COTAÇÃO DE 22/06/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,9650

VENDA: R$4,9660

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,9570

VENDA: R$5,1130

EURO

COMPRA: R$5,9745

VENDA: R$5,9772

OURO NY

U$1.778,62

OURO BM&F (g)

R$286,53 (g)

BOVESPA

-0,38

POUPANÇA

0,2446%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião
Crédito: Denis Balibouse / Reuters

Aristoteles Atheniense *

A libertação de presos políticos na Venezuela foi consequente da ida da alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, a Caracas, cumprindo missão determinada por aquele organismo internacional. Assim que divulgada a notícia de sua viagem, nem mesmo a oposição acreditava no êxito da missão a ser desempenhada pela ex-presidente do Chile, inobstante a sua índole socialista.

PUBLICIDADE

O relatório que Bachelet apresentou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, incluía o seu contato com Nicolás Maduro e com dezenas de opositores do regime.

Pelo fato de ter sido divulgado que caberia ao ditador negociar os entendimentos, a missão da comissária foi recebida com reservas. Mas, esta versão foi desmentida, pois, ficou consignado em seu relato que a Faes (Força de Ação Especial da Polícia Nacional Bolivariana) foi apontada como responsável pela morte de 5,7 mil pessoas em 2018 e mais 1,5 mil no corrente ano

A exposição consignou a prática de tortura, “incluindo choques elétricos, sufocamento com sacos plásticos, afogamentos, agressão física e sexual, racionamento de água e comida, estresse e exposição a temperaturas extremas”. Os que foram colocados em liberdade ainda deverão comparecer a cada quinze dias ao juízo de seu domicílio, não podendo deixar o estado onde reside.

Entre as vítimas dessas atrocidades estava a juíza María Lourdes Afiuni, que permaneceu dez anos no cativeiro. Contra ela pesava a acusação de haver libertado, em 2009, o banqueiro Eligio Cedeño, que fora indiciado por corrupção durante o governo de Hugo Chávez. Durante a sua custódia, a magistrada foi estuprada, sendo-lhe negada assistência médica.

Ao contrário do que, a princípio, se imaginava, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, reconheceu que a liberação concedida por Nicolás Maduro não constituiu ato de generosidade e, sim, uma consequência da investigação levada a efeito por Michelle Bachelet.

*Advogado, Conselheiro Nato da OAB e Diretor do IAB

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!