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Tilden Santiago*

O segundo Movimento importante, nesses tempos de pandemia e confinamento, nos meios empresariais de Minas, foi iniciativa da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg).

A entidade maior, representativa do empresariado rural, lançou uma Plataforma para cursos a distância, com o objetivo de levar conhecimento, capacitação e inovação, aos produtores rurais mineiros.

A Plataforma oferece 60 aulas, em vídeo, voltadas para o setor agropecuário, incluindo a produção de café, ovinocultura, agricultura de precisão, entre outras. Não é surpresa para ninguém que o DIÁRIO DO COMÉRCIO tenha dado a devida atenção a esta plataforma, pela importância e oportunidade da ideia, enaltecendo o papel da Faemg, sempre atenta às necessidades dos sindicatos e empresários rurais a ela vinculados.

Feito esse registro, volto às minhas observações, reflexões e opiniões sobre o projeto protagonizado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO – “Juntos Pelas Empresas de Minas”, objetivando criar valor para as partes envolvidas nos empreendimentos empresariais mineiros, especialmente nos pequenos negócios.

O projeto tem, como âncora, a filosofia, ideias e propostas elaboradas e divulgadas pelo que se convencionou chamar “Capitalismo Consciente”. Trata-se de iniciativa que deverá marcar uma nova fase de gestão, no setor privado, nas montanhas de Minas.

Luiz Carlos Motta Costa, ex-diretor-presidente do DC, hoje presidente do Conselho Consultivo da empresa, não está surpreso em ver o projeto, como iniciativa normal válida do DC, hoje liderado pela terceira geração da família, através de Adriana Muls e Yvan Muls, sangue novo dando impulsão ao legado deixado pelo jornalista e fundador do DC, José Costa: ser um veículo de informação e formação econômica e comercial umbilicalmente relacionado com o objetivo maior do desenvolvimento de Minas Gerais.

Chamo a atenção dos leitores para a qualificação dos institutos parceiros, responsáveis pelos debates e pelo avanço da filosofia – Capitalismo Consciente. Especialmente a Fundação Dom Cabral (FDC), expressão da vitalidade intelectual e científica voltada para a ação produtiva da sociedade; da PUC-MG, onde esse escriba teve a alegria e o orgulho de ensinar Filosofia, no Ciclo Básico das Ciências Sociais, dando formação inicial a futuros economistas, contadores, advogados, assistentes sociais, jornalistas e jovens vocacionados para outras profissões, em busca do saber universal.

Para a PUC-MG, o desenvolvimento do Capitalismo Consciente é também uma missão de uma universidade que se tornou prolongamento de ideais e posturas vanguardistas e progressistas da Igreja Romana Católica, no espírito da Ação Católica Especializada, fundada na Bélgica, antes de ganhar o mundo e do Concílio Vaticano II, que se inspirou na genialidade e generosidade de quem o convocou: João XXIII, Roncalli , o Papa dos pobres e da mudança da Igreja e do mundo ocidental, a partir de 1962.

A Fundação Dom Cabral contribui, no campo científico, a um avanço do Capitalismo Consciente, sendo uma garantia de ser ele um espaço reflexo das iniciativas progressistas do mundo liberal, dentro do Fórum Econômico Mundial-Davos, aqui em Minas.

O Capitalismo Consciente segue sua estrada, aqui em Minas, inclusive encarando desafios, que sinalizaremos no artigo III sobre o tema. Até lá!

*Jornalista, embaixador e sacerdote itinerante