Crédito: Freepik

Rodolfo Alves*

Passados mais de quatro meses do início das medidas adotadas para combater o coronavírus, é possível resumir em uma palavra o mundo daqui para a frente: digital. Sem dúvida, hoje percebemos que saímos de uma situação que pode até ser considerada confortável.

Obviamente, havia muitas questões precisando de respostas e situações a serem melhoradas, mas um movimento como este, gerando uma crise grave, mudou totalmente a perspectiva. Foi necessário que todos se adaptassem muito rapidamente ao novo cenário global. Das empresas gigantes ao mercadinho da esquina, decisões e estratégias, que demoravam meses para serem tomadas, passaram a ser aceleradas num ritmo incrível.

A trajetória de adaptação começou logo no início da pandemia. Em praticamente uma semana, já houve movimentação gigantesca para o digital. Um estudo indicou aumento de 45% de novos e-consumidores. A mesma pesquisa apurou que 55% desses novos e-consumidores atestaram que o movimento de migração para o digital será permanente.

O resultado aponta que hábitos criados no período de distanciamento se estenderão no pós-Covid. Dentre eles, vale destacar aqui, maior adesão à tecnologia. Principalmente porque as   movimentações de transformação digital, rápidas na pandemia, proporcionaram cada vez mais efetividade no relacionamento multicanal e nas interações entre empresas e clientes.

A pandemia serviu, portanto, como catalisador inesperado para o varejo digital aprofundar o uso da tecnologia. Processos e estruturas foram revistos apoiados, principalmente, no uso massivo de tecnologia.

Assim, por tudo o que se vê hoje, não há dúvida de que “digital” será a palavra que definirá o mundo pós-Covid. Em consequência disso, todo o movimento potencializado e acelerado agora na direção da tecnologia será muito aproveitado, pois sustentará um crescimento ainda mais factível.

*VP Business Development and Partner da CoreBiz, agência especializada em omnichannel