade, um termo, na nossa visão, indissociável das práticas ESG”, explica.

Para isso, a plataforma disponibiliza aulas e minicursos focados no desenvolvimento dos desafios do futuro. A plataforma funciona como um “cardápio de cursos e atividades ”. São diversos conteúdos “fora da caixinha” que são ofertados ao vivo, com interação, e ministrados por professores especialistas nas áreas. No caso do meio corporativo, a ferramenta também funciona como um mapeamento dos colaboradores, já que mostra o engajamento e as atividades dos usuários.

Em relação à produção dos conteúdos, a executiva conta que são cerca de 5 mil produtores mapeados e uma média de 100 sempre engajados, produzindo. Apenas esse ano já foram mais de 200 horas de conteúdos e centenas de atividades entregues por meio da plataforma.

Investimentos na edtech

A Ways recebeu recentemente um aporte de R$ 300 mil por meio da Criabiz Ventures. Em 2021, alcançou valuation em R$ 5 milhões, depois de impactar 2 mil famílias desde a fundação. A empresa também venceu a edição especial da Batalha das Startups, no Rio Innovation Week, e levou R$ 300 mil em mídia.

Atualmente, já são 22 cidades em oito estados contemplados pela ferramenta. E a perspectiva é a de que este número dobre ainda em 2022. Já em relação ao público da plataforma, Marina Gontijo também acredita em mudanças. “Terminamos 2021 com 90% de nosso público-alvo ainda sendo usuário final, ou seja, no modelo B2C. Agora, em 2022, estimamos o contrário, com cerca de 90% da receita oriunda do mercado corporativo, nosso pulo do gato”, aposta.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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