Alta celebração da cidadania

As eleições representam a força da democracia brasileira diante de desafios atuais da sociedade atual
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Alta celebração da cidadania
Crédito: Rafael Henrique/ Adobestock

“A festa da democracia não se esgota nas paixões do momento; ela se reafirma na consciência soberana diante da urna.” (Antonio Luiz da Costa, professor)

Às vésperas de mais um histórico pleito, decisivo para os destinos da nação brasileira, é inevitável que a memória resgate o ambiente que antecedeu a eleição de 2022. Naquela oportunidade, como agora, o País se encontrava imerso em intenso debate, tomado por expectativas e paixões inflamadas. Contudo, ao lançarmos um olhar em perspectiva sobre o trajeto percorrido até este momento em 2026, sobressai uma verdade incontestável: a democracia brasileira se esforça galhardamente, mais uma vez, para expor sua resiliência e maturidade institucional.

Comparar o cenário de quatro anos atrás com o processo eleitoral deste instante nos permite extrair lições valiosas sobre o valor da estabilidade. Se por um lado a polarização política ainda faz sentir seus reflexos no cotidiano das ruas e das redes sociais, por outro lado é preciso reconhecer a solidez do nosso sistema de votação. As urnas eletrônicas, instrumento de consagração da vontade popular, seguem como pilar inabalável de transparência, celeridade e respeito à soberania do voto. No sentimento popular, afiguram-se inaceitáveis as soezes tentativas de desacreditá-las, promovidas, quando convém, pelo negativismo corrosivo.

A eleição não deve ser encarada como um campo de batalha ou uma arena de discórdia, mas sim como a mais alta celebração da cidadania. Trata-se do instante sagrado em que o poder retorna às mãos do povo, igualando todos os brasileiros na responsabilidade de indicar os rumos do desenvolvimento socioeconômico, da justiça e da paz social para o quatriênio vindouro.
Neste domingo de votação, o que se espera de cada eleitor é o exercício do sufrágio com serenidade, discernimento e espírito público. Longe do ruído das informações capciosas e do extremismo que esgarça o tecido social, a verdadeira festa cívica se faz no silêncio consciente da cabine de votação. Não nos esqueçamos de que a serenidade de Deus está sempre presente nas coisas que juntos construímos.

Preservar a convivência democrática, enaltecer as instituições e confiar na suprema vontade popular são imperativos que ultrapassam governos e mandatos. Que o Brasil saia das urnas maior, mais altivo e plenamente reconciliado com o seu vocativo democrático.

Seja, por derradeiro, proclamado que a consciência cívica da Nação repele, com toda veemência, qualquer interferência, vinda de onde for, no saudável processo eleitoral brasileiro. Como já foi expresso, altivamente, na abertura da Assembleia Geral da ONU, o Brasil não cabe no quintal de ninguém!

Cesar Vanucci
Sobre o autor

Cesar Vanucci

Jornalista ([email protected])


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