COTAÇÃO DE 26/07/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,1740

VENDA: R$5,1740

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,1630

VENDA: R$5,3400

EURO

COMPRA: R$6,1233

VENDA: R$6,1261

OURO NY

U$1.797,46

OURO BM&F (g)

R$299,92 (g)

BOVESPA

+0,76

POUPANÇA

0,2446%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião
Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

Brasília parou, melhor dizendo, continua parada, agora por conta da movimentação em torno da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para avaliar o desempenho da administração federal neste ano e pouco de pandemia. Um esforço necessário, urgente, diante das muitas evidências de que se pode estabelecer relação direta entre erros e omissões da esfera pública e o agravamento da pandemia.

Decisões cruciais foram retardadas ou postas de lado deste o início do ano passado, a partir de avaliações absurdamente equivocadas, como a estimativa de que o número de vítimas fatais ficaria abaixo da casa dos mil e no segundo semestre a gripezinha teria passado, tudo voltando ao normal.

PUBLICIDADE

Premissas falsas e negacionismo sustentaram, e em parte ainda sustentam, erros que, com certeza, precisam ser postos a nu, inicialmente para que sua correção leve à retomada de ações consistentes e ágeis, que são conhecidas e podem reduzir rapidamente as contaminações e suas piores consequências.

Vacinar, com toda certeza, é a mais urgente de todas as tarefas e isso significa que não é possível ou aceitável que a movimentação em torno da CPI tenha, como parece ser o caso, um efeito paralisante, danoso para a questão sanitária da mesma forma que para a economia e a gestão pública.

Este tem que ser o sentido dos trabalhos que, efetivamente, terão início na semana que entra, sendo sua politização não mais que manobra diversionista, principalmente para encobrir culpas e culpados, desviando o foco do trabalho que está por ser feito e cuja importância pode ser medida mediante simples contagem do número de óbitos a cada dia.

Eis porque não será exagerado afirmar que a responsabilidade agora repousa nas mãos de cada integrante da CPI, todos eles igualmente importantes, desde que se compenetrem se suas funções sejam capazes de atuar com independência e em nenhum momento sequer ignorem que estão num palco, sob as atenções de todos os brasileiros.

Assim agindo em primeiro lugar, cumprirão seu dever e responsabilidades e, estejam bem certos, sob holofotes, colherão bons frutos se resistirem à tentação dos desvios e armadilhas que encontrarão pelo caminho. Afinal, repetindo, é urgentíssimo saber quem errou, porque errou e como errou, primeiro para corrigir, para tomar o rumo certo, mesmo que seja preciso remover obstáculos; segundo, para que, pelo menos, seja possível barrar, com segurança e comprometimento coletivo, os avanços ainda por demais preocupantes da pandemia.

E tudo isso também com o entendimento de que o País não pode parar e aguardar enquanto a economia não se recupera e a perda de renda, para quem trabalha e para quem empreende, vai ganhando proporções de uma catástrofe literal mas não menos grave.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!