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Amazônia: exuberância e fragilidade

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Crédito: Tamara Saré/Arquivo/Ag, Pará

Carlos Maurício de Carvalho Ferreira*

Essa vasta e complexa região ocupa mais da metade do solo brasileiro, com sub-regiões e subáreas com exuberâncias e fragilidades muito diferenciadas sociais e econômicas, é um enorme desafio nacional.

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O trabalho clássico da professora emérita Catharina Vergolino Dias da Universidade Federal do Pará “Conteúdo e limites da regionalização na Amazônia”, de 1968, já chamava a atenção não apenas para a diferenciação das macrorregiões amazônicas (Amazônia Ocidental, Amazônia Oriental, Flancos Meridionais, Calha Norte, Pré-Amazônia, Amazônia Legal, etc.), mas também de suas regiões, sub-regiões, áreas e subáreas.

As bacias hidrográficas, apesar de suas diferenciações ao longo do seu curso, são consideradas como referências geoeconômicas importantes. Prevalecem extensas áreas isoladas, a reduzida ou inexistente articulação entre subespaços geográficos e geoeconômicos imensos.

Assim, é uma estultice considerar, explicar e generalizar o que se passa nesse imenso território, como se fosse um espaço geográfico único. A maior integração com preservação da Amazônia é cada vez mais tema recorrente e influente na política e na economia nacional.

Devido à rarefação demográfica de uma parte significativa da enorme fronteira da Amazônia com os países vizinhos, e ao incipiente desenvolvimento social e econômico e às sensíveis questões humanas e ambientais envolvidas, em particular o desenvolvimento, o papel e a dinâmica de suas cidades se mostram cruciais.

O desenvolvimento da Amazônia, necessariamente, depende da sua dinâmica própria, uma vez que a integração entre regiões do País, embora de grande importância, não é capaz contribuir por si só com um maior desenvolvimento regional, que muito depende da dinâmica interna das regiões.

Nesses espaços sobrevivem com pertinácia, garra e enfrentando riscos e dificuldades populações dispersas e heterogêneas. As bacias hidrográficas constituem eixos viários naturais; os vales que circundam essas bacias são terras férteis; os rios de uma bacia hidrográfica são fontes ricas em proteínas, particularmente quando piscosos, garantindo alimentação para as populações ribeirinhas; os rios prestam-se para a geração de energia hidrelétrica de vários portes e muitas vezes como único transporte que favorece parcelas significativas da população local; atendimento à saúde, produção de areia, fonte de água potável, etc.

Apesar dos problemas institucionais criados quando a bacia hidrográfica pertence a mais de uma unidade administrativa, dificultando a coordenação dos objetivos socioeconômicos almejados, vale sempre também considerar, que os recursos naturais por si mesmos não constituem um potencial de desenvolvimento, pois precisam estar em locais acessíveis aos mercados regionais e nacionais, com tecnologias de produção e logísticas compatíveis com as exigências econômicas e socioambientais – são tarefas exigentes que escapam ás considerações e experiências limitadas de muitos “experts” que falam à solta sobre a região.

O potencial de exploração dos recursos naturais também é limitado pelas suas consequências biogeofísicas, e com as necessárias medidas de preservação ambientais, cientificamente conhecidas, do ecossistema e da resultante da ocupação humana na Amazônia, e pelas disponibilidades das infraestruturas econômicas e sociais das áreas e subáreas ao longo das bacias hidrográficas.

Enfim, a “Geografia” condiciona o processo migratório e de ocupação socioeconômica das regiões e suas áreas e subáreas, e a “tecnologia” e a “política” determinam o curso do desenvolvimento econômico e social.

Desse modo, é indispensável, com urgência, e cada vez mais, estabelecer critérios de seleção das bacias e vales amazônicos, de sub-regiões bem definidas com intervenções públicas e privadas com escolhas claras, definidas, comprometidas diuturnamente, e não apenas ocasionalmente, e que compatibilizem cada vez mais a preservação ambiental, e a continuação da ocupação socioeconômica, de forma mais robusta – as atuais são por vezes frágeis e efêmeras – por quem conhece com a profundidade possível esse inalienável, inestimável espaço do território nacional.

*Economista

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